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As cervejas brasileiras do Atlas Mundial da Cerveja

Num trabalho surpreendente e ágil de tradução e distribuição, a Editora Nova Fronteira lança, com apenas 3 meses de diferença do lançamento original, o Atlas Mundial da Cerveja. Escrito por Tim Webb e Stephen Beaumont, o livro traz informações detalhadas sobre a bebida, passando pela sua história, seus processos de fabricação, tendências e análise de mais de 500 cervejas de mais de 30 países, num trabalho detalhado e de qualidade que o torna um livro indispensável em qualquer biblioteca cervejeira que se preze.

Assim como na edição original, a versão brasileira traz um capítulo especial sobre o Brasil. Numa cortesia do nosso amigo Rafael Rodrigues, da Cervejaria Coruja, trazemos aqui as páginas do livro que falam sobre a cerveja no nosso país, com destaque para a Abadessa Export, Coruja Alba Weizen, Bamberg Rauchbier, Bodebrown Wee Heavy, Falke Tripel Monasterium e Way Amburana Lager, todas elas provadas pelos autores e recomendadas no livro. Confira (clique nas imagens abaixo para ver em tamanho maior)!

Cervejas artesanais gaúchas em reportagem do BAND Cidade

O programa BAND Cidade, da BAND RS, mostrou um pouco do cenário gaúcho das cervejas artesanais. A reportagem, com a participação do Weiss Boteco, Caverna dos Ogros, Jorge GitzlerCoruja, foi ao ar na última quinta-feira, dia 19 de julho. O destaque foi para a Cervejaria Edelbrau, de Nova Petrópolis/RS. Confira!

Matéria sobre cervejas especiais na Zero Hora

O caderno Donna, da Zero Hora, traz nesse domingo uma matéria de capa sobre cervejas especiais, com a participação do Biermarkt, do Have a Nice Beer, da Coruja, do BeerCode, do Sady Homrich, do Maurício Chaulet e da Confraria Delirium. Tive a honra de também dar um pequeno pitaco no meio dessas feras.

Diferente de outras tantas reportagens sobre o assunto já veiculadas na grande mídia, essa está muito bem escrita. Parabéns ao repórter Caue Fonseca pelo ótimo trabalho.

Dá uma olhada pra ver como ficou:

Apenas uma correção: o título de “especialista” foi por conta do repórter, ok? Não sou especialista não, sou apenas um humilde apreciador de cervejas.

E se as cervejarias brasileiras fossem bandas de rock?

Hoje, 13 de junho, é comemorado o Dia Mundial do Rock. (O dia certo é 13 de JULHO! Obrigado, PJ, por corrigir esse pangaré aqui, hehehehe). E o que isso tem a ver com cerveja? Tudo, ora! O rock’n'roll é a trilha oficial dos amantes da cerveja e quem discordar disso tem um problema crônico de mau gosto #prontofalei. Como o Bebendo Bem é fã inconteste de rock e cerveja, vamos fazer mais um post comemorativo juntando essas duas paixões.

No ano passado, listamos 10 cervejas produzidas em homenagem à bandas e clássicos do rock. Para não repetir a mesma fórmula tão copiada (com ou sem créditos, mas enfim…), vamos fazer uma brincadeira diferente usando a seguinte pergunta: e se as cervejarias brasileiras fossem bandas de rock?

A EISENBAHN seria o IRON MAIDEN

Essa é uma comparação feita a partir de experiências pessoais. Comecei a escutar rock aos 12 anos por causa de uma fita K7 gravada por uns amigos que já eram iniciados no assunto (e que, anos mais tarde, formariam a banda Krisiun). Nessa fitinha, os destaques eram algumas músicas do Iron Maiden, como The Number Of The Beast e Run To The Hills. Desde então, a Donzela de Ferro é parte importante na minha história musical. Estabelecendo o paralelo, foi a Eisenbahn Pale Ale que me apresentou o “caminho sem volta” das cervejas especiais. Foi ela o catalisador que me incentivou a conhecer mais do mundo cervejeiro, o que acabou resultando na criação desse blog. Posso não escutar mais tanto o Iron como em anos anteriores, bem como posso não beber mais Eisenbahns como antes, mas ainda tenho o mais profundo respeito e admiração por eles pelo trabalho de qualidade realizado ao longo dos anos e por fazerem parte da minha história pessoal.


A COLORADO seria o RAIMUNDOS

A cervejaria de Ribeirão Preto tem como filosofia sempre introduzir ingredientes tipicamente brasileiros nas suas receitas. O Raimundos também se notabilizou por misturar o punk com ritmos brasileiros. Como aconteceu com a Colorado, a mistura foi sucesso de crítica e de público. A conversão do vocalista Rodolfo à religião fez com que a banda acabasse (ou você considera o tempo em que o Tico Santa Cruz esteve na banda?). Torçamos para que ninguém lá na Colorado siga o mesmo destino cristão…


A CORUJA seria a GRAFORRÉIA XILARMÔNICA

A comparação entre a cervejaria e a banda fica mais clara para quem mora em Porto Alegre. A Coruja foi uma das primeiras cervejas artesanais a fazer sucesso nos bares boêmios da Cidade Baixa e do Bonfim. Além disso, está intimamente ligada à cena cultural da capital gaúcha, sempre incentivando as produções artísticas da cidade. Tudo isso me faz pensar em uma música apenas: Amigo Punk, o clássico da banda gaúcha, o hino de 11 entre 10 portoalegrenses. E ainda tem gente que tem o peito de dizer que a Coruja é catarinense…


A BODEBROWN seria o PRIMUS

O ar de Chapeleiro Louco combina tanto com o Samuel Cavalcanti quanto pro Les Claypool. O baluarte da revolucion cervejeira no Brasil carrega nas suas cervejas a ousadia de quem quer ver algo diferente sendo feito. Tal qual a banda de San Francisco, essa ousadia gera originalidade. O grande público pode até torcer o nariz para as cervejas da Bodebrown e para o som do Primus, mas os especialistas do assunto atestam a qualidade da banda e da cervejaria.


A ABADESSA seria o RAMMSTEIN

Quem conhece o mestre Herbert Schumacher e as cervejas da Abadessa sabe que eles estão impregnados da cultura alemã. Schumacher e suas cervejas são representantes diretos da tradição cervejeira alemã no Brasil e se orgulham disso. Com toda essa aura germânica no ar, difícil não se lembrar do Rammstein, banda de Berlim que faz sucesso no mundo inteiro sem deixar de lado o orgulho de cantar no seu próprio idioma. Tá bem que as cervejas da Abadessa, na proporção, são bem mais leves que o som do Rammstein, mas até que dá pra imaginar uma harmonizasom (a/c Clubier) de Du Hast com um mass de Abadessa Helles na mão, nao dá?


A WÄLS seria o ARCADE FIRE

A banda canadense vem deleitando os ouvidos de quem gosta de rock de qualidade, com inovação e competência musical. Tanto é assim que nomes como David Bowie e Bruce Springsteen já fizeram elogios rasgados ao Arcade Fire, uma das boas revelações musicais dos últimos anos. Assim como eles, a Wäls também está abrindo caminho no cenário cervejeiro nacional com a qualidade de suas cervejas. A similaridade entre a os canadenses e os mineiros também pode ser vista nos prêmios de Cervejaria do Ano na South Beer Cup de 2012 e no Grammy de Álbum do Ano de 2011, pelo disco The Suburbs. Para muitos, os prêmios podem até serem considerados uma surpresa, mas quem acompanha a história da banda e da cervejaria sabe que eles foram mais que merecidos.


A SEASONS seria o SOUNDGARDEN

A cabeça por trás da Green Cow é um fã confesso do movimento grunge. O cabelo comprido, o goatee e as indefectíveis camisas xadrez são marcas registradas de Leonardo Sewald. Além disso, o próprio nome da cervejaria também é uma homenagem ao movimento de Seattle: Seasons é o nome de uma música da carreira solo de Chris Cornell, vocalista do Soundgarden. Mas não é só isso que motivou a referência à banda. Por mais óbvio que pudesse ser a comparação com o Pearl Jam – principalmente por Sewald se notabilizar por ser um ótimo emulador de Eddie Vedder nas performances da Banda dos Cervejeiros – as cervejas da Seasons são conhecidas pela alta lupulagem, o que remete ao som do Soundgarden, talvez a banda mais pesada do movimento grunge.


A WAY seria o THE KILLERS

A cervejaria paranaense é conhecida pela modernidade na sua apresentação visual e pela qualidade de suas cervejas. No entanto, pode se dizer que elas são reinvenções de estilos já bem conhecidos, com um toque de originalidade. Assim como o The Killers, que faz bastante sucesso com um pop rock com inspirações oitentistas que não traz nada de novo, mas que, paradoxalmente, tem uma cara própria e com muita qualidade. Assim como quem provou as cervejas da Way, quem escutou Mr. Brightside do Killers pela primeira vez pensou: “esses caras vão ser grandes”.


A BAMBERG seria o AC/DC

A cervejaria de Votorantim tem várias semelhanças com a banda australiana. A primeira é a consistência de seu portfolio que, se não prima pela ousadia, é certeza de qualidade e correção. Tal como os discos do AC/DC, que são sempre “mais do mesmo”, mas com muita competência. Outra similaridade são os fãs pra lá de fiéis. A qualquer novo lançamento, seja da banda, seja da cervejaria, o sucesso de público é garantido. Por fim, a fidelidade à proposta inicial. A Bamberg, desde o seu início, declarou-se seguidora da Lei da Pureza alemã e se propôs a reproduzir estilos da escola germânica, bem como o AC/DC, que faz rock puro e genuíno, sem desvios e sem firulas.


A BIERLAND seria o BLACK KEYS

Assim como a banda, a Bierland já era bem conceituada. Mas, nos últimos anos, os dois tiveram um salto tremendo de qualidade e de popularidade. O Black Keys conheceu o sucesso de público com os discos Brothers (2010) e El Camino (2011), o 6º e o 7º da carreira, respectivamente. Já a cervejaria de Blumenau começou a ter o reconhecimento da crítica com os lançamentos da Vienna, da Imperial Stout e da Strong Golden Ale, em 2011. Os novos rótulos já ganharam vários prêmios internacionais, algo inédito na história da cervejaria até então, enquanto El Camino chegou ao 2º lugar na parada da Billboard.


A FALKE seria o QUEEN

A cervejaria mineira é, sem dúvida, uma das mais importantes e respeitadas do Brasil. Muito disso se deve à figura de Marco Falcone, um dos líderes do movimento cervejeiro que desponta no país. A paixão de Falcone pela cerveja, bem como o seu companheirismo e sua humildade, fazem com que ele seja uma das raras unanimidades do meio cervejeiro. O Queen tem várias semelhanças com a Falke. A banda também tinha um frontman carismático e foi importantíssima no rock mundial na sua época. A versatilidade estílística é outro aspecto em comum. Enquanto a Falke tem em seu portfolio representantes de todas as grandes escolas cervejeiras mundiais, o Queen também circulou entre vários estilos musicais como o funk, o techno, o rockabilly, o heavy metal e o pop. Pode até ter alguém que não goste das cervejas da Falke ou das canções do Queen, mas ninguém duvida do talento e do carisma de Freddie e Falcone.


A BADEN BADEN seria o U2

A Baden Baden se apresenta no mercado como sendo uma cerveja gourmet. O próprio nome já dá uma aura de qualidade aos seus produtos. Todavia, apesar de ter ótimas cervejas no portfolio, o mesmo é inconsistente, com alguns rótulos nem tão bons assim. Algo como o U2, que por mais que seja considerada uma das grandes bandas da história do rock, ao longo da carreira alternou bons e maus discos. Mesmo assim, o saldo da Baden e da banda irlandesa é positivo, merecendo o respeito e a admiração de seus fãs.


A AMBEV seria o COLDPLAY

É inegável o apelo comercial do Coldplay. As canções pop da banda de Chris Martin caem facilmente no agrado do grande público. Com melodias simples feitas na medida para atingir o sucesso certeiro, os ingleses tem fãs no mundo inteiro, de todos os tipos. As cervejas da Ambev também tem esse talento. Por mais que a crítica especializada torça o nariz para elas, a massa não está nem aí e enche os cofres da empresa garantindo vendas astronômicas. Há quem diga que as cervejas da Ambev estão para as cervejas assim como o rock do Coldplay está para o rock, mas a verdade é que, tanto a gigante cervejeira, quanto a banda do marido da Gwyneth, não estão nem aí para seus detratores…


Gostou da lista? Faltou alguém? Deixe suas sugestões e críticas nos comentários.

 

Coruja lança cerveja com inspiração mitológica

Quem esteve presente no Festival Brasileiro da Cerveja, que rolou em Blumenau no final de março, pode conhecer, entre tantas novidades, o lançamento da nova cerveja da Coruja. Ainda sob o nome provisório de Pagã, a amber lager com pitanga produzida pela cervejaria gaúcho-catarinense ganhou destaque no blog do Edu Passarelli.

Agora com o nome definitivo de Baca, a cerveja será lançada oficialmente na próxima segunda-feira, dia 9 de abril. Feita em parceria com Francisco Marshall, idealizador do instituto cultural StudioClio, a Baca é a primeira cerveja da família Fora de Série, que promete colocar ainda mais a cervejaria no mundo da arte e da cultura. A inspiração dessa cerveja é a mitologia greco-romana, homenageando as bacantes, seguidoras do culto de Dionísio (Baco). A união da pitanga na cerveja dá uma cara brasileira na receita. A Baca, cerveja com 5,7% de álcool e 40 IBU, é apenas a primeira das cervejas da série que promete chegar ao mercado a partir de maio, sempre em parceria com nomes importantes das artes e da cultura gaúcha.

O lançamento fará parte da edição de abril do Extra-Malte, evento tradicional que ocorre mensalmente em Porto Alegre sob responsabilidade do músico Sady Homrich, baterista do Nenhum de Nós e grande conhecedor de cervejas. Além do lançamento da Baca, o evento discutirá a cerveja como alimento, com suas propriedades funcionais e probióticas. Quem irá falar sobre o assunto é a engenheira química e mestre-cervejeira Amanda Reitenbach.

Para quem não conseguir participar do evento, a Baca estará disponível em garrafas de 310ml no bar da cervejaria, a Toca da Coruja (Lima E Silva, 1255 – Porto Alegre) ou na fábrica, em Forquilhinha/SC. Primeiramente, ela será vendida apenas nesses dois lugares.

Mais uma bela iniciativa da Coruja, uma cervejaria já conhecida por incentivar a arte e a cultura.

[Fonte: GXH Comunicação]

Veja Porto Alegre destaca bares e cervejarias gaúchas

Em uma edição especial, a Veja Porto Alegre listou 115 razões para amar Porto Alegre. E uma delas, como todos nós que moramos na capital gaúcha sabemos, são os ótimos bares e cervejas que temos por aqui. Proporcionalmente falando, talvez Porto Alegre seja a cidade mais bem servida de bares no Brasil, isso sem contar nas excelentes cervejas que fazemos por aqui.

Foram destacados na revista o Lagom Brewpub, um dos primeiros do gênero no Brasil e o que tem mais torneiras próprias no país; o Bierkeller, uma lenda do cenário cervejeiro brasileiro, conhecido e frequentado por poucos felizardos; e o Bier Markt, que levou dois prêmios de Melhores do Ano da revista em apenas 2 anos de vida e que está prestes a inaugurar uma nova filial, com a proposta de ser o bar com mais torneiras de chopp do Brasil!

Além disso, a revista cita também a Dado Bier, a primeira microcervejaria do Brasil, a Coruja e sua Toca, a Schmitt e a Seasons, lembrando das tradições alemãs que originaram a história da cerveja gaúcha.

Parabéns aos citados na matéria e a todos nós, por sermos felizardos em morar nessa cidade e por termos todas essas opções de ótimas cervejas e bares!

Para ler a matéria, clique na foto abaixo.

Cerveja colaborativa reúne cervejeiros de quatro países na Way Beer

Já está está nos tonéis de fermentação da cervejaria Way Beer, localizada em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, a Way Beer 8S, uma Double American Pale Ale elaborada por alguns dos melhores cervejeiros do Brasil, Estados Unidos, Escócia e Canadá. Essa produção colaborativa será lançada no Festival Brasileiro da Cerveja, realizado em novembro em Blumenau (SC), quando a cervejaria vai completar um ano de existência. Será uma edição especial, limitada a apenas 3 mil litros, ainda sem preço definido.

“Nós já tínhamos a vontade de fazer uma cerveja colaborativa há certo tempo. Porém o dia a dia de todas as cervejarias é muito puxado e nunca colocamos a ideia em prática”, diz o sócio-proprietário da Way, Alejandro Winocur. No entanto, pouco antes do Wikibier, festival de cervejas realizado na capital paranaense no dia 22 de outubro, a intenção tomou forma em conversas com cervejeiros que viriam para o evento. Dois dias depois, eles se reuniram nas instalações da Way para colocar a ideia em prática.

A 8S contou com a colaboração de Graeme Wallace, um dos cervejeiros da escocesa BrewDog, famosa por suas cervejas radicais, algumas delas entre as mais alcoólicas do mundo; e Joseph Tucker, especialista do site de avaliações de cervejas norte-americano Ratebeer.com. O belga que vive no Canadá Jacques Bourdouxhe, cervejeiro caseiro há mais de 30 anos, também participou da elaboração da receita, assim como os microcervejeiros brasileiros Samuel Cavalcanti, da paranaense Bodebrown; José Felipe Carneiro, da mineira Wäls; Rafael Rodrigues, da gaúcha Coruja; e Alessandro de Oliveira, mestre-cervejeiro e sócio-proprietário da Way Beer.

Com cada um dando suas ideias, nasceu a receita, que pretende ser uma versão mais potente da Americam Pale Ale da Way Beer (nota do editor: tomei ontem no Bier Markt e achei EXCELENTE!), que já foi eleita pela revista Maxim como a melhor Pale Ale do país no 1º Prêmio Maxim de Cerveja, realizado no início desse ano. Ela terá o dobro de amargor e leva uma variedade de lúpulos bastante nova, chamados de Falconer’s Flight – uma seleção de variedades mais cítricas e florais, nomeada em homenagem ao cervejeiro americano Glen Hay Falconer, morto em 2002.

A função toda foi registrada em videos e fotos que estão na fan page da Way no Facebook.

Parece que o Brasil está mesmo entrando na onda das cervejas colaborativas. Além dessa e de algumas outras, novidades estão ainda por vir ;) . Nós, consumidores e apreciadores das boas cervejas só temos a agradecer e comemorar!

Blogs cervejeiros: uma ferramenta de divulgação muito mal usada

É notório que as grandes cervejarias investem zilhões em marketing e divulgação, demonstrando um poder goliático que as micro e nano cervejarias não tem como acompanhar. No entanto, alguém conhece algum blog que se dedique especialmente às cervejas “de massa”? Os blogs cervejeiros são os grandes divulgadores da cultura cervejeira séria, sendo a principal fonte de informação daqueles que querem aprofundar seus conhecimentos acerca do mundo cervejeiro.

Manter e atualizar um blog sobre cervejas é, sem dúvida, um prazer. Mesmo não tendo praticamente nenhum retorno financeiro, a quantidade de amigos que se faz vale o esforço.

Entretanto, para manter um blog, é preciso conteúdo. Particularmente, no caso do Bebendo Bem, tento sempre ficar ligado nas notícias do mundo cervejeiro, tanto nacional, quanto internacional. Sigo mais de 500 feeds do mundo inteiro, isso sem contar as notícias que chegam via twitter e Facebook. Analisando o conteúdo dessas fontes todas, dá pra dizer sem medo de errar que a divulgação do trabalho das cervejarias brasileiras está deixando a desejar.

Levando em consideração os blogs americanos, por exemplo, quase todos os dias novas notícias sobre lançamentos das cervejarias, bem como toda a movimentação do que está acontecendo no cenário. Essas notícias, certamente, vem das próprias cervejarias, que consideram os blogs cervejeiros uma forma de divulgar seus produtos de uma forma eficaz.

Aqui no Brasil a coisa é diferente. Raríssimas são as microcervejarias com um bom departamento de marketing, isso quando existe esse departamento. Para conseguir falar de alguma cervejaria brasileira, tenho que ficar catando notícias divulgadas de uma forma completamente esparsa, quando são. Por conta disso, a grande maioria das notícias veiculadas no Bebendo Bem acabam sendo sobre o trabalho das cervejarias do exterior. Uma vez até fui cobrado de um dono de cervejaria que disse que eu não divulgava as notícias das cervejarias nacionais. Ele ficou calado quando eu lhe perguntei se ele tinha me mandado algum release algum dia.

Um exemplo dessa falta de divulgação foi o evento que aconteceu nas dependências da Way Beer, de Curitiba, nesta segunda-feira. Uma reunião de grandes cervejeiros brasileiros e gringos resultou numa Double APA que será lançada em edição especial em novembro. A função contou com a presença dos cervejeiros da Wäls, Bodebrown, Coruja e BrewDog, além do pessoal do RateBeer e da Beer Maniacs. Isso foi o que deu pra pescar no Facebook e no twitter de alguns dos participantes.

Ora, ISSO SIM É NOTÍCIA! Isso TEM que ser divulgado! Todavia, os blogueiros de cerveja não são repórteres que ficam cobrindo todos os passos dos cervejeiros. Uma ajudinha de quem é o mais beneficiado por essa divulgação é sempre bem-vinda.

Uma revolução cervejeira, necessariamente, passa pela informação. Por não ter a verba de publicidade das grandes empresas do setor, não existe outra opção para as microcervejarias senão usar da boa vontade e da dedicação de quem está com o espaço sempre aberto para elas. Só que o esforço tem que ser de todos, ora bolas! Então fica o recado: o Bebendo Bem – e acho que falo em nome de todos os outros blogueiros de cerveja do Brasil – está aberto para as cervejarias que queiram divulgar suas notícias. Aproveitem!

Bodebrown entrevista Coruja

Em mais uma divertida entrevista feita durante o Festival Brasileiro da Cerveja, Samuel, da Bodebrown, entrevista Rafael e Micael, da Cerveja Coruja.

E não perca! Em breve, no Bebendo Bem, a análise das novas cervejas da Coruja e da Bodebrown.

Novidades da Coruja

A Cerveja Coruja, um dos ícones cervejeiros gaúchos, está cheia de novidades. Antes restrita ao território riograndense, a Coruja agora irá atender também o estado de Santa Catarina. A expansão se dará por conta da transferência da sua unidade fabril de Teutônia-RS para Forquilhinha, no sul de Santa Catarina, numa parceria com a cervejaria Santa Catarina.

A produção das já célebres Coruja Viva e Coruja Extra Viva continuará com a mesma qualidade já reconhecida no mercado. No entanto, a Coruja vai aproveitar a parceria para ampliar o seu portfolio – um pedido recorrente dos consumidores. Serão oferecidos 3 novos produtos: Otus (Brasil Lager), Strix (Lager Forte) e Alba (Hefeweizen), todos eles pasteurizados e engarrafados em garrafas de 600ml, o que permitirá à empresa atender novos mercados com maior rapidez e garantia de qualidade. Em breve, também o site da Coruja irá vender os produtos online para os consumidores de todos os cantos do País. Além das cervejas, camisetas, copos e outros souvenirs da marca estarão disponíveis online.

O lançamento dos novos produtos será feito durante o Festival Brasileiro da Cerveja em Blumenau. O evento deve reunir mais de 50 fabricantes e fornecedores do setor entre os dias 25 e 27 de novembro, nos pavilhões do Parque Vila Germânica, em Blumenau.

E para quem quiser conhecer a nova fábrica da Coruja, a cervejaria esta organizando uma visita à fábrica. O encontro está previsto para 04 de dezembro, sábado. A empresa irá organizar serviço de transporte para os interessados em conhecer de perto o processo produtivo na nova planta.

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