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E se as cervejarias brasileiras fossem bandas de rock?

Hoje, 13 de junho, é comemorado o Dia Mundial do Rock. (O dia certo é 13 de JULHO! Obrigado, PJ, por corrigir esse pangaré aqui, hehehehe). E o que isso tem a ver com cerveja? Tudo, ora! O rock’n'roll é a trilha oficial dos amantes da cerveja e quem discordar disso tem um problema crônico de mau gosto #prontofalei. Como o Bebendo Bem é fã inconteste de rock e cerveja, vamos fazer mais um post comemorativo juntando essas duas paixões.

No ano passado, listamos 10 cervejas produzidas em homenagem à bandas e clássicos do rock. Para não repetir a mesma fórmula tão copiada (com ou sem créditos, mas enfim…), vamos fazer uma brincadeira diferente usando a seguinte pergunta: e se as cervejarias brasileiras fossem bandas de rock?

A EISENBAHN seria o IRON MAIDEN

Essa é uma comparação feita a partir de experiências pessoais. Comecei a escutar rock aos 12 anos por causa de uma fita K7 gravada por uns amigos que já eram iniciados no assunto (e que, anos mais tarde, formariam a banda Krisiun). Nessa fitinha, os destaques eram algumas músicas do Iron Maiden, como The Number Of The Beast e Run To The Hills. Desde então, a Donzela de Ferro é parte importante na minha história musical. Estabelecendo o paralelo, foi a Eisenbahn Pale Ale que me apresentou o “caminho sem volta” das cervejas especiais. Foi ela o catalisador que me incentivou a conhecer mais do mundo cervejeiro, o que acabou resultando na criação desse blog. Posso não escutar mais tanto o Iron como em anos anteriores, bem como posso não beber mais Eisenbahns como antes, mas ainda tenho o mais profundo respeito e admiração por eles pelo trabalho de qualidade realizado ao longo dos anos e por fazerem parte da minha história pessoal.


A COLORADO seria o RAIMUNDOS

A cervejaria de Ribeirão Preto tem como filosofia sempre introduzir ingredientes tipicamente brasileiros nas suas receitas. O Raimundos também se notabilizou por misturar o punk com ritmos brasileiros. Como aconteceu com a Colorado, a mistura foi sucesso de crítica e de público. A conversão do vocalista Rodolfo à religião fez com que a banda acabasse (ou você considera o tempo em que o Tico Santa Cruz esteve na banda?). Torçamos para que ninguém lá na Colorado siga o mesmo destino cristão…


A CORUJA seria a GRAFORRÉIA XILARMÔNICA

A comparação entre a cervejaria e a banda fica mais clara para quem mora em Porto Alegre. A Coruja foi uma das primeiras cervejas artesanais a fazer sucesso nos bares boêmios da Cidade Baixa e do Bonfim. Além disso, está intimamente ligada à cena cultural da capital gaúcha, sempre incentivando as produções artísticas da cidade. Tudo isso me faz pensar em uma música apenas: Amigo Punk, o clássico da banda gaúcha, o hino de 11 entre 10 portoalegrenses. E ainda tem gente que tem o peito de dizer que a Coruja é catarinense…


A BODEBROWN seria o PRIMUS

O ar de Chapeleiro Louco combina tanto com o Samuel Cavalcanti quanto pro Les Claypool. O baluarte da revolucion cervejeira no Brasil carrega nas suas cervejas a ousadia de quem quer ver algo diferente sendo feito. Tal qual a banda de San Francisco, essa ousadia gera originalidade. O grande público pode até torcer o nariz para as cervejas da Bodebrown e para o som do Primus, mas os especialistas do assunto atestam a qualidade da banda e da cervejaria.


A ABADESSA seria o RAMMSTEIN

Quem conhece o mestre Herbert Schumacher e as cervejas da Abadessa sabe que eles estão impregnados da cultura alemã. Schumacher e suas cervejas são representantes diretos da tradição cervejeira alemã no Brasil e se orgulham disso. Com toda essa aura germânica no ar, difícil não se lembrar do Rammstein, banda de Berlim que faz sucesso no mundo inteiro sem deixar de lado o orgulho de cantar no seu próprio idioma. Tá bem que as cervejas da Abadessa, na proporção, são bem mais leves que o som do Rammstein, mas até que dá pra imaginar uma harmonizasom (a/c Clubier) de Du Hast com um mass de Abadessa Helles na mão, nao dá?


A WÄLS seria o ARCADE FIRE

A banda canadense vem deleitando os ouvidos de quem gosta de rock de qualidade, com inovação e competência musical. Tanto é assim que nomes como David Bowie e Bruce Springsteen já fizeram elogios rasgados ao Arcade Fire, uma das boas revelações musicais dos últimos anos. Assim como eles, a Wäls também está abrindo caminho no cenário cervejeiro nacional com a qualidade de suas cervejas. A similaridade entre a os canadenses e os mineiros também pode ser vista nos prêmios de Cervejaria do Ano na South Beer Cup de 2012 e no Grammy de Álbum do Ano de 2011, pelo disco The Suburbs. Para muitos, os prêmios podem até serem considerados uma surpresa, mas quem acompanha a história da banda e da cervejaria sabe que eles foram mais que merecidos.


A SEASONS seria o SOUNDGARDEN

A cabeça por trás da Green Cow é um fã confesso do movimento grunge. O cabelo comprido, o goatee e as indefectíveis camisas xadrez são marcas registradas de Leonardo Sewald. Além disso, o próprio nome da cervejaria também é uma homenagem ao movimento de Seattle: Seasons é o nome de uma música da carreira solo de Chris Cornell, vocalista do Soundgarden. Mas não é só isso que motivou a referência à banda. Por mais óbvio que pudesse ser a comparação com o Pearl Jam – principalmente por Sewald se notabilizar por ser um ótimo emulador de Eddie Vedder nas performances da Banda dos Cervejeiros – as cervejas da Seasons são conhecidas pela alta lupulagem, o que remete ao som do Soundgarden, talvez a banda mais pesada do movimento grunge.


A WAY seria o THE KILLERS

A cervejaria paranaense é conhecida pela modernidade na sua apresentação visual e pela qualidade de suas cervejas. No entanto, pode se dizer que elas são reinvenções de estilos já bem conhecidos, com um toque de originalidade. Assim como o The Killers, que faz bastante sucesso com um pop rock com inspirações oitentistas que não traz nada de novo, mas que, paradoxalmente, tem uma cara própria e com muita qualidade. Assim como quem provou as cervejas da Way, quem escutou Mr. Brightside do Killers pela primeira vez pensou: “esses caras vão ser grandes”.


A BAMBERG seria o AC/DC

A cervejaria de Votorantim tem várias semelhanças com a banda australiana. A primeira é a consistência de seu portfolio que, se não prima pela ousadia, é certeza de qualidade e correção. Tal como os discos do AC/DC, que são sempre “mais do mesmo”, mas com muita competência. Outra similaridade são os fãs pra lá de fiéis. A qualquer novo lançamento, seja da banda, seja da cervejaria, o sucesso de público é garantido. Por fim, a fidelidade à proposta inicial. A Bamberg, desde o seu início, declarou-se seguidora da Lei da Pureza alemã e se propôs a reproduzir estilos da escola germânica, bem como o AC/DC, que faz rock puro e genuíno, sem desvios e sem firulas.


A BIERLAND seria o BLACK KEYS

Assim como a banda, a Bierland já era bem conceituada. Mas, nos últimos anos, os dois tiveram um salto tremendo de qualidade e de popularidade. O Black Keys conheceu o sucesso de público com os discos Brothers (2010) e El Camino (2011), o 6º e o 7º da carreira, respectivamente. Já a cervejaria de Blumenau começou a ter o reconhecimento da crítica com os lançamentos da Vienna, da Imperial Stout e da Strong Golden Ale, em 2011. Os novos rótulos já ganharam vários prêmios internacionais, algo inédito na história da cervejaria até então, enquanto El Camino chegou ao 2º lugar na parada da Billboard.


A FALKE seria o QUEEN

A cervejaria mineira é, sem dúvida, uma das mais importantes e respeitadas do Brasil. Muito disso se deve à figura de Marco Falcone, um dos líderes do movimento cervejeiro que desponta no país. A paixão de Falcone pela cerveja, bem como o seu companheirismo e sua humildade, fazem com que ele seja uma das raras unanimidades do meio cervejeiro. O Queen tem várias semelhanças com a Falke. A banda também tinha um frontman carismático e foi importantíssima no rock mundial na sua época. A versatilidade estílística é outro aspecto em comum. Enquanto a Falke tem em seu portfolio representantes de todas as grandes escolas cervejeiras mundiais, o Queen também circulou entre vários estilos musicais como o funk, o techno, o rockabilly, o heavy metal e o pop. Pode até ter alguém que não goste das cervejas da Falke ou das canções do Queen, mas ninguém duvida do talento e do carisma de Freddie e Falcone.


A BADEN BADEN seria o U2

A Baden Baden se apresenta no mercado como sendo uma cerveja gourmet. O próprio nome já dá uma aura de qualidade aos seus produtos. Todavia, apesar de ter ótimas cervejas no portfolio, o mesmo é inconsistente, com alguns rótulos nem tão bons assim. Algo como o U2, que por mais que seja considerada uma das grandes bandas da história do rock, ao longo da carreira alternou bons e maus discos. Mesmo assim, o saldo da Baden e da banda irlandesa é positivo, merecendo o respeito e a admiração de seus fãs.


A AMBEV seria o COLDPLAY

É inegável o apelo comercial do Coldplay. As canções pop da banda de Chris Martin caem facilmente no agrado do grande público. Com melodias simples feitas na medida para atingir o sucesso certeiro, os ingleses tem fãs no mundo inteiro, de todos os tipos. As cervejas da Ambev também tem esse talento. Por mais que a crítica especializada torça o nariz para elas, a massa não está nem aí e enche os cofres da empresa garantindo vendas astronômicas. Há quem diga que as cervejas da Ambev estão para as cervejas assim como o rock do Coldplay está para o rock, mas a verdade é que, tanto a gigante cervejeira, quanto a banda do marido da Gwyneth, não estão nem aí para seus detratores…


Gostou da lista? Faltou alguém? Deixe suas sugestões e críticas nos comentários.

 

Festival Brasileiro da Cerveja: eu fui!

O Festival Brasileiro da Cerveja que rolou em Blumenau na última semana, possivelmente seja o maior evento brasileiro de cervejas. O que já era grande nos últimos anos, ficou ainda maior em mais importante com a realização simultânea da South Beer Cup. Tive o prazer de prestigiar o último dia do Festival e contarei um pouco do que vi por lá pra vocês.

Maurício Beltramelli

O sábado começou pra mim com a palestra do Maurício Beltramelli falando sobre “A Força da Internet na divulgação das cervejas especiais”. Maurício contou um pouco da história do Brejas, mostrando números impressionantes da audiência do site. Também mostrou que o investimento numa boa comunicação na internet é a opção mais efetiva – senão a única, visto os valores que envolvem outros tipos de publicidade – para as pequenas cervejarias divulgarem seu produto. Com muito bom humor e simpatia, Maurício deu alguns exemplos interessantes de como as cervejarias podem engajar e arregimentar mais consumidores. Uma pena que apenas dois empresários do ramo estavam presentes na platéia, já que o assunto era de extrema importância para as cervejarias.

Mesa diretora da 1ª Convenção dos Blogueiros Brasileiros de Cerveja. Foto: Tarcísio Vascão

Depois de uma correria de volta para o hotel, banho e volta para a Vila Germânica, cheguei em cima da hora para participar da mesa diretora da 1ª Convenção Nacional dos Blogueiros de Cerveja. Pessoalmente, foi o momento mais importante do Festival. Além de poder conhecer ao vivo pessoas que eram até então amigos apenas virtuais, a Convenção deixou nos presentes uma sensação de que os blogueiros estão comprometidos com um projeto em comum, visando a nossa inserção definitiva como um player fundamental no mercado de cervejas no Brasil. Aguardem que o ano promete grandes novidades!

Acompanhado dos amigos Fabrício (Drinkability), Bernardo (Homini Lúpulo), Tiago e José Felipe (Wäls)

Depois de um rápido almoço com o Rafael, do Have a Nice Beer, adentramos o pavilhão que abrigava o Festival. Era uma grande festa, com um público gigantesco que quase lotava o enorme pavilhão. Stands de cervejarias, homebrewers e empresas do setor cervejeiro atendiam as pessoas ávidas por cerveja de qualidade e informação. Alguns, como os da Seasons, Bodebrown, Way, Wäls e, principalmente, o da Duff, estavam tão cheios que era difícil conseguir ser atendido. Outro destaque foi o stand da Tarantino, pela variedade de chopes importados, souvenirs e o desafio Faxe, que consistia em ver quem derrubava um mass da cerveja alemã num só gole. Como não poderia deixar de ser, houveram alguns problemas naturais para um evento desse tamanho, mas no geral, a organização deu um show. Foi a oportunidade de brindar e abraçar amigos que não via há muito tempo e conhecer outros tantos. Nessa hora, a Banda dos Cervejeiros animava a festa, botando todo mundo a beber e dançar ao ritmo do bom e velho rock’n'roll.

No intervalo do show, aconteceu a premiação dos vencedores da South Beer Cup. As cervejarias brasileiras fizeram bonito nessa edição. Opa (Göttlich Divina), Bierhoff, Way, Seasons, Bierland, Klein, Mistura Clássica, Falke, Zehn, Bamberg, Eisenbahn, Bierbaum, Karavelle, Das Bier, Colorado, Bodebrown, Backer e Wensky levaram medalhas e menções honrosas (confira todos os vencedores aqui), mas a maior vencedora da noite foi a Wäls, ganhadora do ouro nas categorias Pilsner (Wäls Pilsen), Imperial Stout (Wäls Petroleum) e Special PMC (Wäls Brut), além do prêmio de Cervejaria do Ano. Parabéns a todos os medalhistas e especialmente à Wäls, que tem feito um trabalho de muita qualidade nos últimos anos, sem se acomodar com o já grande sucesso.

Anúncio dos vencedores da South Beer Cup 2012

Em relação à cerimônia de premiação, o único problema foi a falta de um protocolo na apresentação. Apesar do entusiasmo do organizador Martin Boan em apresentar os vencedores, os presentes tiveram dificuldade de entender quem eram os vencedores e as categorias. Houve até uma confusão constrangedora na hora de premiar a Bierbaum na categoria Dunkel, que foi confundida com a Bierland na hora do anúncio. Um concurso que é considerado a “Copa América das Cervejas” deveria ter uma apresentação à altura de sua importância. Fica a dica para as próximas edições.

Outro fato constrangedor foi a premiação da Bierland na categoria Red Ale. É sabido que a cervejaria de Blumenau não possui nenhum exemplar do estilo em seu portfolio. Respondendo os questionamentos feitos no Twitter sobre o assunto, o sommelier da cervejaria, Paulo Bettiol, explicou que a Bierland Vienna foi inscrita na categoria Red/Amber Lager e por uma confusão do concurso, acabou sendo julgada como uma Red Ale. Apesar da inquestionável qualidade já comprovada da Bierland Vienna, a pergunta que não quer calar é como uma cerveja completamente fora do estilo é julgada e premiada? Os jurados não notaram a diferença? Estamos na espera de um comunicado oficial da organização do Concurso à respeito do assunto.

Enfim, foi um dia inesquescível que, como todos os dias assim, passou rápido demais. Só não foi perfeito devido à um incidente lamentável que aconteceu comigo no final da noite, envolvendo pessoas do mais baixo nível. Infelizmente este tipo de gente sempre existe em qualquer meio, mesmo no cervejeiro, cuja grande maioria é composto de gente legal, humilde e simpática. Porêm, o saldo foi extremamente positivo: grandes cervejas, grandes amigos e grande festa. Deixo um lembrete para mim mesmo e pra quem quiser ir à festa do ano que vem, que ocorrerá dos dias 20 a 23 de março: um dia é muito pouco!

Wäls vai produzir a Petroleum em escala comercial

O Blog do Bob, num grande exemplo de jornalismo cervejeiro de qualidade, divulgou em primeira mão a notícia na quinta-feira, mas ela se confirmou com o comunicado oficial emitido pela Cervejaria Wäls e pelos cervejeiros da Dum, via Facebook, nesse final de semana:

É com imensa alegria que informamos oficialmente a parceria das cervejarias para a produção da mais falada cerveja caseira do Brasil: Petroleum.
O sonho começou a ser construído no saudoso Saaz Bier Bar em Curitiba um dia antes do Beer Day 2011. Com um brinde uníssono bradamos uns aos outros a intenção de produzir a Petroleum em escala industrial.
Quase um ano se passou e a produção aconteceu neste final de semana que será marcado para sempre na história cervejeira do Brasil.
A deliciosa Russian Imperial Stout foi desenvolvida pelos sócios Murilo Foltran, Luiz Felipe Araújo e Júlio Moutinho em Julho de 2010 . De lá pra cá ela veio conquistando os paladares dos aficionados por cervejas especiais. Foi considerada por muitos uma cerveja platônica e inacessível, devido a pequena produtividade da DUM. A parceria surgiu para solucionar tal fato.
A cervejaria Wäls se orgulha de ser palco para o espetáculo chamado Wäls Petroleum. É a primeira cerveja do estilo produzida em escala comercial no Brasil*. Estamos presenteando o consumidor com a mais deliciosa Stout.
A primeira produção aconteceu nos dias 20 e 21 nas dependências da cervejaria Wäls em Belo Horizonte e entrará na linha de produtos comercializados pela cervejaria.
Aqueles que realmente tiveram paciência estão prestes a serem recompensados.
Viva la Revolución
Wäls & DUM

Quem já teve a oportunidade de provar a Petroleum sabe que se trata, realmente, de uma cerveja ímpar. Sedosa, com MUITO cacau e chocolate e extremamente equilibrada em toda a sua intensidade. A dificuldade em se conseguir um exemplar ajudou ainda mais a criar o hype em cima do seu nome. A Wäls, entendendo todos esses fatores, foi muito feliz ao estabelecer essa parceria com os cervejeiros paranaenses. Somando a qualidade incensada da Petroleum com a consistência da produção da cervejaria mineira, o sucesso desse lançamento já é uma certeza.

Como consumidor, só me resta dar os parabéns pela iniciativa e esperar ansiosamente pela chegada em breve dessa delícia às prateleiras brasileiras.

* Entendemos a felicidade das cervejarias ao emitir o comunicado oficial da parceria, mas a questão foi muito bem levantada no twitter. A Wäls Petroleum não é a primeira Russian Imperial Stout a ser produzida comercialmente no Brasil. A Colorado Ithaca e a Bierland Imperial Stout já foram produzidas antes. Há quem diga que a Ithaca não tem produção regular e que a Bierland não se enquadra no estilo, mas de qualquer forma, a informação passada pela Wäls e pela Dum não procede.

“Beyond Brahma”: cervejarias brasileiras na revista All About Beer

O Rapha, do All Beers, já tinha noticiado a reportagem da revista americana All About Beer sobre o cenário cervejeiro brasileiro, com a participação das cervejarias Bodebrown, Krug, Bamberg, Falke, Wäls, Eisenbahn, Baden Baden, Devassa e Colorado e do bares Frei Tuck, Haus Munchen e Frangó. Mas agora, numa gentileza da Bia, da Cervejaria Colorado, postamos em primeira mão a matéria completa escrita pelo designer e cervejeiro Randy Mosher para os nossos leitores. Divirtam-se!

Cerveja colaborativa reúne cervejeiros de quatro países na Way Beer

Já está está nos tonéis de fermentação da cervejaria Way Beer, localizada em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, a Way Beer 8S, uma Double American Pale Ale elaborada por alguns dos melhores cervejeiros do Brasil, Estados Unidos, Escócia e Canadá. Essa produção colaborativa será lançada no Festival Brasileiro da Cerveja, realizado em novembro em Blumenau (SC), quando a cervejaria vai completar um ano de existência. Será uma edição especial, limitada a apenas 3 mil litros, ainda sem preço definido.

“Nós já tínhamos a vontade de fazer uma cerveja colaborativa há certo tempo. Porém o dia a dia de todas as cervejarias é muito puxado e nunca colocamos a ideia em prática”, diz o sócio-proprietário da Way, Alejandro Winocur. No entanto, pouco antes do Wikibier, festival de cervejas realizado na capital paranaense no dia 22 de outubro, a intenção tomou forma em conversas com cervejeiros que viriam para o evento. Dois dias depois, eles se reuniram nas instalações da Way para colocar a ideia em prática.

A 8S contou com a colaboração de Graeme Wallace, um dos cervejeiros da escocesa BrewDog, famosa por suas cervejas radicais, algumas delas entre as mais alcoólicas do mundo; e Joseph Tucker, especialista do site de avaliações de cervejas norte-americano Ratebeer.com. O belga que vive no Canadá Jacques Bourdouxhe, cervejeiro caseiro há mais de 30 anos, também participou da elaboração da receita, assim como os microcervejeiros brasileiros Samuel Cavalcanti, da paranaense Bodebrown; José Felipe Carneiro, da mineira Wäls; Rafael Rodrigues, da gaúcha Coruja; e Alessandro de Oliveira, mestre-cervejeiro e sócio-proprietário da Way Beer.

Com cada um dando suas ideias, nasceu a receita, que pretende ser uma versão mais potente da Americam Pale Ale da Way Beer (nota do editor: tomei ontem no Bier Markt e achei EXCELENTE!), que já foi eleita pela revista Maxim como a melhor Pale Ale do país no 1º Prêmio Maxim de Cerveja, realizado no início desse ano. Ela terá o dobro de amargor e leva uma variedade de lúpulos bastante nova, chamados de Falconer’s Flight – uma seleção de variedades mais cítricas e florais, nomeada em homenagem ao cervejeiro americano Glen Hay Falconer, morto em 2002.

A função toda foi registrada em videos e fotos que estão na fan page da Way no Facebook.

Parece que o Brasil está mesmo entrando na onda das cervejas colaborativas. Além dessa e de algumas outras, novidades estão ainda por vir ;) . Nós, consumidores e apreciadores das boas cervejas só temos a agradecer e comemorar!

Blogs cervejeiros: uma ferramenta de divulgação muito mal usada

É notório que as grandes cervejarias investem zilhões em marketing e divulgação, demonstrando um poder goliático que as micro e nano cervejarias não tem como acompanhar. No entanto, alguém conhece algum blog que se dedique especialmente às cervejas “de massa”? Os blogs cervejeiros são os grandes divulgadores da cultura cervejeira séria, sendo a principal fonte de informação daqueles que querem aprofundar seus conhecimentos acerca do mundo cervejeiro.

Manter e atualizar um blog sobre cervejas é, sem dúvida, um prazer. Mesmo não tendo praticamente nenhum retorno financeiro, a quantidade de amigos que se faz vale o esforço.

Entretanto, para manter um blog, é preciso conteúdo. Particularmente, no caso do Bebendo Bem, tento sempre ficar ligado nas notícias do mundo cervejeiro, tanto nacional, quanto internacional. Sigo mais de 500 feeds do mundo inteiro, isso sem contar as notícias que chegam via twitter e Facebook. Analisando o conteúdo dessas fontes todas, dá pra dizer sem medo de errar que a divulgação do trabalho das cervejarias brasileiras está deixando a desejar.

Levando em consideração os blogs americanos, por exemplo, quase todos os dias novas notícias sobre lançamentos das cervejarias, bem como toda a movimentação do que está acontecendo no cenário. Essas notícias, certamente, vem das próprias cervejarias, que consideram os blogs cervejeiros uma forma de divulgar seus produtos de uma forma eficaz.

Aqui no Brasil a coisa é diferente. Raríssimas são as microcervejarias com um bom departamento de marketing, isso quando existe esse departamento. Para conseguir falar de alguma cervejaria brasileira, tenho que ficar catando notícias divulgadas de uma forma completamente esparsa, quando são. Por conta disso, a grande maioria das notícias veiculadas no Bebendo Bem acabam sendo sobre o trabalho das cervejarias do exterior. Uma vez até fui cobrado de um dono de cervejaria que disse que eu não divulgava as notícias das cervejarias nacionais. Ele ficou calado quando eu lhe perguntei se ele tinha me mandado algum release algum dia.

Um exemplo dessa falta de divulgação foi o evento que aconteceu nas dependências da Way Beer, de Curitiba, nesta segunda-feira. Uma reunião de grandes cervejeiros brasileiros e gringos resultou numa Double APA que será lançada em edição especial em novembro. A função contou com a presença dos cervejeiros da Wäls, Bodebrown, Coruja e BrewDog, além do pessoal do RateBeer e da Beer Maniacs. Isso foi o que deu pra pescar no Facebook e no twitter de alguns dos participantes.

Ora, ISSO SIM É NOTÍCIA! Isso TEM que ser divulgado! Todavia, os blogueiros de cerveja não são repórteres que ficam cobrindo todos os passos dos cervejeiros. Uma ajudinha de quem é o mais beneficiado por essa divulgação é sempre bem-vinda.

Uma revolução cervejeira, necessariamente, passa pela informação. Por não ter a verba de publicidade das grandes empresas do setor, não existe outra opção para as microcervejarias senão usar da boa vontade e da dedicação de quem está com o espaço sempre aberto para elas. Só que o esforço tem que ser de todos, ora bolas! Então fica o recado: o Bebendo Bem – e acho que falo em nome de todos os outros blogueiros de cerveja do Brasil – está aberto para as cervejarias que queiram divulgar suas notícias. Aproveitem!

Videozinhos cervejeiros

No Rio Show, do Globo, o mestre Leonardo Botto ensina como fazer uma cerveja em casa.

Já a Rede Minas, em seu programa Trilhas do Sabor, mostrou um pouco da cultura cervejeira de Minas Gerais, com a participação dos ilustres Fabiana Arreguy (Pão e Cerveja), José Felipe Carneiro (Wäls), Pablo Furtado (Artesanato da Cerveja), Paulo Patrus e Gabriela Montandon (Grimor) e Marco Falcone (Falke).

Qual a melhor cerveja do Brasil?

Depois de um mês de pesquisa, acaba hoje a enquete que queria saber qual a melhor cervejaria do Brasil. A disputa foi acirrada, fazendo com que os primeiros lugares trocassem de mão inúmeras vezes. As próprias cervejarias trataram de fazer campanha nas redes sociais, ampliando a disputa.

Enfim, depois de cerca de 3.600 votos, os leitores do Bebendo Bem escolheram a Falke Bier como a melhor cervejaria do Brasil. Parabéns à cervejaria mineira, realmente um ícone da cultura cervejeira brasileira. No entanto, as outras cervejarias votadas também são vitoriosas, por serem pioneiras de um cenário em franco crescimento. Obrigado e continuem com esse trabalho maravilhoso!

Só que a curiosidade do Bebendo Bem não acabou! Em comemoração ao nosso 200° post, resolvemos ir mais à fundo e descobrir qual é a melhor cerveja do Brasil! Como não podíamos colocar na lista todas as cervejas fabricadas no país, usamos como critério de seleção o portfolio regular das cinco melhores colocadas na pesquisa anterior, com base nos respectivos sites das cervejarias. Entretanto, o rol abaixo não é fechado. Serão computados também os votos dados à outras cervejas via comentários.

Sempre lembrando que não temos a pretensão de estabelecer definitivamente qualquer coisa. Essa é somente a opinião dos leitores do Bebendo Bem e uma grande diversão. Participe!!!

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“As Pequenas Notáveis” – Playboy Agosto 2010

A edição de agosto da Playboy, comemorativa de seu 35º aniversário, convidou Edu Passarelli e Cássio Piccolo, dois dos maiores experts em cervejas do Brasil, para avaliar 10 produções das principais microcervejarias brasileiras. São as boas cervejas tomando a mídia de assalto!
Agora você pode dizer que compra a Playboy para ler as reportagens sem mentir…

(fonte: Cervejaria Colorado)

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