Posts Tagged ‘biertruppe’

Os melhores de 2010: Resultados da pesquisa

Continuando a retrospectiva do ano que passou, divulgaremos agora os resultados da pesquisa que fizemos com nossos leitores para saber quais foram os melhores de 2010. Sem mais delongas, vamos aos vencedores:

Melhor lançamento nacional: Biertruppe VNTG n°1 e Colorado Ithaca


As cervejas mais esperadas do ano vieram e não decepcionaram. Em edições limitadas, os apreciadores agora esperam que novas levas dessas duas delícias sejam produzidas.


Melhor importação do ano: Brooklyn Brewery


Num ano em que várias cervejas americanas chegaram ao mercado brasileiro, a Brooklyn se destacou pela altíssima qualidade das suas cervejas e pelo excelente custo-benefício.


Melhor evento cervejeiro do ano: 5° Encontro Nacional da Cerveja Artesanal


O evento realizado em junho em Porto Alegre que reuniu microcervejarias, homebrewers e apreciadores foi realmente um sucesso. Agora estamos na espera pela próxima edição, que será realizada em Florianópolis.


Melhor cerveja nacional do ano: Colorado Double Indica


Mesmo não lançada em garrafas, quem provou essa maravilha sabe que não teve para mais ninguém. O que era para ser um experimento, se tornou um grande sucesso. Queremos mais!!!


Melhor cerveja importada do ano: Tripel Karmeliet


Na categoria mais disputada e com maior variedade de votos, venceu essa cerveja que é, sem dúvida, uma das melhores opções disponíveis no país.


Melhor cervejaria nacional do ano: Cervejaria Colorado


A cervejaria de Ribeirão Preto é a que mais se destacou nesse ano de 2010. Além de lançar duas novas cervejas excelentes (Ithaca e Double Indica), a Colorado melhorou bastante seu marketing, com ações de sucesso na Flip, em Paraty, e com a aproximação com seus clientes via redes sociais. Parabéns, Colorado!


Melhor cervejaria internacional do ano: Dogfish Head


A cervejaria de Sam Calagione já alcançou o status de ícone devido ao sucesso da série Brew Masters, do Discovery Channel. Como ela ainda não foi importada para o Brasil, poucos provaram as cervejas dos caras, mas quem provou, adorou. Portanto importadoras, se liguem!

Biertruppe: Tcheca e VNTG (Vintage) nº1

Primeira degustação dupla aqui do Bebendo Bem. Não poderia ser diferente. Estamos falando da Biertruppe, um encontro de quatro mestres da cerveja. Os cervejeiros Leonardo Botto e Alexandre Bazzo, juntamente com o gastrônomo Edu Passarelli e o designer gráfico André Clemente, são, para o cenário cervejeiro brasileiro, algo como o Chickenfoot ou o Travelling Wilburys são para o rock. Essa união proporciona a nós, meros mortais, cervejas ousadas e de altíssima qualidade.

Por intermédio do Botto, que passou por Porto Alegre nesta semana para conferir a weizen produzida no curso que ministrou na capital gaúcha (ótima cerveja por sinal, mesmo eu não sendo um fã do estilo), recebi dois exemplares da Biertruppe, fabricados na Cervejaria Bamberg, de Votorantim (SP): a bohemian pilsner Tcheca e a barley wine maturada em barris de carvalho, VNTG nº1. A Tcheca já é velha conhecida nos bons bares do Rio de Janeiro e de São Paulo, mas que volta agora depois de um hiato na sua produção. A VNTG, por sua vez, é quase uma lenda. Produzida em 2009, ela ficou maturando em antigos barris da vinícola Salton durante 100 dias, e depois ficou esperando a liberação do Ministério da Agricultura, o que demorou para acontecer por causa do “vintage” do nome (???). Enfim, após uma romaria que incluiu e-mails, tweets e até a operação combinada com um amigo paulista que pudesse adquirir os exemplares por lá, eis que boto a mão nessas maravilhas. E elas não decepcionaram nem um pouco, correspondendo totalmente às minhas expectativas.


A Tcheca é uma cerveja translúcida, dourada e borbulhante, correspondente ao estilo. Seu creme é de ótima formação, formando uma barreira enorme, dura e cremosa, com alta duração e que deixa uma linda renda de espuma no copo até o final. O aroma é delicioso, com o lúpulo Saaz predominando e perfumando o ambiente, mas não escondendo o malte por completo. No sabor, a Tcheca continua sendo uma cerveja bem lupulada, mas com o malte abrandando um pouco o amargor, não deixando-o agressivo, mas mantendo seu protagonismo. É uma cerveja leve e refrescante, com ótima carbonatação e que deixa um after-taste amargo e de duração impressionante. Acho que fiquei com seu gosto na boca por uma boa meia hora depois da degustação! Das pilsners que provei, é certamente melhor que a Schiehallion, ficando bem perto da Wäls Pilsen, ainda insuperável pela intensidade de seu aroma. Nota 8,5/10.


Já analisar a nº1 é um desafio e tanto. Geralmente as cervejas do estilo barley wine são cervejas difíceis, complexas e de alta personalidade. Junte-se a isso 100 dias de maturação em barris de carvalho que eram usados para armazenar brandy e vinho tinto… Ela já começa impressionando com seu rótulo, criativo e coerente com a história da cerveja, num belo trabalho do André. No copo, a cerveja mostra pouca formação de espuma, mantendo uma fina e fugaz camada de creme bege acima do líquido acobreado-escuro, opaco e sem borbulhas. O aroma recheado de notas inunda o ambiente já no abrir da garrafa. Pode se identificar traços de caramelo, chocolate, café, malte tostado e defumado, rapadura e mel, além de frutas secas, passas e, por óbvio, o amadeirado alcoólico proveniente dos barris. Tudo isso costurado com um gostoso aroma floral do lúpulo (Cascade?). Na boca, ela mostra que não é uma cerveja para paladares não treinados. De altíssima personalidade, ela é licorosa, grossa e aveludada, com baixa carbonatação, doce no início, mas amarga no final, lembrando whisky e conhaque. O álcool agora aparece com maior intensidade, esquentando a boca. Seu final é amargo e doce ao mesmo tempo, duradouro e alcoólico. Pela potência das suas características, é uma cerveja com baixa drinkability, mas isso não faz com que sua degustação não seja uma experiência inesquescível. Uma cerveja que diferencia os homens dos meninos. Nota 9,0/10.

Parabéns à Biertruppe (Bier’trooper’? :D ) por essas duas excelentes cervejas! Ficamos no aguardo ansioso dos novos capítulos dessa história que já marcou época.

Novidade no mercado: Colorado Ithaca

Algumas cervejas dão muito o que falar até mesmo antes do seu lançamento. A expectativa em cima do lançamento da Colorado Black Rapadura Vintage foi frustrada pela dificuldade criada pelo Ministério da Agricultura em liberar a cerveja para o mercado. Resolvida a pendenga – causada pelo “vintage” do nome – eis que é anunciada a chegada do mais novo rótulo da cervejaria de Ribeirão Preto.

Tem umas coisas nesse país que não dá pra entender mesmo, hein? Ora, complicar com o “vintage” do nome? Mas enfim, parabéns ao pessoal da Colorado que viu que contra a burrice não existe contra-argumentação (e também à Biertruppe, que simplesmente trocou o “vintage” da sua Nº 1 pelo moderno VTNG e conseguiu a liberação para lançar em breve a sua barley wine maturada em barris de carvalho). O nome mudou, mas quem se importa?

Segue o release oficial da Colorado publicado no Brejas:

Nova cerveja chega ao mercado com novo nome

A Cervejaria Colorado, de Ribeirão Preto, coloca no mercado a nova Colorado Ithaca, legítima representante do estilo Imperial Stout, tipicamente inglês, com alto teor alcoólico mais a adição de rapadura queimada, genuinamente brasileira.

Depois de lançada há um ano, com o nome Colorado Vintage, o proprietário da cervejaria Marcelo Carneiro da Rocha foi obrigado a mudar o nome Colorado Ithaca para conseguir aprovação legal. A idéia do nome tem origem na Odisséia, de Homero. Ítaca é uma pequena ilha grega, invadida e dominada por séculos por diferentes povos. “O conceito refere-se ao período de luta que passamos com a Vintage”, explica.

Cerveja de alta fermentação, com 10,5% de teor alcoólico, a Ithaca é elaborada artesanalmente com generosas quantidades de malte e lúpulo, mais o toque da rapadura queimada. O longo período de maturação na garrafa originam uma cerveja encorpada, de cor escura, ao mesmo tempo doce e amarga. A Colorado Ithaca é uma cerveja de guarda, com elevada longevidade e interessante evolução de sabores com o decorrer do tempo, para isso deve ser mantida em local escuro e fresco.

Harmoniza com carnes de caça, queijos duros bem maturados, presunto cru e sobremesas caramelizadas, como creme brulée e pudim de leite. É aconselhável degustar um pouco fria, a uma temperatura entre 9ºC e 10ºC.

Com edição limitada – foram produzidos somente 4 mil litros – é uma cerveja para colecionadores. As garrafas serão apresentadas em embalagem especial de madeira e a venda será feita exclusivamente pela Internet através do site da Cervejaria Colorado.

Para se manter informado sobre o lançamento, envie um e-mail para colorado@cervejariacolorado.com.br e solicite o cadastramento.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Publicidade
Amigos
Arquivos
Visit Us On TwitterVisit Us On FacebookVisit Us On Google PlusVisit Us On PinterestCheck Our Feed