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Paixão pela cerveja marcada na pele
O CraftBeer.com convidou seus fãs no Facebook a postarem fotos de tatuagens que tivessem a ver com cerveja. Veja uma palhinha do que rolou:
Deu pra ver que os americanos realmente são apaixonados pelas suas cervejas. E você, teria coragem de homenagear a sua cervejaria predileta com uma tatuagem? Qual seria? O Bebendo Bem te dá algumas ideias:
10 cervejas para 10 pais
Domingo, todos sabem, é Dia dos Pais. Dia de homenagear e retribuir tudo de bom que o seu pai fez por você durante toda a vida. Particularmente, esse vai ser um dia dos pais muito especial para mim, pois vai ser o primeiro em que eu, além de dar, vou ganhar presente!!! O meu pai não é muito chegado em cerveja, pois é do time do vinho, mas no almoço de domingo vou levar uma Rodenbach pra ver se ele curte uma cerveja diferente.
Eu tinha a ideia de fazer um post que relacionasse pais e cervejas. Como o Celso já fez um post muito bom com sugestões de presentes para a data, imaginei algo como uma “HarmonizaPai”. Como também gosto muito de cinema, achei que poderia ser bacana harmonizar cervejas com pais famosos da grande tela. A lista abaixo foi publicada pelo G1 em 2009 e eu tentei achar cervejas que combinassem com esses personagens da ficção. Deu nisso:
Chris Gardner (Will Smith) – “À procura da felicidade” (2006)
Mesmo abandonado pela mulher, sem casa nem dinheiro, ele busca no amor pelo filho de cinco anos a força para lutar por condições melhores de vida. A relação pai e filho ganha força na tela pelo fato de o garoto ser interpretado por Jaden Smith, filho de Will Smith na vida real.
Para um pai batalhador como esse, pensei numa cerveja que representasse as dificuldades que alguns passam para vencer os obstáculos da vida. Por isso, a cerveja escolhida para harmonizar com esse pai foi a Colorado Ithaca, uma cerveja que sofreu para conseguir chegar ao mercado, superando as barreiras da burocracia brasileira.
Guido Orefice (Roberto Benigni) – “A vida é bela” (1997)
Para proteger seu filho das ameaças físicas e psicológicas do Holocausto, ele transforma a rotina em um campo de concentração em uma grande brincadeira. O papel valeu o Oscar de melhor ator a Benigni.
O papel inesquescível do italiano Benigni combina muito bem com a Schneider Aventinus Weizen Eisbock. Adocicada e frutada, ela esconde muito bem os 12% de álcool que a tornam, segundo a classificação do meu amigo Tito, do Confraria Bagual, uma “cerveja do mal”.
Daniel Hillard (Robin Williams) – “Uma babá quase perfeita” (1993)
Depois de ser expulso de casa pela esposa, ele resolve se disfarçar de babá para poder ficar perto dos filhos.
Mrs. Doubtfire parece, mas não é. E qual cerveja que parece uma coisa e é outra completamente diferente? A Duvel. Seu líquido dourado e seu creme que parece um sorvete escondem 8,5% ABV que podem surpreender os que estão acostumados com as “loiras geladas”.
Marlin (Albert Brooks) – “Procurando Nemo” (2003)
No início da animação, ele é um pouco neurótico e superprotetor, mas aos poucos vai encontrando seu equilíbrio no papel paterno, em busca de seu filho Nemo, que se perde no fundo do oceano.
A Seasons Green Cow IPA é muito parecida com o Marlin. Já no rótulo ela grita aos quatro ventos que é uma cerveja amarga, que “isso e aquilo”… No entanto, a “vaca verde” é extremamente equilibrada e com uma drinkability além da média.
Peter, Michael e Jack (Tom Selleck, Steve Guttemberg e Ted Danson) – “Três solteirões e um bebê” (1987)
Nesse clássico dos cinemas dos anos 1980, o trio abre mão de sua rotina de curtição e garotas para trocar fraldas e preparar mamadeiras.
Um filme leve e que não deixa de ser bacana. Pra combinar com o trio, vamos com a tríade da Abadessa – Slava, Helles e Export. Um conjunto de cervejas cuja qualidade está na sua correção e simplicidade e que, como um filme da Sessão da Tarde, são fáceis e prazerosas de consumir.
Mac MacGuff (J.K. Simmons) – “Juno” (2007)
Apesar de sua tendência ao sarcasmo, ele assume uma postura admiravelmente compreensiva frente à gravidez de sua filha adolescente. Em vez de julgar ou punir Juno, ele a oferece seu apoio e sua amizade.
Sarcasmo é o amargor do humor. Mas como o Mac, apesar do senso de humor peculiar, é um paizão e tanto, acho que ele combina bastante com a Brooklyn Lager. A cerveja americana é bem lupulada, mas sem agredir os paladares menos treinados. Além disso, tem uma drinkability absurda, comprovando que mesmo as cervejas com mais personalidade podem ser ótimas session beers.
Henry Jones (Sean Connery) – “Indiana Jones e a última cruzada” (1989)
Ele pode ter sido um pouco ausente durante a infância de Indiana Jones, mas tenta compensar o tempo perdido acompanhando ‘Júnior’ nessa aventuras.
O clima arqueológico que permeia a série Indiana Jones não poderia combinar melhor com uma cerveja senão com a Dogfish Head Midas Touch, feita à partir de uma receita antiga turca e com ingredientes encontrados no túmulo do Rei Midas.
Gil Buckman (Steve Martin) - “O tiro que não saiu pela culatra” (1989)
Decidido a ser diferente de seu pai ausente, ele tenta conciliar a rotina de trabalho com suas tarefas de pai de três crianças e ainda manter o bom humor. O papel consagrou o ator como pai atrapalhado, perfil que ele repetiu em ‘O pai da noiva’ (1995) e ‘Doze é demais’ (2003).
As porters são cervejas historicamente ligadas aos trabalhadores. Porém, a vida não é feita só de trabalho e é isso que Gil tenta sempre ter em mente. Esse balanço entre trabalho e qualidade de vida é perfeitamente representado pela Fuller’s London Porter, uma cerveja cuja história é identificada com o trabalho, mas a sua degustação é um exemplo dos prazeres que a vida proporciona.
Richard Hoover (Greg Kinnear) – “Pequena Miss Sunshine” (2006)
Essa comédia ganhadora de dois Oscar traz um pai que apóia sua filha em qualquer situação, até mesmo quando ela fica obcecada por um concurso de beleza. Ele começa a história cheio de inseguranças, mas vai se tornando um superpai ao longo do caminho.
Esse pai parceiro, que está sempre pronto para agradar a filha combina muito com a Heineken, uma cerveja que, mesmo não sendo a 8ª maravilha do mundo, é fácílima de encontrar e é muito melhor que as similares do estilo e faixa de preço.
Don Corleone (Marlon Brando) – “O poderoso chefão” (1972)
Além de ser padrinho de todo o clã, ele é pai de quatro. Apesar de seus defeitos e de seus métodos fora-da-lei, ele definitivamente coloca a família em primeiro lugar e faz qualquer coisa para proteger sua prole.
Pô, pra combinar com Don Vito Corleone, não pode ser qualquer cervejinha vagabunda. Tem que ser coisa fina! E se for italiana, pode ter certeza que você cairá nas graças de il padrino. Portanto, ofereça uma Baladin Xyauyù, uma cerveja tão imponente quanto o personagem de Marlon Brando.
Os twitters mais influentes do mundo da cerveja
Você conhece o Klout? É uma ferramenta que mede a influência que você tem nas redes sociais. Usando um escore de 0 a 99, o Klout mede quantas pessoas você influencia, o quanto você influencia essas pessoas e qual o tipo de influência que você exerce sobre elas. É uma das ferramentas de ranking mais confiáveis da internet.
De vez em quando o Klout prepara algumas listas dos twitters mais influentes em determinados tópicos. Alguns dias atrás, eles divulgaram a lista dos mais influentes no tópico “beer”, a nossa conhecida e amada cerveja. Apesar deles ficarem restritos aos twitters de língua inglesa, vale a pena dar uma olhada em quem está fazendo a cabeça dos gringos no assunto mais interessante que existe.
Segue a lista do Klout:
O meu Klout é 57 e sou considerado um “especialista”. Entraria no top 10 americano, que tal?
Meça o seu Klout e coloque aqui nos comentários.
É apenas cerveja!
A discussão e a diferença de opiniões é uma constante no cenário cervejeiro brasileiro. Dificilmente passe uma semana sem alguém fazer um post (“mea culpa”) ou largar algum tweet que gere uma polemicazinha. Nada contra, pelo contrário. Como sabiamente disse o Marco Falcone,“a polêmica é importante, o caos traz evolução”. E já que estamos todos trabalhando incessantemente pela construção de um Brasil cervejeiro forte e original, é inevitável que existam choques de opiniões.
Fazendo uma auto-crítica, eu confesso que adoro uma polêmica. O bom debate, com argumentos coerentes e bem estruturados me fascina. Por ter esse perfil – e por ser um gaúcho maniqueísta ao extremo – sou uma pessoa que dificilmente fica em cima do muro frente a qualquer assunto. Por isso, não me furto em dar o meu pitaco em qualquer discussão que encontro.
No entanto, as vezes me pergunto: “será que vale a pena discutir tanto assim por causa de cerveja?”. Ora, cresci encarando cerveja como um combustível social, algo que servia mais para destravar a língua pra chegar nas gurias do que para fazer elocubrações acerca de seu aroma e de seu gosto. É claro que com o aprimoramento do meu paladar e com o conhecimento de toda a linda cultura que envolve a cerveja – além do casamento, que me proíbe de chegar nas gurias – as coisas deixaram de ser tão simples assim. Mas a pergunta volta sempre à minha cabeça quando me entusiasmo discutindo com meus pares na internet.
Numa das minhas muitas leituras sobre o universo cervejeiro, dei de cara com um texto que reflete muito bem a minha angústia. O escritor Keir Graff questiona em seu texto The Contrarian: Has the craft-beer revolution gone too far? a criação de uma neo-cultura cervejeira elitista e esnobe, contrária à essência da bebida que tanto amamos. O texto tem algumas passagens sensacionais, que vou transcrever e comentar a seguir.
“Has the craft-beer revolution gone too far? Its beverages are delicious, but its culture can be oppressive. And its most outspoken creators, servers and consumers have become a new generation’s record-store clerks: If a record-store clerk is someone who knows everything about music except how to dance to it, then the craft-beer connoisseur is someone who knows so much about beer that he’s the last person in the world you’d want to drink it with.”
As vezes não nos damos conta, mas aquele nosso amigo não-iniciado certamente deve pensar duas vezes antes de nos chamar pra tomar uma breja, já que ele vai ficar nas comuns e no bar que vocês costumavam ir não tem cervejas especiais. E todo aquele papo de que cerveja é um lubrificante social? Todo esse conhecimento adquirido sobre a cerveja nos fez, as vezes, esquecer do mais importante: cerveja harmoniza com amizade.
“Beer, like food, should provide an occasion for conversation, not the conversation itself.”
Gente, É APENAS CERVEJA! Nessas horas eu lembro do meu amigo Fabricio, do Full Pint, que diz que o povo cervejeiro fala demais e bebe de menos. Quem sou eu pra discordar?
“Beer doesn’t have to be fussy, elitist and overcomplicated. That’s what wine is for.”
Perfeito! Me dá um certo medo quando vejo alguém usar termos característicos dos vinhos para descrever alguma cerveja. Hoje em dia vejo muita gente usar terroir em avaliações de cervejas (antes que alguém diga que o Sam Calagione usa essa palavra, prestem atenção no contexto em que ela é usada). Das duas uma: ou é falta de conhecimento, ou é apenas uma tentativa idiota de elitizar o que é, essencialmente, democrático. De qualquer forma, não cabe.
“(…)the really brilliant thing about Old Style is that there’s nothing you can say about it.”
Um toque de bom humor sensacional. Quem garante que a falta de personalidade, de sabor e de aroma não é a razão do sucesso comercial das cervejas comuns? Talvez por não gerar nenhum tipo de analise, ela deixe mais tempo para se falar de assuntos bem mais importantes, como futebol, política e mulher.
Enfim, acho que é um texto que vale a pena ser lido. Concordando ou não com os argumentos do autor, é inegável que ele deixa uma pulga atrás da nossa orelha. Amor é coisa séria, e não há dúvidas de que amamos a cerveja e tudo que a rodeia, mas não podemos incorrer no erro de nos tornarmos uns chatos paneleiros que só andam com seus pares beer snobs. Cerveja é bom e rende assunto, mas calma! CALMA, PORRA! Ouviu, Fabian?
Pra terminar, uma tirinha muito boa que tem tudo a ver com o assunto. É só trocar “wine” por “beer”. Ou não…
As melhores cervejas americanas de 2011
Os americanos podem ter todos os defeitos do mundo, mas fazem cada cerveja que pelamordedeus! Enquanto alguns discutem se existe ou não uma escola americana de cerveja (minha opinião: sim, existe), os yankees continuam fazendo grandes exemplares do que de melhor tem surgido no mundo.
E para comemorar o dia nacional americano, o 4 de julho, o Bebendo Bem publica a nova lista das melhores cervejas americanas, escolhidas pelos leitores da Zymurgy Magazine. A publicação da American Homebrewers Association promove essa votação há nove anos e em 2011 o recorde de votos foi batido, com 1.306 cervejas votadas, representando 433 cervejarias.
A cerveja tricampeã foi a Pliny The Elder, uma double IPA da Russian River. O vice-campeonato ficou com a também IPA Bell’s Two Hearted Ale e em terceiro lugar, empatadas, a Dogfish Head 90 Minute IPA (os americanos são mesmo chegados numa IPA, hein?) e a Founders Kentucky Breakfast Stout.
Confira a lista das mais votadas:
1. Russian River Pliny the Elder
2. Bell’s Two Hearted Ale
3. Dogfish Head 90 Minute IPA/Founders Kentucky Breakfast Stout
5. Bell’s Hopslam
6. Stone Arrogant Bastard
7. Sierra Nevada Celebration
8. Sierra Nevada Torpedo/Stone Ruination
10. Sierra Nevada Pale Ale
11. Stone Sublimely Self Righteous
12. Sierra Nevada Bigfoot Barleywine
13. Goose Island Bourbon County Stout
14. Great Lakes Edmund Fitzgerald Porter/Oskar Blues Dale’s Pale Ale
16. Dogfish Head 60 Minute IPA/New Glarus Belgian Red
18. North Coast Old Rasputin
19. Bell’s Expedition Stout
20. Deschutes The Abyss/Left Hand Milk Stout/Odell IPA/Samuel Adams Noble Pils/Surly Furious/Troegs Nugget Nectar
26. Rogue Dead Guy Ale/Samuel Adams Boston Lager
28. Anchor Steam
29. Bear Republic Racer 5/Ommegang Three Philosophers/Oskar Blues Ten Fidy/Three Floyds Alpha King/Three Floyds Dark Lord
34. Avery Maharaja/Dogfish Head Indian Brown/Dogfish Head Palo Santo Marron/Three Floyds Gumballhead
38. Dogfish Head 120 Minute IPA/Lost Abbey Angel’s Share/New Belgium La Folie/New Belgium Ranger/Oskar Blues Old Chub
43. Ballast Point Sculpin IPA/Great Divide Yeti/New Belgium 1554/Russian River Blind Pig/Ska Modus Hoperandi
48. Alesmith Speedway Stout/Dark Horse Crooked Tree/Green Flash West Coast IPA/Summit EPA/Victory Prima Pils
Uma ótima lista de encomendas pra aquele seu brother que está voltando dos EUA, hein?
A Carta de Florianópolis e os impostos cervejeiros
Há muito tempo ouvimos que o grande problema do alto preço das cervejas no Brasil é a altíssima carga tributária do produto. Atualmente, o imposto incidente na cerveja gira em torno de 55%. No entanto, esse fardo é proporcionalmente maior para as micro e nanocervejarias, por produzirem um volume significativamente menor que as gigantes do setor.
Se essa situação já não é muito boa, ainda pode ficar pior. O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) apresentou na Câmara dos Deputados o PL 895/11, que institui contribuição sobre a importação e a produção de cerveja com álcool, bem como sobre as despesas com publicidade e propaganda do produto. A contribuição seria destinada ao Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP), instituído pela Lei 10.201/01. Tal notícia surgiu bem quando acontecia o VI Encontro Nacional de Cervejas Artesanais, em Florianópolis.
Em meio à reclamações de cervejeiros no twitter e xingamentos ao nobre parlamentar, alguns tentavam fazer a coisa certa. O colega blogueiro Nicholas, do Goronah, enviou uma carta ao deputado Pimenta e obteve uma resposta no sentido de se abrir o diálogo com o setor. Enquanto isso, o deputado federal Jenônimo Goergen (PP-RS), relator da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara, participou de uma mesa redonda no evento em Florianópolis e recebeu dos cervejeiros presentes um documento intitulado Carta de Florianópolis, que pede a entrada do setor no Simples. Segue o texto do documento, tirado do site da Barley Cervejaria:
CARTA DE FLORIANÓPOLIS
Nos últimos 8 anos vivemos o renascimento das cervejas artesanais no Brasil. Hoje, o País tem mais de 200 microcervejarias espalhadas por todo o Brasil.
As microcervejarias se caracterizam por produzir cervejas regionais, em pequenos volumes, muitas vezes refletindo a cultura da região e explorando sabores e estilos que não são produzidos pelas grandes indústrias cervejeiras.
Estamos vivendo o renascimento desta cultura no Brasil, inclusive criando uma nova escola cervejeira que já é reconhecida no mundo pela sua qualidade. Isso é resultado do trabalho e dos investimentos das microcervejarias e dos cervejeiros caseiros que colocaram o nosso país no mapa das cervejas artesanais de qualidade. Isso é comprovado pelo reconhecimento internacional, nos últimos anos, através dos vários prêmios conquistados nos cinco ontinentes pelas cervejarias artesanais brasileiras. Ou seja, o Brasil está sendo reconhecido pela qualidade das suas cervejas – principalmente pelas artesanais.
Entretanto há um paradoxo: o setor enfrenta um grande desafio para se manter e até se expandir, que é a tributação. Hoje 2/3 do preço de uma cerveja artesanal é composto por tributos. Como a estrutura das microcervejarias é a de pequenas e micro empresas, não tendo ganho em escala, o empreendimento se torna inviável.
Para se ter uma idéia do que representa essa carga tributaria, se uma cervejaria produzir 10.000 litros por mês, ela paga de tributos o referente a 6.000 litros, sobrando 4.000 litros para pagar matéria-prima, funcionários, instalações, remuneração do investimento, etc., o que torna inviável o negócio.
Na microcervejaria, os custos de matéria-prima são muito mais elevados do que nas grandes cervejarias, pois aquelas se utilizam apenas de materiais de qualidade, adquiridos em pequenas quantidades e quase sempre importadas, já que os nacionais são monopolizados pelas grandes empresas do setor.
Apesar de as microcervejarias se enquadrarem perfeitamente como micro empresas e empresas de pequeno porte, elas são impedidas de optarem pelo Sistema Tributário “SIMPLES”, da mesma forma que as distribuidoras de cerveja, prejudicando mortalmente a sua sobrevivência financeira.
Hoje o mercado das cervejas artesanais não ultrapassa 0,04% do total das cervejas vendidas no país, ou seja, um benefício fiscal não representaria perda de arrecadação, pelo contrario, iria incentivar o setor a aumentar a produção. O exemplo é o Estado de SC que, apesar de reduzir a alíquota de ICMS, arrecadou R$ 336.000,00 de ICMS no ano de 2006 e já no ano de 2010 atingiu a cifra de R$ 800.000,00.
Outro forte argumento é a empregabilidade. As pequenas cervejarias geram muito mais postos de trabalho que as cervejarias de grande porte. Enquanto em uma microcervejaria é gerado um emprego para cada 50.000lts produzidos por ano, nas grandes cervejarias é gerado um emprego para cada 1.000.000 de litros ano.
Alguns olham o setor de forma equivocada, achando que conceder benefícios fiscais significa incentivar a bebida alcoólica, um produto politicamente incorreto. Mas é importante frisar que as microcervejarias não estimulam a ingestão de quantidade, e sim de qualidade, fato similar que ocorre com a indústria do vinho. A cerveja artesanal é, em geral, mais cara que uma cerveja comum porque seus custos de produção são diferentes, o que cria uma barreira natural ao consumo em grande quantidade.
As microcervejarias estão gerando uma cultura cervejeira no Brasil, retomando a história que foi interrompida há algumas décadas quando os grandes grupos adquiriram as pequenas cervejarias. As microcervejarias artesanais proporcionam o incremento da indústria do entretenimento, hoteleira, gastronômica, turística, etc. Muitas cidades têm orgulho de terem uma microcervejaria hoje em dia.
Não há como contestar que a cerveja tem acompanhando a humanidade há mais de 6.000 anos, tratando-se da terceira bebida mais consumida no mundo – atrás da água e do chá – mas é considerada como alimento, devido ao seu alto teor de carboidratos, sendo por isso intitulada pão líquido.
Ao contrário das grandes cervejarias, as microcervejarias têm sua produção artesanal, algumas com estrutura familiar, personalizadas, com a criação e desenvolvimento de estilos e receitas próprias. Outra diferença é a variedade de sabores e tipos de bebida oferecidos pelas microcervejarias. Trata-se de produto único, que tem um público específico voltado à gastronomia, além de fomentar a economia e promover a geração de empregos, pois a relação pessoal empregado pelo volume de produção é muito superior nas microcervejarias.
O setor das Cervejas Artesanais também desenvolve o setor da indústria de equipamentos, distribuição e revenda de bebidas, além da criação de cursos profissionalizantes de técnicos cervejeiros, mestres cervejeiros, beersomelier, etc. Ou seja, existe uma grande cadeia econômica beneficiada.
Sabemos que o mundo da Cerveja Artesanal é desconhecido para uma grande maioria das pessoas do nosso País, mas para desenvolvê-lo com qualidade é necessário a redução da carga tributária. Para a sobrevivência do setor, o primeiro passo seria a abertura da opção pelo regime do SIMPLES para o mercado cervejeiro (fábricas e distribuidores).
Pela importância econômica e cultural do setor, vimos por meio desta solicitar a atenção de vossas senhorias para que as Microcervejarias sejam incluídas no SIMPLES, para que assim possam ter uma carga tributária justa.
Enfim, alguma coisa está sendo feita para melhorar a situação da cerveja brasileira.
Por outro lado, o que aconteceu depois disso foi constrangedor. Atento às manifestações no twitter, o deputado COBROU do setor microcervejeiro uma reunião para ajustar o Projeto de Lei apresentado na Câmara. E o que aconteceu? “Ah, vamos juntar um pessoal aí e fazer uma reunião com o cara”. Nada contra NENHUM dos nomes chamados para participar da reunião – pelo contrário – mas qual a oficialidade disso? Ora, trata-se de uma reunião com um deputado federal para discutir propostas que visam melhorar todo um setor importante da economia, que envolve a vida e o emprego de muita gente. Nesse sentido, é muita CHINELAGEM (desculpem, não me vem nenhuma palavra mais amena para descrever isso) montar uma comissão às pressas via twitter para representar o setor, não acham?
O Brasil é especialista em copiar tudo o que se faz nos EUA. Por que então nunca se criou alguma entidade tipo a Brewers Association brasileira, para defender os interesses dos produtores de cerveja? É fácil ficar falando que “fazer cerveja no Brasil não dá dinheiro” e “o preço da cerveja é alto por causa dos impostos que o governo nos cobra” e não se organizar para mudar a situação.
Que as empresas do setor aproveitem a oportunidade e se organizem de uma vez!
Anti-Kibe: Edição nº 04
- A Klein Bier lançou um concurso para descobrir novas bandas de rock. Quem contou foi o Clubier.
- Na mesma batida boa do rock+cerveja, o All Beers falou da Blitzkrieg Hop, uma cerveja feita em homenagem aos Ramones.
- O Sommelier de Cervejas fez uma pesquisa, muito parecida com a que nós fizemos aqui no ano passado, para saber qual a cerveja que os seus leitores gostariam de encontrar mais à venda. O resultado foi igual ao da nossa pesquisa: Falke Bier! A melhor cervejaria do Brasil, segundo os leitores do Bebendo Bem, também é a cerveja mais desejada pelos leitores do Sommelier de Cervejas.
- O Marketing, Cerveja & Futebol falou do belo rótulo da cerveja vencedora do concurso interno da ACervA Paulista, a Capitu. Realmente, um rótulo de muito bom gosto e originalidade.
- O post do Hummmm, Cerveja é sobre uma das cervejas mais polêmicas do mercado brasileiro, a Kaiser Bock. Uns amam, outros odeiam, alguns apenas fogem como o diabo da cruz do nome “Kaiser”… Enfim, é uma cerveja que divide opiniões. O que será que o Rodrigo achou dela?
- A notícia sobre a nova cerveja trapista foi dada aqui em primeira mão, mas o Rodrigo, do ParaQueVoCerveja mostrou a tal Mont Des Cats. Olha lá!
- O Leonardo Botto andava meio afastado do mundo blogueiro, mas agora ele volta em grande estilo, assinando o Cervejinha, um blog da Veja Rio. Bem-vindo de volta ao convívio blogueiro, mestre!
- No último sábado, rolou em Nova Lima/MG, a festa de aniversário de 2 anos do Pão e Cerveja, o programa de rádio mais ouvido pelos cervejeiros brasileiros. Quem esteve lá foi o Maurício, do Brejas, que contou nesse post como foi o fandango. No 3º aniversário, estarei aí, Fabiana!
- As cervejas brasileiras continuam ganhando medalhas mundo afora. A última foi a Wee Heavy, da Bodebrown, que levou um ouro no Mondial de La Bière, realizado em Montreal, no Canadá. O All Beers deu a notícia e o Bebendo Bem parabeniza o grande Samuel Cavalcanti por mais esse justo prêmio!
- O Extra-Malte já é, sem dúvida, um marco cervejeiro desse país. Capitaneada pelo célebre Sady Homrich e com a presença do grande Marco Falcone, a edição de junho de 2011 foi mais do que especial. O Telecerveja esteve por lá e contou em detalhes como foi.
- Na minha opinião, não existe diferenciação entre “cervejas de verão” e “cervejas de inverno”. Cerveja se toma em qualquer estação. Anyway, o Daniel Wolff, do Mestre-Cervejeiro.com, fez uma lista com ótimas cervejas indicadas pro frio que começou a fazer. Uma baita lista, pra falar a verdade!
Os 10 maiores blogs de cerveja do Brasil
Por uma curiosidade pessoal, resolvi descobrir quais são os blogs brasileiros de cerveja de maior audiência. Para isso, usei o Alexa, uma ferramenta bastante respeitada de medição de audiência de sites. Tabulando os resultados, cheguei à lista dos 10 blogs de maior audiência do Brasil.
Antes da lista, algumas considerações:
- Os blogs pesquisados constam da lista oficial dos Blogs Brasileiros de Cerveja.
- Foram considerados apenas os blogs que falam EXCLUSIVAMENTE sobre cervejas. Blogs de variedades (que incluem assuntos de cerveja, mas que não a tem como protagonista), de lojas, de bares e de cervejarias, bem como sites que não possuem estrutura de posts, não participaram do ranking por confundir a sua atuação principal com a blogagem.
- O Alexa não dá resultados precisos quando o blog está hospedado em algum portal. Por isso, blogs consagrados como o Cerveja Só, o Bar do Celso e o B.O.B. não participam do ranking (podem ser considerados hors concours, que tal?). O Blogger também causa a mesma confusão. Por isso, o Cacildis Online também não figura na lista.
- TODOS os sites, independentemente dos critérios para a formação do ranking, foram pesquisados no Alexa. No entanto, alguns resultados eram “No Data”. Reclamem com o Alexa, não comigo.
- Sem #mimimi, ok? A planilha com os resultados está disponível aqui. Ninguém foi prejudicado ou favorecido. Quem quiser tirar a teima, é só ir no Alexa e repetir todo o trabalho que eu tive. Quem quiser refazer a lista com outros critérios, fique à vontade. O ranking foi feito à título de curiosidade e informação e é puramente baseado em números. A qualidade não está em questão aqui.
Enfim, vamos à lista:
| POSIÇÃO | BLOG | RANKING ALEXA |
| 1 | Homini Lúpulo | 791.119 |
| 2 | Bebendo Bem | 2.439.262 |
| 3 | Goronah | 2.835.634 |
| 4 | Cervejarte | 3.449.688 |
| 5 | Blog do Botto | 3.644.858 |
| 6 | Cervas Fortal | 3.815.308 |
| 7 | GeekBeer | 3.943.371 |
| 8 | Edu Recomenda | 3.970.454 |
| 9 | Cerveja | 4.601.599 |
| 10 | oBIERcevando | 4.757.267 |
Parabéns ao Bernardo pelo excelente trabalho e pela grande audiência do Homini Lúpulo! Se é pra ficar com o vice-campeonato, que seja por justo merecimento do campeão…
Biblioteca Pública de Nova York fará cerveja com receita criada por George Washington
George Washington foi o primeiro presidente constitucionalmente eleito dos Estados Unidos e é considerado o “Pai da Pátria” americana. Nós, brasileiros, talvez estejamos mais familiarizados com o seu rosto, que estampa a nota de um dólar, e com seu nome, muito popular entre jogadores de futebol e pagodeiros. Washington é um dos heróis da independência dos Estados Unidos e, tal qual seus contemporâneos Benjamim Franklin e Thomas Jefferson, também gostava de fazer a sua própria cerveja.
Por conta disso, a Biblioteca Pública de Nova York, em parceria com a Coney Island Brewing Company, anunciou que fará uma cerveja comemorativa ao seu centenário usando uma receita escrita à mão pelo próprio George Washington. A cerveja se chamará Fortitude’s Founding Father Brew e serão feitos apenas 100 litros, que não serão vendidos comercialmente.
O manuscrito da receita, escrito em um papel de caderno, está em poder da Biblioteca juntamente com outros ítens pessoais de Washington, incluíndo seu discurso de despedida e mapas de Nova York e Nova Jersey, usados na guerra contra a Inglaterra.
“Nós estamos ansiosos em transformar a receita de Washington em uma robust porter ainda mais complexa e saborosa, usando os melhores maltes escuros e variedades de lúpulo”, diz Jeremy Cowan, da Coney Island. A cerveja será servida apenas em eventos fechados do centenário, como o Baile de Gala, no dia 23.
(fonte: wral.com)Star Wars e cerveja: uma combinação bacana
Eu tentei, juro. Várias vezes eu tentei. Mas a verdade é que eu não consigo gostar de Star Wars. Que me perdoem os meus inúmeros amigos que são fãs, mas acho aquele universo todo uma besteira. Tá, pra não dizer que nunca curti, lembro de ter gostado d’O Retorno de Jedi quando vi no cinema, com 10 anos de idade. Mesmo assim, depois de mais velho, não consegui gostar dos filmes do George Lucas. Talvez por isso demorei a entender o porque de ontem, dia 4 de maio, ter sido considerado o Star Wars Day (“May the 4th be with you”, entendeu?)
No entanto, não sou daqueles que chineleia alguém por gostar de Star Wars. Pelo contrário! Em homenagem aos verdadeiros fãs, posto aqui uma lista feita pelo Aleheads de cervejas que homenageiam a série. O mais estranho de tudo é que todas as cervejas da lista são escuras. Será que os cervejeiros americanos foram para o lado negro da força?
NEW ENGLAND IMPERIAL STOUT TROOPER
SIERRA NEVADA EMPIRE STRIKES BLACK
TERRAPIN DARK SIDE
BREW KETTLE DARK HELMET IMPERIAL SCHWARZBIER
Cervejas-tributo são muito legais, né? Ainda bem que aqui no Rio Grande do Sul isso já é uma constante, com várias cervejas sendo produzidas em homenagem aos nossos artistas locais. Depois da Mano Lima Pale Ale e da Tchê Loco Rui BirIPA, os rumores dão conta de que está sendo preparada a Porca Véia Rauchbier. Aguardemos…








































