Posts Tagged ‘cerveja’

Vai uma cervejinha com folha de coca aí?

Todo time brasileiro que vai jogar na altitude sofre com os efeitos do ar rarefeito. Os locais costumam oferecer folha de coca para os estrangeiros que passam mal com os mais de 3000 metros acima do mar. A planta – também usada pra fazer aquela droga que não é o refrigerante mais conhecido do mundo – ajuda a combater a dor de estômago e a tontura causada pela altitude, sendo usada naturalmente pelos andinos há milênios.

Pois agora, para ajudar a minimizar o soroche (nome dado ao mal estar proveniente da altitude), os bolivianos lançaram a Ch’ama, uma cerveja feita com folhas de coca. O nome da cerveja significa “força”, na língua dos nativos da área do lago Titicaca. Sem aditivos e conservantes, ela é puro malte e leva a planta macerada na formulação.

De acordo com os que já provaram a cerveja, ela lembra uma hefeweizen, mas não tão encorpada. “Esta é uma cerveja de alta fermentação, com 5% de álcool, não filtrada, não pasteurizada, e tem o aroma moderado, cor e sabor da folha de coca e lúpulo”, segundo a descrição de Vicos Victor Escobar, proprietário da Cerveceria Vicos, de Sucre, produtora da Ch’ama. Ele também afirma que a cerveja é um “tônico energizante”.

Portanto, fica a dica para os times brasileiros nessa Libertadores: cuidado com aquela cervejinha que sempre dão para o jogador se “inspirar” antes de fazer o teste anti-doping. Pode dar um resultado não muito agradável. Lembram do Zetti, em 93?

[Dawn.com]

Seja um dono de cervejaria com o Fiz: The Brewery Management Game

Já pensou ser dono da própria cervejaria? Deve ser bacana, mas certamente não é fácil. Cuidar da produção e da qualidade da cerveja, das vendas, dos funcionários, planejar expansões e novos produtos… não é barbadinha não!

Mas se mesmo assim você não se assusta com essas dificuldades, já pode ir treinando enquanto junta a grana necessária para abrir uma cervejaria. O Bit by Bit Studios lançou o Fiz: The Brewery Management Game, um jogo de simulação estilo The Sims para dispositivos Android e iOS que tem como história central um homebrewer que larga o emprego para abrir a sua própria cervejaria.

O jogo consiste em fazer todas as tarefas que uma cervejaria exige, tais como fazer cerveja (sério???), contratar pessoal, comprar matéria-prima e equipamentos, desenvolver novas receitas, vender a produção, participar de competições e festivais, entre outras. Veja o video abaixo para saber mais sobre o game.


Download Video with Vixy.net | YouTube to MP3

Sean Sanders, criador do game, aposta no sucesso do jogo, pois imagina que muita gente um dia sonhou em ter a sua própria cervejaria. “Mesmo se você não for um beer geek, você vai gostar do jogo e ainda aprender alguma coisa sobre fazer cerveja”, diz Sanders.

Os criadores do jogo estão com uma campanha no Kickstarter para arrecadar fundos para o lançamento, previsto para junho desse ano. Se a campanha der certo, posteriormente poderão ser lançadas versões do game para PC e Mac.

[Gamasutra]

Os formadores de opinião do mercado cervejeiro

Nada movimenta mais o cenário cervejeiro brasileiro no início de cada ano que a publicação da enquete dos melhores do ano anterior feita pelo Roberto Fonseca em seu blog. Tentando mostrar, nas palavras do próprio jornalista, um “termômetro do meio cervejeiro”, as respostas prolatadas por diversas personalidades do ramo geram elogios e, por óbvio, muitas críticas, externadas nas mídias sociais e nos comentários do referido blog. Muitos usam o termo “formadores de opinião” para se referir aos participantes da pesquisa. Mas afinal, o que são formadores de opinião quando se trata de cerveja?

Esse cara sabe mais que você. Será mesmo?

Primeiramente, vamos ao conceito do termo, dado por Washington Araujo, extraída do seu texto “O que é um formador de opinião”, publicado no Observatório da Imprensa:

“Mas o que é, exatamente, um formador de opinião? Pessoas que influenciam contingentes de pessoas, que levam as massas a concordar com uma dada opinião ou a consumir determinado produto, assistir determinado espetáculo, ler determinada revista ou jornal.”

No caso do mercado cervejeiro, levando-se em consideração o tamanho mínimo que as cervejas especiais possuem no contexto geral, eu trocaria o termo “massas” acima, pela expressão “um determinado nicho de mercado”.

Feita essa ressalva, refaço a pergunta: o que é um formador de opinião no mercado de cervejas? A resposta: espero que nada.

Estamos engatinhando na construção de um cenário cervejeiro de respeito no Brasil. Ainda não temos – e talvez nunca tenhamos – a tradição das grandes escolas cervejeiras, nem a força do mercado das craft beers americanas. Por isso, e principalmente por isso, a opinião sobre qualquer coisa no nosso meio deve feita em conjunto, horizontalmente, construída a partir de uma massa crítica cujo bolo cresce todo dia. Só com isso chegaremos a uma identidade própria, fortalecida na união de todos em torno de um objetivo comum.

De alguns anos para cá, muita gente começou a experimentar cervejas diferentes e a internet possibilitou que a opinião de cada um não ficasse restrita a meia duzia de pessoas. Isso tem seus prós e contras, como tudo na vida, mas o saldo é positivo, já que cada um de nós tem mais subsídios para formar a PRÓPRIA OPINIÃO, não apenas replicando e baixando a cabeça para alguns que se julgam superiores, mas processando as informações que chegam de todos os lados para fundamentar a sua opinião pessoal.

Mais uma citação de Araujo para continuar nosso pensamento:

“É também um conceito que a atual teoria da comunicação rejeita por não aceitar que um indivíduo tenha poder de formar a opinião da massa. Formador é exagero. O que temos, e muito, são pessoas que influenciam a opinião de outros. Quando se descarta o conceito de “massa manipulável” percebe-se que a população é heterogênea e interpreta as mensagens segundo seus códigos. Nesta perspectiva, o conceito de “formador de opinião” passa a ser tão efetivo quanto dar um susto para que uma pessoa se livre do repetitivo (e irritante) soluço. Alguns estudiosos afirmam que formador de opinião é quem consegue se destacar na atividade que exerce. Pessoa com grande grau de reconhecimento (de forma positiva) do público.”

Em outras palavras, não existem formadores de opinião. O que existem são (cada vez mais) pessoas que expressam a sua opinião pessoal, o que faz com que alguns compartilhem dela ou não, em vários graus. O que não dá pra aceitar, de jeito nenhum, são pessoas que acham que a sua opinião vale mais do que a de alguém e se posicionam num pedestal acima do bem e do mal. Volto a dizer: o pensamento deve ser formado horizontalmente, e não verticalmente, empurrado a fórceps na cabeça do destinatário. Desconfie de quem tenta fazer isso.

Na porrada, não rola...

Ora, em se tratando de cervejas, o gosto pessoal está acima de tudo, e se você gostou ou não de uma determinada cerveja, tenha coragem de ser contrário à unanimidade quando for o caso. Não se acanhe em defender o que você pensa. Ninguém tem o direito de fazer você mudar a sua cabeça. Faça um favor a você mesmo e ao mercado cervejeiro: se informe, leia, estude, conheça cada vez mais e retorne tudo isso enriquecido com a sua experiência pessoal. Não seja apenas um repetidor de opiniões alheias e respeite as opiniões contrárias às suas.

E se você não concorda com nada do que eu disse aqui, se você acha que eu me julgo um formador de opinião por falar tudo isso, por favor, não deixe de comentar. Quem sabe você não muda a minha opinião…

Homebrewer leiloa cerveja dada de presente por Barack Obama

Com tantas notícias ruins que vemos na mídia todos os dias, ler a história que passo a contar será um deleite para aqueles que amam a cerveja e ainda tem fé na humanidade.

Brad Magerkurth, vendedor e homebrewer de Minessota, estava numa cafeteria em Knoxville, Iowa, em setembro, quando adentrou no recinto o presidente americano Barack Obama, em plena campanha à reeleição. A feliz coincidência juntou dois amantes da cerveja – um trabalhador comum e o líder do país mais poderoso do mundo – que logo descobriram o gosto em comum pela bebida.

O encontro de Brad Magerkurth e Barack Obama (Fonte: Obama Foodorama)

Conversa vai, conversa vem, Obama fala pra Brad: “Você sabia que eu e Michelle também fazemos cerveja? Nós usamos mel produzido em plena Casa Branca na receita para fazer a nossa honey beer”. Brad achou fantástico saber que o presidente dos Estados Unidos era também um homebrewer. Como um bom cervejeiro caseiro, Obama então ofereceu uma das White House Honey Ale que trazia consigo para Brad e falou: “Beba essa cerveja e me diga o que achou. Eu adoraria saber a sua opinião”.

Atônito, Brad pensou: “quantas vezes na vida o presidente do seu país aperta sua mão e lhe oferece uma cerveja?”. Depois de ficar em dúvida sobre o que fazer com um presente tão especial – não é uma cerveja qualquer, convenhamos – Brad teve uma ideia que torna toda essa história ainda mais bacana.

Aproveitando a realização de um festival gastronômico na cidade, o vendedor resolveu leiloar a cerveja e destinar o valor arrecadado para um hospital infantil. Os vencedores – que incluiam o próprio Brad, sua mulher e três colegas de trabalho – dividiram o valor de 1200 dólares dado como lance e a cerveja, degustada ali mesmo, com toda a pompa e circunstância que o momento pedia, ao som de Hail to the Chief, interpretado pela banda da Universidade de Minessota.

O hospital recebeu seu donativo, Brad fez a sua boa ação e Obama, enfim, teve o feedback que esperava. A opinião dos que provaram a cerveja foi bastante positiva. Brad esperava que a cerveja fosse bem doce pelo uso do mel, mas disse que a mesma é bem lupulada e seca.

Brad exibe o seu presente com Obama ao fundo (Fonte: Obama Foodorama)

Sua opinião foi enviada numa carta endereçada formalmente ao presidente. Afinal de contas, um pedido expresso do homem mais poderoso do mundo tem que ser cumprido.

[Obama Foodorama]

A carta de cervejas do fim do mundo

É isso aí, tigrada! Como dizia Michael Stipe, “it’s the end of the world, as we know it”. Segundo os Maias, temos só mais 3 dias de folia em cima da Terra. Depois da fatídica sexta-feira, 21 de dezembro de 2012, ninguém sabe o que vai acontecer. Alguns já estão rezando, estocando comida, praticando o hedonismo e aproveitando ao máximo os dias que faltam. Outros preferem acreditar nos cientistas que, céticos como sempre, dizem que isso é pura bobagem.

O Bebendo Bem acredita que depois da sexta-feira algo vai sim acontecer: vai vir o sábado, que é dia bom pra tomar várias cervejas! De qualquer forma, se o que vale é a desculpa para beber, que estendamos essa desculpa para os próximos dias e já comecemos hoje mesmo os trabalhos. Por isso, elaboramos uma listinha especial para você. Separamos as cervejas por “objetivos” para, em caso do mundo acabar mesmo, você ficar de bem com todo mundo. Sabe lá o que tem do outro lado, né?

Para receber o apocalipse de braços abertos:

Unibroue La Fin du Monde: O nome dessa canadense, por óbvio, já a habilita a fazer parte dessa lista. Mas além disso, ela é uma BAITA cerveja! Certamente uma excelente opção para acompanhar os últimos momentos e morrer levando um pouco do que o mundo teve de bom na boca.

BrewDog The End Of History e Brewmeister Armageddon: As duas figuram na lista de cervejas mais alcoólicas já produzidas pelo homem. Elas são bem difíceis de serem encontradas e, também por isso, bastante caras. Mas como a fatura de janeiro do cartão não vai chegar mesmo, se você tiver a oportunidade, bote a mão nelas e aproveite o altíssimo teor alcoólico dessas brejas. Bebaço, você nem vai ouvir as trombetas soando, nem sentir o chão se abrindo aos seus pés.

Ommegang Ommegeddon: Ninguém sabe ao certo como é que o mundo vai acabar, mas com o monte de bombas nucleares na mão de governantes malucos que existem atualmente, um holocausto nuclear não pode ser descartado. O rótulo dessa cerveja sugere isso, mas também faz referência à dose extra de brettanomyces adicionada na receita, que a torna ainda mais ácida que uma saison normal.

Lost Abbey Judgement Day: A cervejaria americana acha que o apocalipse vai ser bem como está na Bíblia, com cavaleiros vindos do inferno, céu preto, anjos resgatando as boas almas e toda aquela zona descrita por São João. Por isso, sugere no seu próprio site que tenhamos alguns exemplares dessa cerveja guardados para esperarmos o Julgamento Final, quando saberemos para onde vai a nossa alma.

Elysian Brewing Nibiru Yerba Mate Tripel: Segundo algumas das profecias maias, Nibiru é o nome do planeta que vai colidir com a Terra, causando o fim dos tempos. É ele que dá o nome a essa tripel feita com erva-mate, perfeita para os gaúchos cervejeiros ficarem olhando o Laçador tombar com o tsunami que vem do Guaíba.

Para quem vai pro inferno:

Duvel: Bom, o mundo acabou mesmo e você foi um mau menino. Passou direto pelo purgatório e está queimando no mármore do inferno, com o cão olhando pra você com uma Duvel na mão e rindo sadicamente do seu sofrimento. Ao menos, em vida, você já deve ter tomado muitas delas, certo? Não??? Então, meu amigo, já era! Essa breja – cujo nome significa “diabo” em flamengo – é tão boa que, no inferno, é reservada só para o prefeito do lugar.

Three Floyds Dark Lord: Talvez a cerveja mais rara do mundo, essa imperial stout é um dos maiores fetiches cervejeiros que existem. E como os fetiches podem ser enquadrados no pecado capital da luxúria, provar uma dessas é o passaporte para o inferno. Ao menos, ao louvar o “lorde da escuridão”, você já estã fazendo uma média com o demo, né? Vai que depois do julgamento final ele não dá uma colher de chá e te coloca na ala das diabinhas ninfomaníacas.

Itaipava: Você foi um cara mau, muito mau, quase o próprio capeta encarnado em pessoa. Por isso, seus pecados serão pagos no calor do fogo do inferno. Para aplacar um pouco do seu sofrimento eterno, serão servidas latinhas de Itaipava quente, lógico. Vai ficar aquela dúvida: melhor ficar com sede ou não?

Para quem quer ir para o céu:

Russian River Salvation: Como o próprio nome sugere, não custa pedir a salvação da alma com essa deliciosa cerveja feita pelos californianos da Russian River. Com notas de melaço, tabaco, uva passa e frutas secas e seus 9% de álcool, ela torna qualquer pedido de perdão uma tarefa bem mais fácil.

Evil Twin Even More Jesus: Esqueça a parábola da transformação da água em vinho. Segundo historiadores, de acordo com a época em que ela provavelmente aconteceu, JC transformou, milagrosamente, água em cerveja. Só isso mostra que Ele é mesmo um cara divinamente bacana e que passar a eternidade ao lado dEle é um bom negócio. Por isso, louve o Seu santo Nome com essa imperial stout de 12% de álcool e notas de chocolate, whisky e café.

Westvleteren XII: Feita por monges emissários de Deus no mundo, essa cerveja é, para muitos, a prova viva da existência do Pai na Terra. Dificílima de ser achada, a via crucis para adquiri-la diretamente do mosteiro em que é fabricada já vale como uma remissão dos pecadilhos praticados ao longo da sua vida. Com uma dessas em mãos, o passaporte para os céus está carimbado.

***

Finalizando, caso estejamos errados, um bom apocalipse para você. Foi bom enquanto durou. Agradecemos a audiência e o carinho desse tempo que passamos juntos. Um brinde ao mundo e à vida!

HBO lançará linha de cervejas inspiradas em Game Of Thrones

Já falei aqui que uma das minhas paixões pessoais além da cerveja, são os seriados de TV. Game Of Thrones, da HBO, por óbvio, é um dos meus preferidos.

Então imagine só a minha alegria quando soube que a HBO juntou forças com a cervejaria americana Ommegang para lançar uma linha de cervejas baseadas na série! Os temas e personagens da luta de poder nos Sete Reinos de Westeros irão inspirar os cervejeiros de Cooperstown em quatro novas cervejas, a serem lançadas a partir de 2013.  A cervejaria é conhecida pelas inspiração belga nas suas cervejas, como a Abbey Ale, Rare Vos, Hennepin e a cultuada Three Philosophers.

A primeira delas, a Iron Throne Blonde Ale – inspirada no trono ocupado pelo déspota adolescente Joffrey Baratheon , será lançada nos Estados Unidos no final de março, coincidindo com a estréia da 3ª temporada de Game Of Thrones, marcada para 31 de março. A segunda cerveja, ainda sem nome definido, tem previsão de lançamento para o outono americano.

Game Of Thrones já serviu de inspiração para algumas brincadeiras relacionadas à cerveja, como nos posts do Testosterona e do Cervas Clube, mas agora é pra valer. Para acompanhar a cerveja vindoura, vale comprar essa coleção de canecas oficiais da série para se sentir o próprio Ned Stark.

UPDATE: A Ommegang divulgou em seu Twitter a imagem da garrafa da Iron Throne:

[New York Times]

Pesquisa mostra crescimento das cervejas premium no Brasil

A empresa inglesa Mintel, especializada em inteligência de consumo e produto, acabou de liberar uma pesquisa sobre o mercado de cervejas no Brasil. Considerado um dos mercados emergentes no mundo, nosso país vem demonstrando um crescimento no consumo e na produção de cervejas, com destaque para o setor de cervejas premium, que vem obtendo um crescimento acelerado na comparação com as cervejas standard.

O relatório da Mintel aponta que o setor de cervejas premium teve um crescimento de impressionantes 18% em 2011, ao passo que as cervejas mainstream tiveram uma queda de 2% no volume de produção. Isso acarretou um crescimento no market share das premium, alcançando a marca de 12% em 2011, com um aumento de 0,6% em relação ao ano anterior.

Tais números são explicados pela mudança nos hábitos de consumo do brasileiro. Segundo Sebastian Concha, Diretor de Pesquisa da Mintel na América Latina, a realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas no país nos próximos anos, abre ainda mais oportunidades para o setor cervejeiro. “Com um produto intimamente ligado à cultura do esporte, as cervejarias podem capitalizar o entusiasmo local e o posicionamento do produto premium pode ser beneficiar disso”, diz Concha. Ele segue: “a ‘premiumnização’ da indústria será um fator-chave para o crescimento do mercado nos próximos cinco anos, o que representa oportunidades significativas para o setor”.

Tais números e tendências são significativos e dignos de comemoração, mas devemos ter uma certa dose de interpretação ao analisarmos esses dados. Vejamos: cervejas premium não são, definitivamente, cervejas de melhor qualidade. O termo é usado para classificar as cervejas pelo preço. Normalmente, as premium até possuem uma qualidade um pouco acima da média, mas outros fatores, como o posicionamento de mercado, influem na classificação.

Se considerarmos o setor de microcervejarias, o relatório mostra que o mercado está crescendo, o que é bom. Por outro lado, ele diz que, por ser um mercado promissor, o Brasil pode ganhar grandes investimentos das grandes empresas do setor cervejeiro, o que pode dificultar bastante a vida das pequenas empresas que não tem tanta força para se manter na competição.

Stephen Beaumont, autor do livro The World Atlas of Beer e um entusiasta do mercado cervejeiro no Brasil, alerta em seu blog para a futura atuação das macrocervejarias: “Continuo convencido que o futuro da cerveja artesanal no Brasil é brilhante, mas com a AmBev e outras grandes cervejarias notando o grande potencial de receita na América do Sul, a estrada à frente provavelmente não será nada fácil”.

Ficamos esperando mais cenas dos próximos capítulos, mas fica a impressão de que com o aquecimento do mercado, TODOS ganharão. Mesmo que alguns vejam com receio a entrada das macrocervejarias no nicho das cervejas especiais, a verdade é que isso acabará resultando num aumento do público das boas cervejas, um público infiel por natureza e ávido por novos sabores e aromas. Com a beerevangelização feita pelas grandes, as pequenas cervejarias poderão se beneficiar. Assim espero, sinceramente.

[HeraldOnLine]

Empresas fortalecem sua marca lançando cervejas personalizadas

Antigamente, as empresas adoravam fazer um brindezinho para mimar os clientes. Eram canetas, bloquinhos, chaveiros e até caixas de fósforo personalizadas. Com o tempo, os brindes foram melhorando, mas a originalidade era sempre um desafio. Bem ou mal, um produto de marca própria sempre gera valor à empresa, e se o produto tiver qualidade e uma característica exclusiva, esse valor é ainda maior.

Aproveitando a esteira do sucesso das cervejas especiais nos últimos anos e seguindo exemplos como o da Ikea, algumas empresas tem visto com bons olhos a ideia de fazer uma cerveja personalizada, estampada com a sua marca. Em parceria com pequenas cervejarias ou mesmo com produção própria, os produtos são concebidos tendo uma atenção toda especial na apresentação e na qualidade, o que agrega valor à marca da empresa. Vejamos alguns exemplos bem legais desse tipo de ação.

IndHED Craft Beer

A Indústria HED, agência de design e branding de Porto Alegre, teve a ideia de produzir uma cerveja com a sua marca nos happy hours que acontecem toda sexta-feira depois do expediente. Entre uma cerveja e outra, os sócios pensaram: “por que não produzir uma cerveja que seja nossa”? Com a comemoração dos dois anos de empresa, o que era apenas uma ideia se tornou realidade.

Em parceria com a Cervejaria Baldhead, de Porto Alegre, foi produzida a IndHED Craft Beer, uma kölsch tradicional, inspirada no estilo originário da região de Colônia, na Alemanha. Apesar da cervejaria possuir uma cerveja do mesmo estilo em seu portfolio, a receita da IndHED foi levemente modificada para torná-la ainda mais exclusiva.

O forte, porém, da IndHED Craft Beer é a sua apresentação. Distribuída para clientes e amigos em belos kits que contém porta-copos e adesivos – além da cerveja, é claro – toda a expertise da Indústria HED no que se refere ao design salta aos olhos. Além disso, o seu lançamento foi precedido de teasers bem legais veiculados na fanpage da empresa.

De acordo com a Indústria HED, “o conceito da cerveja segue a proposta da agência em oferecer aos seus clientes e amigos uma cerveja diferenciada, high end em todos os sentidos, desde a qualidade do produto até sua preocupação com o branding”.

Quem quiser provar a IndHED Craft Beer e não for cliente nem amigo da empresa, pode participar do sorteio que está sendo realizado no Facebook. A princípio, as cervejas não serão comercializadas, mas é bom ficar ligado que novidades podem surgir no futuro ;)

It’s Beer

A ideia da empresa paulista It’s Digital, especializada em consultoria de mídias sociais, de fazer a sua própria cerveja partiu do gosto pessoal do proprietário Lucas Couto pela cerveja de qualidade. A visão da empresa de que as mídias sociais são um grande papo de bar – em que ser autêntico e saber ouvir e falar são consideradas boas práticas – casou com a característica fundamental da cerveja, conhecida por ser um lubrificante social.

Depois de perceber que nenhuma agência tinha feito a sua própria cerveja até então, Lucas fez um curso de produção de cerveja no começo de 2012 e, alguns meses depois, a primeira leva da It’s Beer já estava nas garrafas.

De lá pra cá, foram 6 levas de 20 litros cada uma, todas elas feitas no processo mais artesanal que existe, feita em casa na panela. Cada leva tem um estilo – Pale Ale, IPA, Scottish Ale, Dunkelweizen e Golden Ale – e outros estão na fila para serem produzidos, como o clone da White House Honey Ale, seguindo a receita da cerveja feita na Casa Branca.

Como a produção é caseira, a cerveja não é vendida. No entanto, conforme a It’s Digital, se você for cliente, parceiro ou amigo da empresa, pode ganhar um exemplar. Outra maneira é convidá-los para tomar uma cerveja :D .

Have a Nice Saison

O Have a Nice Beer, clube de cervejas que com pouco mais de um ano de funcionamento já é considerado um case de sucesso do mercado cervejeiro, tem se notabilizado por trazer aos seus associados cervejas exclusivas ou distribuídas em primeira mão. No entanto, o conceito de exclusividade tem se expandido desde outubro, quando do lançamento de uma edição especial da Hi5 Black IPA, da cervejaria carioca 2Cabeças, em comemoração da marca de 5000 associados.

Foi o primeiro projeto de produção de uma cerveja com a marca do clube, mas como se tratava de uma cerveja anteriormente lançada, ainda não tinha toda a exclusividade que tem a Have a Nice Saison, uma cerveja comemorativa de Natal vendida apenas para os associados.

A Have a Nice Saison foi produzida em parceria com as cervejarias Mistura Clássica e 2Cabeças e carrega em seu conceito a tradição européia de produção de cervejas natalinas adaptada para o Brasil. Por isso, a escolha pelo estilo Farmhouse Ale, que é conhecido pela refrescância e leveza. A apresentação em garrafas rolhadas de 750ml dá um toque ainda mais especial ao produto, com o lindo rótulo criado por Jacqueline Lemos, diretora de arte da revista que acompanha os kits mensais entregues aos associados.


Três ótimos exemplos de como a cerveja pode agregar valor a sua marca. Se você é empresario e quer dar um upgrade na imagem da sua empresa, fale com a cervejaria mais próxima e lance o seu produto exclusivo. Tenho certeza que o retorno é garantido.

E se as músicas do Kiss fossem cervejas?

Uma das bandas mais importantes da história do rock’n'roll vai passar pelo Brasil na semana que vem. O Kiss trará ao país a sua Monster Tour, com músicas de seu novo disco de estúdio, bem como os clássicos da banda que está prestes a completar 40 anos de carreira. Como qualquer show do Kiss, as platéias de Porto Alegre (14 de novembro), São Paulo (17 de novembro) e Rio de Janeiro (18 de novembro) podem esperar bastante maquiagem, pirotecnia, breguice, barulho e muita, mas muita diversão!

Para comemorar a chegada da trupe de Paul Stanley e Gene Simmons, resolvemos fazer mais uma brincadeira de “harmonização”, juntando algumas cervejas e relacionando com canções bem conhecidas da banda. Veja como ficou.

Black Diamond seria a Labyrinth Black Ale

Black Diamond é, talvez, a música mais complexa do Kiss. Começa lenta, descamba para um rock bem pegado e termina desacelerando, mas sempre mantendo o peso. Por isso, muito parecida com a Labyrinth Black Ale. Por ser uma cerveja com pouco hype, os incautos podem subestimá-la à primeira vista. Entretanto, ao aproximá-la do nariz e da boca, a intensidade de seus aromas e sabores é envolvente. Ela se parece com a música por manter essa intensidade até o seu final, já sem nenhum resquício de carbonatação, naquele último gole arrebatador característico das boas imperial stouts.

Hard Luck Woman seria a Ommegang Hennepin

Os elementos country rock dessa música originalmente escrita para o cantor Rod Stewart – que se recusou a gravá-la – lembram, por óbvio, as farmhouse ales, cervejas originalmente feitas nas fazendas belgas para os trabalhadores e que tem na Ommegang Hennepin uma representante americana de respeito. A cervejaria, para aumentar ainda mais a identificação com o campo, também está instalada numa fazenda. Não é difícil se imaginar escutando Hard Luck Woman bebendo uma Hennepin bem baixado na varanda de uma fazenda, admirando o pôr do sol do campo.

Detroit Rock City seria a Meantime Smoked Bock

Música que abre Destroyer (1976), considerado o melhor disco da banda, Detroit Rock City conta a história real de um fã que morreu num acidente de carro rumo a um show em Detroit. A cidade americana é considerada a capital mundial da indústria automobilística, abrigando a sede da General Motors e da Ford. A fumaça dos carros fabricados lá faz lembrar uma cerveja defumada, como a deliciosa Meantime Smoked Bock.

I Love It Loud seria a Brooklyn Monster Ale

A bateria martelante dessa música lhe confere um peso poucas vezes visto no resto da obra do Kiss. Peso esse condizente com uma barley wine encorpada, alcoólica e aveludada como a Brooklyn Monster Ale. Tudo bem que o “monster” da cerveja é em homenagem ao gatinho da cervejaria, mas bem que poderia harmonizar com a voz e a atitude de Gene “The Demon” Simmons, cujo visual e atitude povoou os pesadelos desse imberbe escriba ao ver o clip acima no Fantástico durante a tenra infância.

God Gave Rock’n'Roll To You seria a Rochefort 10

“You don’t have money or a fancy car/And you’re tired of wishing on a falling star/You gotta put your faith in a loud guitar (Você não tem dinheiro ou um carro bacana/E você está cansado de fazer pedidos para uma estrela cadente/Você deve colocar sua fé numa guitarra)”. Troque “loud guitar” por “trappist beer” e você terá a certeza da existência de um Ser Superior, que nos deu o rock’n'roll para alegrar nossos ouvidos e as cervejas trapistas para satisfazer nosso paladar. E como um grande exemplo do talento divino dos monges trapistas em fazer cerveja, escolhemos a Rochefort 10, com toda a sua complexidade e sabor único. Uma cerveja épica, tal como a música do Kiss.

I Was Made For Loving You seria a Kriek Boon

A levadinha disco, o coro completamente afeminado e o romantismo piegas da letra não combina muito com quem gosta de um rock mais pesado. Mas depois que o ouvido acostuma, ela até que pode ser considerada uma boa música. Bem como as fruit beers, aqui representadas pela Kriek Boon. Quem é chegado numa cerveja mais potente e amarga, pode torcer o nariz para a sua acidez e o seu frutado, mas se consumida sem preconceito, pode acabar se tornando uma grata surpresa. Se nem assim você gostar, tudo bem. Como a música do Kiss, tenho certeza que a sua namorada vai adorar. :D

Beth seria a Abadessa Export

“Calma Bete, calma”, já dizia a Blitz, talvez inspirada nessa música que é o maior sucesso comercial do Kiss. Nela, o baterista Peter Criss acalma a moça do título dizendo que daqui a pouco vai ir pra casa, mas que naquele momento ainda não pode sair do ensaio. É mais ou menos o que eu digo para a minha esposa quando ela me liga e eu estou no bar. Ela não se chama Beth, mas normalmente eu digo que estou tomando a saideira e, assim que terminar, pego o rumo de casa. No meu caso, a última cerveja quase sempre é a Abadessa Export, que com seu frescor e leveza limpa a boca cheia de lúpulo do exagero da noite. Essa “harmonização” está aberta para a sua saideira pessoal.

Rock’n'Roll All Nite seria a Kiss Destroyer

Talvez a música mais referencial do Kiss, ela é o hino máximo de todas as boas festas. Não há quem não goste dessa música e quem se furte de cantar o simples refrão a plenos pulmões junto com os amigos. Regando esses momentos, nada de cervejas pesadas e complexas. Por isso, a escolhida para harmonizar com Rock’n'Roll All Nite foi a Destroyer, uma german pilsner de 4,7% ABV bem facinha de beber e que… bem, é a cerveja oficial da banda! Se é pra harmonizar com alguma cerveja, que seja com essa, certo?

Logicamente, os comentários estão abertos para mais sugestões de cervejas e músicas do Kiss…

Hoje é o Dia Nacional da MPB. Abra uma cerveja para comemorar!

Instituído pela Lei nº 12.624 sancionada pela Presidente Dilma Rousseff em maio, hoje, dia 17 de outubro, é o Dia Nacional da MPB. A data foi escolhida por marcar o nascimento da compositora Chiquinha Gonzaga (1847-1935), conhecida pela clássica canção Ó Abre Alas.

Desde sempre, a MPB sempre teve uma afinidade bacana com a cerveja. Foi ela quem inspirou vários artistas a fazerem canções memoráveis. Para celebrar essa amizade de longa data, o pessoal da Sociedade da Cerveja elaborou um infográfico bem bacana com trechos da história dessa parceria e citações de músicas que comprovam o amor dos músicos brasileiros pela nossa bebida preferida. Dá uma olhada:

Clique na imagem para ver em tamanho maior.

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