Marketing das grandes cervejarias é o grande #fail do Carnaval 2012
Carnaval no Brasil é aquilo que todo mundo já sabe: Globeleza, “já viu a Mangueira entrar?“, suor, mulheres-frutas e “modelos” seminuas, mortes no trânsito, xixi na rua… enfim, é a “festa do povo brasileiro” (seja lá o que signifique isso)! Dentre as peculiaridades do Carnaval, a competição na propaganda das grandes cervejarias é uma constante. Os camarotes brigam para ver quem reúne mais famosos, que geralmente querem posar de papagaio de pirata de alguém mais famoso ainda, de preferência gringo.
A versão 2012 dessa papagaiada incluiu o mestre-Jedi-da-boa-vida Hugh Hefner e a popozuda-versão-Hollywood Jennifer Lopez, que eram os garotos-propaganda das marcas Devassa e Brahma, respectivamente. A promessa era que os dois iriam ser as estrelas dos camarotes das duas marcas.
A vinda de Hefner melou no sábado, dia 18, quando uma coletiva de imprensa foi feita para confirmar a informação que o próprio velhinho deu em seu twitter no meio da semana de que não viria ao Brasil. Em seu lugar, veio um dos seus filhos, Cooper Hefner – já que o outro, Marston, estava na prisão por ter batido na namorada. O marketing da cervejaria tentou dar um desdobre mas com toda a expectativa criada com o teaser e o comercial de TV, o estrago foi grande, inegavelmente.
Já no camarote da Brahma, uma não muito entusiasmada J. Lo até que apareceu, mas o suficiente para tirar algumas fotos, confessar que não gosta de beber cerveja e dar uma desculpa esfarrapada para o motivo de aceitar fazer a campanha da cervejaria: “Aceitei porque era o Bra$il, $obre o Carnaval, $obre a celebração da vida. Era mai$ $obre e$$as coi$as boa$ do que qualquer outra coi$a”. Ok, Jenny… entendemos.
Dois #fails caríssimos e monstruosos, convenhamos! Esse é o preço de quem investe mais em propaganda do que em qualidade. As vezes pode dar certo, mas quando o tiro sai pela culatra, o prejuízo é grande. Uma ideia para a concorrência: que tal pegar algum barrigudo que genuinamente goste de cerveja, tipo o Douglas, e fazer um comercial com ele dizendo algo como “eu não sou dono da Playboy nem sou gostosa de Hollywood, mas sou brasileiro, bebo cerveja e gosto de carnaval”. Bem melhor, né?
Segue um exemplo de publicidade barata, simples, direta e eficiente. Impossível ver esse comercial e não ficar louco para tomar um gole dessa cerveja!
Dois anos depois…
Eu poderia ficar de blablabla falando da enorme audiência do site, dos mais de 500 posts, de como tudo começou, do reconhecimento que recebi de pessoas importantes do meio, das críticas que recebi de outros menos importantes, mas…
… prefiro comemorar com o que esse site me trouxe de melhor: AMIGOS. Estejam comigo hoje ou em qualquer outro lugar, brindemos! Obrigado por esses dois anos, pessoal!
25 dicas de marketing cervejeiro nas redes sociais
Levando em consideração que as redes sociais e os blogs são, basicamente, o único meio de marketing das microcervejarias, ser eficiente na atuação nessas midias é fundamental para fazer frente às grandes campanhas de publicidade das megacervejarias.
O que se vê, no entanto, é que as microcervejarias pecam pela falta de qualidade nessa questão. O tratamento inadequado aos clientes, o desrespeito à etiqueta peculiar das ferramentas sociais e até mesmo, pasmem, manifestações com erros grosseiros de português são comuns de encontrar nos perfis das cervejarias brasileiras. Poucas são as micros que tem um eficiente gerenciamento de marketing social.
Por isso, o grupo Beer & Social Media, do Linkedin, é obrigatório para todos os que trabalham com marketing de cervejas. Lá se pode encontrar várias dicas de como melhorar a exposição da sua marca e seu relacionamento com seus clientes nas redes sociais.
Analisando as discussões do grupo, compilei uma lista de dicas de como ser mais eficiente no seu marketing na internet, adaptando para a realidade brasileira.
- Siga todos os players do mercado de cervejas, seja marca, cervejaria, importador, blog, consumidores formadores de opinião…
- Compartilhe e tuíte informações interessantes desses players, mesmo se forem competidores.
- Tuíte informações que as pessoas se interessem e não perca tempo com irrelevâncias.
- Não use o Twitter para apenas promover o seu produto. Varie as informações.
- Use #hashtags. Elas facilitam o monitoramento e a busca por assuntos.
- Coloque um ponto (.) antes do @ para que a conversa não se resuma apenas a quem faz parte dela.
- Tenha uma pessoa responsável pelas mídias sociais e certifique-se que essa pessoa entenda o mercado e o seu produto. Considere deixar essa pessoa trabalhando full time na função. Trata-se do marketing e das relações públicas da empresa e deve ser tratado com a importância necessária.
- Se você colocou alguém à frente das suas midias sociais, entenda que esse trabalho leva tempo e por isso não deve ser acumulado com outra função na empresa. Em média, as tarefas relacionadas às midias sociais demandam de 12 a 15 horas semanais.
- Não deixe o gerenciamento das midias sociais a cargo do “estagiário”. A qualidade do serviço será proporcional ao que você paga.
- Outras pessoas da empresa também podem atuar nas midias sociais, desde que você tenha um “código de conduta nas midias sociais” e faça com que todos os que se identifiquem com a marca sigam esse código. Quem é identificado com a marca deve ter consciência da responsabilidade de suas manifestações nas redes sociais. Por isso, o monitoramento dos funcionários da empresa é importantíssimo.
- Use smartphones para poder tuitar a qualquer momento.
- Crie uma identidade visual para as suas midias sociais que represente a sua marca. Não deixe de usar o background e a descrição do seu perfil no Twitter para isso.
- Lembre-se sempre que o foco de toda a sua atuação nas midias sociais é apenas um: o consumidor.
- Ajude a educar o seu consumidor, repassando informações corretas e interessantes sobre a sua marca, sobre a cerveja e sobre o mercado em geral.
- Não sonegue informação. Qualquer movimento da empresa no mercado deve ser compartilhado com os seus seguidores.
- Faça promoções no Twitter, dando descontos ou prêmios. Entretanto, cuide como vai fazer essas promoções. Por mais que retweets devam ser encorajados, não é legal ver toda a sua timeline escrevendo a mesma coisa.
- Não exagere no tamanho das mensagens para que elas sejam fáceis de retuitar e responder.
- Deixe um link bem visível para o seu Twitter e sua fanpage do Facebook no seu website.
- Use a mensagem “Siga-nos no Twitter” em todo seu material promocional.
- Não deixe de responder DM’s relevantes aos clientes que entram em contato.
- Monitore sua marca no Twitter e responda as mentions, sejam boas ou más. Responda as más o mais rápido possível e seja positivo ao responder as mentions negativas.
- Não faça comentários negativos sobre outras cervejas ou marcas no Twitter.
- Não desmereça seus clientes no Twitter.
- Não reclame de tudo no Twitter.
- Dê o crédito devido aos outros no Twitter.
Brazilian Beer Bloggers – 2ª temporada: Leonardo Russo – Cervezando
Hoje vamos conhecer o Leonardo Russo, do Cervezando, grande parceiro de cervejas, conversas, caronas e busões nas noites e madrugadas da Brasil Brau 2011
Nome, idade, profissão, onde reside?
Leonardo Russo, 20, Estudante, São Paulo Capital.
Desde quando você escreve no blog?
Desde janeiro de 2010.
O que lhe motivou a criar o blog/site?
Eu sempre tive a vontade de ter um blog que pudesse me envolver mais com o tema que escrevo. Já tive alguns blogs mas nenhum que fosse tão ‘sério’ quanto o Cervezando. O que me motivou mesmo foi toda minha experiência no meio cervejeiro até hoje, as pessoas que conheci e tudo mais o que cerveja representa para mim. De uma paixão, de um hobby, de um blog, de ‘bicos’, para uma possível profissão.
Como foi a escolha do nome do blog/site?
Bom, eu estava sentado em um pub em Buenos Aires e pensei no nome: “Cervezando”. Só que ele é mais um conceito do que nome para mim: É um composto de muitos gerúndios [rs, coisa bem criativa] cervejando, comemorando, blogando, criando, entre outros tantos que são relacionados à cerveja, na minha opinião.
Quais são os principais objetivos do blog/site?
A princípio, é contribuir para uma cultura cervejeira no Brasil mais consciente. Não só no sentido do nosso clichê (‘beber menos e melhor’) até porque eu acredito nisso, escrito dessa maneira; mas no sentido de que a pessoa que está começando agora a beber cervejas que vão além do feijão-com-arroz, possam criar uma visão mais sensata do que estão bebendo, do que podem fazer para ajudar o mercado a crescer, como podem intensificar essa vivência cervejeira e fomentar discussões sobre isso. Minha intenção não é de ‘doutrinar’, pelo contrário: mostrar que não há regras para cerveja.
Quais são os seus 3 blogs/sites cervejeiros preferidos?
Homini Lúpulo, Bebendo Bem e Panela de Malte.
Quando foi que você teve aquele estalo, aquele momento em que você descobriu as cervejas especiais? Conte a experiência com o máximo de detalhes possível.
Foi tomando Erdinger aos 16 anos no restaurante alemão Windhuk (#ficaadica). Uma Erdinger Dunkel para minha mãe e uma Weiss para meu pai. Pedimos um Kassler, Würst e Wiener Schnitzel. Curioso por causa do copo e do cheiro diferente que aquela cerveja tinha, fui atrás do que era tudo aquilo. E no ano seguinte tive minha segunda experiência marcante: um dia de harmonização no Frangó com Guinness e uns pratos elaborados por um chef. Essa vez foi sensacional por ter tirado Guinness na pressão, aprendido um pouco mais sobre cerveja e ter passado um bom momento com meus tios e meu pai. Além dessa parte família: porres de madrugada, churrascos da confraria, botecagens sem fim, brassagens e outras tantas ocasiões compartilhadas com amigos foram momentos muito importantes para mim.
Depois disso, que outros momentos marcaram a sua experiência com as cervejas especiais?
Outros grandes momentos: a chegada das Flying Dogs aqui no Brasil, quando me apaixonei por lúpulo; Festival de Inverno da Bamberg, e as altas tretas no pós-festa; o quarto e último Encontro Brejas que também fiz parte da organização; minha primeira brassagem e outros tantos dias, como mencionei, que me fazem gostar cada vez mais de cerveja.
Onde você encontra as cervejas que você degusta?
Empório Alto dos Pinheiros e Cervejoteca, em São Paulo. Além de comprar na Mamãe Bebidas de MG.
Quais são os seus 3 estilos de cerveja preferidos?
IPA, Bohemian Pilsner e Porter. Além de suas variações. Mas estou começando a incluir um quarto, as Lambics.
Quais são as suas 3 cervejarias preferidas?
Colorado, Klein, Wäls entre as nacionais. Brewdog, Brooklyn, Weihenstephaner entre as importadas.
Se você pudesse trabalhar numa cervejaria, qual seria? Por quê?
Eu gostaria muito de trabalhar na Heineken. Porque eu me identifico muito com a proposta deles, é uma cerveja que gosto muito e acho uma marca irada.
Você também é homebrewer? Se for, conte alguma experiência inusitada que teve.
Não sou, infelizmente. Apesar disso já tive algumas experiências engraçadas em brassagens, mas acho que nenhuma que vale a pena ser contada aqui.
Além do blog/site, quais são seus outros hobbies?
Gosto de cozinhar, toco saxofone, e me divirto com jogos de computador.
Como você vê o seu blog/site no contexto cervejeiro do Brasil?
Não acho que ele tenha uma relevância significativa e nem uma grande repercussão. Tenho poucos leitores, acredito, mas que são assíduos, então isso para mim já está bom. E aliás, nunca pensei em escrever com a intenção de ter um grande público, mas penso em fazer do blog algo consistente como um todo e que seja válido para alguém. Se uma pessoa que leu meu blog e começar a mudar sua percepção sobre cerveja, quebrar paradigmas, e deixar a frescura de lado… bom, isso já me deixa contente.
Deschutes e a história da cerveja americana em videos bacanas
Cerveja é uma das minhas paixões, obviamente. Outra paixão é o video, que é a minha profissão e o meu negócio. Quando as duas paixões se encontram, não tem como não adorar. O Visual.ly, site que reúne o que tem de melhor em infográficos no mundo, publicou uma ótima animação que conta a história da cerveja artesanal nos Estados Unidos, mostrando o declínio na época da Lei Seca e o renascimento dos últimos 30 anos. O trabalho é de primeira, tanto em informação, quanto em qualidade gráfica.
Já a Deschutes Brewery fez um belo clip para mostrar sua filosofia empresarial. Com locações incríveis que mostram o Oregon, Landmarks mostra um casal aproveitando a vida num clima natureba/road-movie/hipster. O curioso do video é que rola até um topless, pra mostrar que a sensualidade não é exclusiva do marketing das grandes cervejarias. Mas enfim, hipocrisia à parte, qual é o problema disso, não é mesmo?
O site do filme contém um mapa com todas as locações, para quem quiser repetir a viagem. A música que embala a viagem da Deschutes é Beach House, do The Cave Singers. Enjoy it!
Bem que as cervejarias daqui poderiam investir mais nesse tipo de trabalho de divulgação. Qualquer coisa, estamos à disposição!
Have a Nice Beer comemora 2 mil sócios
O mundo da cerveja é cheio de boas ideias. A criatividade demonstrada nas inovações realizadas pelos mestres-cervejeiros, também pode ser vista nos negócios que envolvem a nossa bebida tão querida. Um ótimo exemplo do que estou falando é o clube de cervejas Have a Nice Beer, que começa o ano celebrando a marca de 2 mil associados no mês de janeiro.
A proposta do clube, lançado em maio do ano passado pelos sócios Pedro Meneghetti, Rafael Borges e Rodrigo Sztelzer, é buscar as melhores cervejas do mundo e entregá-las na casa do associado. Mensalmente, são escolhidos dois exemplares entre as melhores cervejarias do mundo. Não há mensalidade e o preço varia conforme o valor de cada seleção, em torno de R$ 65 por mês. “O mundo está cheio de cervejas maravilhosas. Nossa proposta é fazer com que todos tenham acesso a elas”, revela Rafael. Aos associados do Have a Nice Beer já foram entregues cervejas de países como Bélgica, Rússia, Estados Unidos, Holanda, Austrália, Inglaterra e Escócia.
Juntamente com as quatro garrafas de cerveja, o kit entregue na residência dos sócios traz um exemplar da revista exclusiva do clube, a Have a Nice Beer Mag. A publicação conta com textos de especialistas no mundo cervejeiro como o burgomestre Sady Homrich e Mauricio Beltramelli, do site Brejas. Além desses, assinam dicas na revista o pessoal do Destemperados, Rafael Mantesso, do site Marketing na Cozinha, e Mauricio Nel Cimatti, do blog A Janela Laranja. A biersommelier Alinne Bernd, com dicas for dummies, e este que vos escreve completam o time.
Um dos diferenciais do Have a Nice Beer é a atuação intensa nas redes sociais. Novidades e informações são trazidas através de uma multiplataforma de conteúdos que inclui blog, perfis no twitter e Instagram e páginas no Facebook e Foursquare.
Para mim, todo esse sucesso é mais do que merecido. Tenho o prazer de conhecer os sócios e sei que são sérios, profissionais e competentes, além de grandes parceiros para uma conversa regada à boas cervejas. Tenho orgulho de fazer parte, mesmo que pequena, deste projeto.
Parabéns e vida longa ao Have a Nice Beer! Rumo aos 3000, 4000, 5000…
Super Bowl, publicidade e as pequenas cervejarias
A noite de domingo foi marcada pelo buzz em torno do Super Bowl. A final da NFL entre New York Giants e New England Patriots parou os EUA e repercutiu até mesmo no Brasil, onde estamos acostumados com outro tipo de futebol, aquele que se joga com os pés. O jogo foi transmitido para mais de 102 milhões de telespectadores e tal audiência – que nem foi a maior da história dos jogos – faz com que o seu espaço comercial seja o mais caro do mundo. A NBC, detentora dos direitos de transmissão nos EUA, cobrou cerca de 3,5 milhões de dólares por cada inserção de 30 segundos. Por conta disso, não é incomum encontrar grandes anunciantes no break do Super Bowl. É o maior filé do mercado publicitário mundial e as agências de publicidade dão o seu melhor, com grandes produções e ótimos roteiros, para destacar ainda mais os comerciais dos seus clientes. Dentre esses grandes anunciantes, a maior cervejaria do planeta não poderia ficar de fora. A gigante AB-InBev é a anunciante exclusiva no ramo de bebidas alcoólicas, incluíndo além da publicidade de TV, todos os eventos secundários que rodeiam a partida. Por isso, nem as outras grandes empresas do ramo cervejeiro, como a MolsonCoors e a SABMiller conseguem uma fatia desse espaço. Se a AB-InBev não deixa nem seus grandes concorrentes competirem na publicidade do SuperBowl, o que resta para as pequenas cervejarias então?
Com criatividade, as pequenas cervejarias americanas conseguem se destacar aproveitando o clima do super-evento. A Brooklyn Brewery, cervejaria tradicional de Nova York, apoiou o time da cidade durante os playoffs, além de fazer uma bem-humorada aposta com a Anchor Brewery, de San Francisco, quando da partida entre o Giants e o 49ers, time da cidade californiana. Como o Giants ganhou a partida, o pessoal da Anchor teve que usar as camisetas dos Giants durante os tours pela cervejaria e servir, por uma semana, a Brooklyn Sorachi Ace para os seus visitantes. A parceria Brooklyn/Giants tem dado resultado. Em 2008 a final também foi entre Giants e Patriots e a Brooklyn apostou com a Harpoon Brewery (cervejaria de Boston, terra dos Patriots) que o perdedor teria que servir a cerveja do concorrente em suas torneiras. Como os Giants levaram a melhor neste e naquele ano, a Harpoon terá que servir Brooklyn Lager de novo para os seus visitantes.
Entretanto, as coisas nem sempre são tão cordiais assim. Por causa da rivalidade entre as duas cidades, o Foley’s Pub, de Nova York, suspendeu as vendas da Samuel Adams, tradicional cervejaria de Boston. Em resposta, o Canary Square, bar de Boston, brincou com os nomes das cervejas da Brooklyn, adaptando-os para que fizessem referência ao time e à região dos Patriots, resultando em nomes como “Brookline Lager” e “Brady’s Brown Ale”, por exemplo.
Esse tipo de brincadeira ligado mais à rivalidade que ao investimento em marketing tem tudo a ver com o espírito – e ao orçamento – das pequenas cervejarias. De acordo com Jim Koch, presidente e fundador da Boston Beer Co., fabricante da Samuel Adams, anunciar no Super Bowl está além das suas possibilidades. “O nosso dinheiro é melhor empregado em lúpulo”, diz Koch.
E ele está certíssimo! Entre investir em marketing e investir em qualidade, os apreciadores das boas cervejas não tem dúvidas em ficar com a segunda opção. Deixemos a Bud ganhar seus Leões em Cannes enquanto ficamos com as ótimas Sam Adams Boston Lager e Brooklyn Lager nos nossos pints, não é mesmo?
[com informações do The Street]Will Ferrell aparece em comercial de cerveja no intervalo do Super Bowl
Imagine o seguinte: você não tem dinheiro para pagar uma fortuna por um comercial no intervalo do Super Bowl, mas um astro de Hollywood é fã da sua cerveja está disposto a ser seu garoto-propaganda.
Esse conto de fadas realmente aconteceu. A cerveja em questão é a Old Milwaukee e o astro é ninguém menos que Will Ferrell, o ETERNO Frank The Tank. O ator procurou a Pabst Brewing Co., fabricante da Old Milwaukee, e se dispõs a fazer alguns comerciais de baixo orçamento. Desde o ano passado, estes comerciais tem veiculado em emissoras de alcance local, mas como o tom nonsense e a tosquice dos videos são, normalmente, ingredientes de um bom viral, a internet acabou aumentando o alcance da campanha. Veja alguns deles:
A última aparição de Ferrell deu-se no intervalo do Super Bowl. Veiculado apenas numa região do Nebraska – o segundo menor mercado de TV do país – o comercial mantém o “nível” do resto da “campanha”.
Conforme o Tumblr do Funny Or Die, “nenhuma lista dos melhores comerciais do Super Bowl está completa sem esta pérola de grande orçamento veiculada apenas no Nebraska”.
Se você tem alguma dúvida da repercussão do comercial, vamos aos números. Segundo um estudo feito pela agência de publicidade Mullen, o comercial da Old Milwaukee gerou 1.640 tweets, um buzz maior do que anunciantes como GM, Toyota e Hulu. A primeira versão do comercial postada no YouTube no domingo à noite teve mais de 150.000 visitas em menos de 24 horas, mais que o comercial da Budweiser veiculado nacionalmente. A economia de mídia foi absurda, pois o valor da veiculação da peça na TV de Nebraska foi 1500 dólares, uma ninharia comparado aos 3,5 milhões de dólares cobrados por uma inserção nacional.
Em resumo: se você tem uma estrela de Hollywood e um pouco de criatividade, não precisa gastar zilhões em produção e mídia. É só deixar a internet fazer a sua parte…
[com informações da Businessweek e da Limelife]Brazilian Beer Bloggers – 2ª temporada: Luis Celso Jr. – Bar do Celso
No BBB de hoje, conheceremos um pouco mais do Luis Celso Jr., o responsável pelo Bar do Celso, blog da Gazeta do Povo, de Curitiba, um dos grandes representantes dos blogueiros de cerveja da grande mídia.
Nome, idade, profissão, onde reside?
Meu nome é Luís Celso Jr., sou jornalista e moro em Curitiba, no Paraná.
Desde quando você escreve no blog?
O Bar do Celso completou 5 anos há pouco mais de um mês; são 2 anos e meio somente no site do jornal Gazeta do Povo, que é onde eu trabalho.
O que lhe motivou a criar o blog/site?
O blog começou pequeno, após meu trabalho de conclusão de curso da faculdade. Ele nasceu dentro desse trabalho, onde pesquisamos sobre jornalismo literário e jornalismo digital. Além da parte teórica, precisávamos criar dois produtos. Fizemos um site e uma revista. O blog era parte disso, e se dedicava a fazer, de maneira humana e literária, resenhas de bares, bebidas, falar da vida noturna, ou seja, da boemia em geral. Então, posso dizer que o que me motivou foi a necessidade de me formar, mas também um apreço por essa boemia e pela literatura.
Com o passar do tempo, e com a falta de tempo, ele perdeu esse caráter mais literário e se tornou mais prático, focando em dicas do que fazer, onde ir, o que visitar, onde comer, o que beber, na noite de Curitiba. A cerveja surgiu daí, e virou especialidade da casa.
Quais são os principais objetivos do blog/site?
Acredito que projetos, como pessoas, têm vida. Eles mudam ao longo da existência, assim como nós. O meu blog mudou bastante, como podem ver. E os objetivos também. Antes, o principal era ser um espaço de expressão jornalístico-literária sobre a vida noturna, um tipo de cultura específica. Hoje, com certeza é fomentar a cultura cervejeira, divulgando em toda a sua variedade, tamanho e complexidade, o que também é um tipo de cultura. A meu ver, o que eu faço não deixou de ser jornalismo cultural. Só mudei de objeto, restringindo o tema para poder dar conta no tempo que tenho.
Quais são os seus 3 blogs/sites cervejeiros preferidos?
Puxa, essa é difícil. Como sempre mexi com a parte digital do jornalismo, conheço vários ótimos blogs. E mesmo assim, cada um tem peculiaridades que tornam suas propostas únicas. Vamos colocar assim, então: entre os meus preferidos com certeza ficam o All Beers, do Raphael Rodrigues, que com suas muitas notas curtas diárias consegue cobrir um amplo espectro do universo cervejeiro (um belo trabalho de apuração); o Homini Lúpulo, por focar nas artesanais e “cavucar” informações, levantar temas, fazer reportagens, enfim, um trabalho bem feito jornalisticamente e focado; e um tal de Bebendo Bem, que gosta de provocar o debate, fomentar polêmicas e agregar valor pelo debate e pela opinião, sempre clara e bem definida. Conhece esse, Fabian? (Nota do editor: conheço bem demais, hehehehe… Obrigado pela parte que me toca! Pode mandar o nº da conta por e-mail
)
Quando foi que você teve aquele estalo, aquele momento em que você descobriu as cervejas especiais? Conte a experiência com o máximo de detalhes possível.
Puxa, mais do que um momento só, acredito que isso foi um processo. Começou com um curso de bartender que fiz há muito tempo, e descobri que as bebidas não eram todas iguais, mesmo dentro do mesmo gênero. Há uma variedade muito grande, um universo complexo em cada uma delas. Enquanto blogueiro, a coisa começou nas primeiras vezes que falei de cervejas, e conheci bares, lojas especializados, homebrewers, sommeliers, cervejeiros de Curitiba … Vi que era um material rico também jornalisticamente e “blogueiramente”. Há muita história boa para ser contada. Tudo isso culminou nos diversos cursos de que participei e nos quais me especializei, chegando até a formação de sommelier de cervejas. Mas tudo isso tem uma raiz comum: curiosidade! Isso é o que leva ao estalo.
Depois disso, que outros momentos marcaram a sua experiência com as cervejas especiais?
Puxa, acho que respondi quase tudo na pergunta acima. Mas há outros momentos muito legais. Cada evento, cada reportagem, cada vídeo, é especial do seu jeito. Mas talvez um outro jeito de contar essa história seja pelos festivais. Lembro da Brasil Brau de 2009, na qual conheci muita gente interessante do meio da cerveja; do Festival Brasileiro da Cerveja de 2009, que também rendeu muito material, grandes amigos e ótimas cervejas; os Beer Days aqui em Curitiba, com grandes camaradas; e Wikibier de 2010, no qual fui abordado diversas vezes por leitores do blog dando um feedback extremamente positivo sobre o trabalho. Todas essas experiências foram ótimas!
Onde você encontra as cervejas que você degusta?
Felizmente, Curitiba está bem provida de lojas e bares especializados em cervejas. Claro, sempre poderia ser melhor, mas hoje é muito mais fácil encontrar esse material. Até mesmo em grandes redes de mercados.
Quais são os seus 3 estilos de cerveja preferidos?
Olha, taí algo que muda com o tempo também. Hoje tenho uma forte tendência de valorizar o equilíbrio nas cervejas. Por isso, acabo deixando um pouco os estilos mais extremos na minha escala pessoal. Profissionalmente, claro, degusto e avalio todo os tipos. Mas gosto muito de Dark Strong Ales, Quadrupels e das Pale Ales, em todas as suas variações.
Quais são as suas 3 cervejarias preferidas?
Poxa, Fabian, você não facilita, hem!? Acredito que hoje minhas eleitas seriam a Brooklyn como a americana favorita, pela sua produção bacana, estilo moderno e primor pela qualidade; no velho mundo, gosto da Harviestoun, basicamente pelos mesmos motivos; no Brasil, admiro várias, mas pela tradição e inovação, fico com a Colorado.
Se você pudesse trabalhar numa cervejaria, qual seria? Por quê?
Admiro várias cervejarias. A Brooklyn e a Dogfish Head são ótimos exemplos de modernidade. Mas acho que se fosse hoje, ainda iria para Sint Sixtus, para entender como fazem aquelas maravilhas das Westvleteren. Mas é ruim de eu virar monge, hem…
Você também é homebrewer? Se for, conte alguma experiência inusitada que teve.
Sou um homebrewer sem panela, o que é quase a mesma coisa de um fotógrafo sem câmera. A gente entende na teoria, mas tem pouco prática. Até hoje fiz poucas cervejas, e somente em parceria com amigos. Me especializei em moer malte, segurar termômetro e lavar panela. Rs…
Além do blog/site, quais são seus outros hobbies?
A correria anda tão brava que sobra pouco tempo. Mas gosto de ir ao cinema, que foi minha primeira paixão, ao teatro, sou muito festeiro e meio nerd. Adoro tecnologia, mas como usuário, não para construir ou fazer manutenção.
Como você vê o seu blog/site no contexto cervejeiro do Brasil?
Nossa visão de nós mesmos costuma ser distorcida. Mas acho que o Bar do Celso hoje tem uma história, uma boa história. Ele está numa posição de destaque. Regionalmente, é um dos principais nomes quando se fala sobre cervejas, sendo bastante consultado. No contexto nacional, acredito que quem está no meio já ouviu falar dele uma vez ou outra. Eu faço o melhor possível, nas condições e principalmente no tempo que tenho.
Cervejas trapistas homenageadas em selos comemorativos
Colecionismo e cerveja tem tudo a ver. São vários os amantes das cervejas especiais que não se contentam apenas em beber as cervejas, mas também mantém suas coleções de garrafas, latinhas, bolachas…
A coleção de selos, também conhecida como filatelia, é talvez o tipo de coleção mais conhecida. Apesar do uso de selos não fazer mais parte da vida cotidiana como antigamente, os colecionadores ainda seguem procurando as raridades e continuam de olho nos lançamentos.
Se você é um amante das cervejas e também filatelista, vai babar nesse lançamento do correio belga: uma série de selos em homenagem às seis cervejarias trapistas produzidas no país.
Só para lembrar, as trapistas belgas são a Achel, a Chimay, a Orval, a Rochefort, a Westmalle e a Westvleteren. Essas, juntamente com a holandesa La Trappe, ostentam o selo de autenticidade das cervejas trapistas.
Esse tipo de homenagem não é inédito na Bélgica. A Orval já tinha sido personagem de um selo lançado em 2006.





