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Os melhores do mundo segundo o RateBeer

O RateBeer, um dos maiores sites de avaliação de cervejas, divulgou ontem o seu ranking dos melhores do mundo, de acordo com as avaliações dos seus usuários. Dentre as cervejas, a vencedora foi a belga Westvleteren 12, que desbancou a sueca Närke Kaggen Stormaktsporter, vencedora do ano passado. Já entre as cervejarias, a melhor foi a Three Floyds Brewing Company (EUA), vencedora pelo quarto ano consecutivo.

Os números da competição são impressionantes. Foram computados mais de 140.000 cervejas de mais de 12.000 cervejarias de todo o mundo, gerando mais de 3,5 milhões de avaliações. Para fins de resultado, as notas dadas nos últimos 12 meses tiveram maior peso. O RateBeer teve um crescimento de 16% de usuários no ano passado, principalmente nas cidades de San Francisco, Los Angeles, Chicago e Nova York e em países como Austrália, Suécia, Itália e Brasil. Dentre seus usuários, 79 são considerados master beer tasters, com mais de 5000 avaliações cada. O usuário mais ativo é o dinamarquês Jan Bolvig, com absurdas 23.332 avaliações.

Segue a lista das 10 cervejas melhor avaliadas:

  1. Westvleteren 12
  2. Närke Kaggen Stormaktsporter
  3. Goose Island Rare Bourbon County Stout
  4. Founders KBS (Kentucky Breakfast Stout)
  5. Rochefort Trappistes 10
  6. Bells Hopslam
  7. Russian River Pliny the Younger
  8. Cigar City Pilot Series Passionfruit and Dragonfruit Berliner Weisse
  9. AleSmith Speedway Stout
  10. Deschutes The Abyss

Segue a lista das 10 melhores cervejarias do mundo:

  1. Three Floyds Brewing Company (USA)
  2. Founders Brewing Company (USA)
  3. Bells Brewery (USA)
  4. AleSmith Brewing Company (USA)
  5. Cigar City Brewing (USA)
  6. Hill Farmstead Brewery (USA)
  7. Stone Brewing Co. (USA)
  8. Russian River Brewing (USA)
  9. De Struise Brouwers (Bélgica)
  10. Kuhnhenn Brewing (USA)

A lista completa de vencedores você encontra no site do RateBeer.

Cerveja colaborativa reúne cervejeiros de quatro países na Way Beer

Já está está nos tonéis de fermentação da cervejaria Way Beer, localizada em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, a Way Beer 8S, uma Double American Pale Ale elaborada por alguns dos melhores cervejeiros do Brasil, Estados Unidos, Escócia e Canadá. Essa produção colaborativa será lançada no Festival Brasileiro da Cerveja, realizado em novembro em Blumenau (SC), quando a cervejaria vai completar um ano de existência. Será uma edição especial, limitada a apenas 3 mil litros, ainda sem preço definido.

“Nós já tínhamos a vontade de fazer uma cerveja colaborativa há certo tempo. Porém o dia a dia de todas as cervejarias é muito puxado e nunca colocamos a ideia em prática”, diz o sócio-proprietário da Way, Alejandro Winocur. No entanto, pouco antes do Wikibier, festival de cervejas realizado na capital paranaense no dia 22 de outubro, a intenção tomou forma em conversas com cervejeiros que viriam para o evento. Dois dias depois, eles se reuniram nas instalações da Way para colocar a ideia em prática.

A 8S contou com a colaboração de Graeme Wallace, um dos cervejeiros da escocesa BrewDog, famosa por suas cervejas radicais, algumas delas entre as mais alcoólicas do mundo; e Joseph Tucker, especialista do site de avaliações de cervejas norte-americano Ratebeer.com. O belga que vive no Canadá Jacques Bourdouxhe, cervejeiro caseiro há mais de 30 anos, também participou da elaboração da receita, assim como os microcervejeiros brasileiros Samuel Cavalcanti, da paranaense Bodebrown; José Felipe Carneiro, da mineira Wäls; Rafael Rodrigues, da gaúcha Coruja; e Alessandro de Oliveira, mestre-cervejeiro e sócio-proprietário da Way Beer.

Com cada um dando suas ideias, nasceu a receita, que pretende ser uma versão mais potente da Americam Pale Ale da Way Beer (nota do editor: tomei ontem no Bier Markt e achei EXCELENTE!), que já foi eleita pela revista Maxim como a melhor Pale Ale do país no 1º Prêmio Maxim de Cerveja, realizado no início desse ano. Ela terá o dobro de amargor e leva uma variedade de lúpulos bastante nova, chamados de Falconer’s Flight – uma seleção de variedades mais cítricas e florais, nomeada em homenagem ao cervejeiro americano Glen Hay Falconer, morto em 2002.

A função toda foi registrada em videos e fotos que estão na fan page da Way no Facebook.

Parece que o Brasil está mesmo entrando na onda das cervejas colaborativas. Além dessa e de algumas outras, novidades estão ainda por vir ;) . Nós, consumidores e apreciadores das boas cervejas só temos a agradecer e comemorar!

Blogs cervejeiros: uma ferramenta de divulgação muito mal usada

É notório que as grandes cervejarias investem zilhões em marketing e divulgação, demonstrando um poder goliático que as micro e nano cervejarias não tem como acompanhar. No entanto, alguém conhece algum blog que se dedique especialmente às cervejas “de massa”? Os blogs cervejeiros são os grandes divulgadores da cultura cervejeira séria, sendo a principal fonte de informação daqueles que querem aprofundar seus conhecimentos acerca do mundo cervejeiro.

Manter e atualizar um blog sobre cervejas é, sem dúvida, um prazer. Mesmo não tendo praticamente nenhum retorno financeiro, a quantidade de amigos que se faz vale o esforço.

Entretanto, para manter um blog, é preciso conteúdo. Particularmente, no caso do Bebendo Bem, tento sempre ficar ligado nas notícias do mundo cervejeiro, tanto nacional, quanto internacional. Sigo mais de 500 feeds do mundo inteiro, isso sem contar as notícias que chegam via twitter e Facebook. Analisando o conteúdo dessas fontes todas, dá pra dizer sem medo de errar que a divulgação do trabalho das cervejarias brasileiras está deixando a desejar.

Levando em consideração os blogs americanos, por exemplo, quase todos os dias novas notícias sobre lançamentos das cervejarias, bem como toda a movimentação do que está acontecendo no cenário. Essas notícias, certamente, vem das próprias cervejarias, que consideram os blogs cervejeiros uma forma de divulgar seus produtos de uma forma eficaz.

Aqui no Brasil a coisa é diferente. Raríssimas são as microcervejarias com um bom departamento de marketing, isso quando existe esse departamento. Para conseguir falar de alguma cervejaria brasileira, tenho que ficar catando notícias divulgadas de uma forma completamente esparsa, quando são. Por conta disso, a grande maioria das notícias veiculadas no Bebendo Bem acabam sendo sobre o trabalho das cervejarias do exterior. Uma vez até fui cobrado de um dono de cervejaria que disse que eu não divulgava as notícias das cervejarias nacionais. Ele ficou calado quando eu lhe perguntei se ele tinha me mandado algum release algum dia.

Um exemplo dessa falta de divulgação foi o evento que aconteceu nas dependências da Way Beer, de Curitiba, nesta segunda-feira. Uma reunião de grandes cervejeiros brasileiros e gringos resultou numa Double APA que será lançada em edição especial em novembro. A função contou com a presença dos cervejeiros da Wäls, Bodebrown, Coruja e BrewDog, além do pessoal do RateBeer e da Beer Maniacs. Isso foi o que deu pra pescar no Facebook e no twitter de alguns dos participantes.

Ora, ISSO SIM É NOTÍCIA! Isso TEM que ser divulgado! Todavia, os blogueiros de cerveja não são repórteres que ficam cobrindo todos os passos dos cervejeiros. Uma ajudinha de quem é o mais beneficiado por essa divulgação é sempre bem-vinda.

Uma revolução cervejeira, necessariamente, passa pela informação. Por não ter a verba de publicidade das grandes empresas do setor, não existe outra opção para as microcervejarias senão usar da boa vontade e da dedicação de quem está com o espaço sempre aberto para elas. Só que o esforço tem que ser de todos, ora bolas! Então fica o recado: o Bebendo Bem – e acho que falo em nome de todos os outros blogueiros de cerveja do Brasil – está aberto para as cervejarias que queiram divulgar suas notícias. Aproveitem!

As piores cervejas do mundo

Você já escolheu aqui no Bebendo Bem a melhor cervejaria do Brasil. E, muito provavelmente, também já votou na melhor cerveja do Brasil, né (se não votou, tá esperando o que?)? Boas cervejas são sempre bem-vindas aqui neste site.

Todavia, a vida não é feita somente de prazeres. E nem toda cerveja é boa. Tem umas que são, realmente, de chorar no cantinho. Alguns dizem, errôneamente, que a pior cerveja é a quente. Outros acham que se a cerveja não for artesanal ou especial, é ruim. Eu, particularmente, procuro me informar sobre as cervejas que quero provar. A vida é curta e a lista de cervejas que quero conhecer é grande, isso sem falar no investimento financeiro.

Nesse sentido, o RateBeer e o BeerAdvocate são grandes fontes de informação que existem na internet. Dificilmente você consiga encontrar uma cerveja que não tenha sido avaliada pelos leitores destes sites. Além da avaliação individual, eles tem várias listas, muito úteis para os desbravadores de novos rótulos. Dentre essas listas, cada um deles tem a sua relação das piores cervejas do mundo.

Encabeçando a lista inglória do RateBeer, está a Olde English 800, um malt liquor fabricado pela MillerCoors. Apesar de ser bem popular entre os estudantes americanos, as declarações dos avaliadores sobre a cerveja apavoram: “eu sou uma pessoa pior por ter bebido isso”, “eu só bebo a OE quando estou deprimido”, “infelizmente, não consegui dar nota zero para essa cerveja porque o sistema não permite”, “só de pensar, me dá vontade de vomitar”.

Já no BeerAdvocate, a pior cerveja avaliada pelos leitores é, ironicamente, a cerveja mais vendida no ocidente. A Bud Light não é tão destratada quanto a sua colega de infortúnio, mas mesmo assim, a sua falta de qualidade é destacada pelos avaliadores. No caso, ela peca por omissão, e não por ruindade mesmo.

Enfim, mesmo que um dos mandamentos do bom bebedor é ter a sua própria opinião sobre qualquer cerveja, não é bom arriscar com essas duas…

E na sua opinião, qual é a pior cerveja?

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