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Novidades na Bierland

Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima! Depois da divulgação da saída do mestre-cervejeiro Ilceu Dimer e do beer sommelier Paulo “Feijão” Bettiol, dupla que alçou a Bierland ao primeiro time da cerveja brasileira, a cervejaria catarinense não ficou chorando as pitangas e anuncia novidades.

A empresa contratou o beer sommelier Rubens Deeke, que irá trabalhar com o especialista em produção Osmar Farias e o cervejeiro Robert Manske, que já faziam parte do time da Bierland. Deeke é cervejeiro caseiro desde 2007, sendo vice-presidente e um dos fundadores da AcervA Catarinense. Além disso, é sommelier formado pela ABS e coordenador regional do curso de Sommelier de Cervejas do Instituto da Cerveja Brasil, em Santa Catarina.

“Aceitei com entusiasmo o convite de voltar para Blumenau, minha terra natal, e integrar a equipe da Bierland, uma marca que já conquistou o seu espaço entre as melhores cervejas artesanais do Brasil. Colaborar para que a cervejaria continue crescendo e evoluindo, investindo em inovações e reforçando a qualidade de seus produtos será o meu maior objetivo aqui”, comenta Deeke.

As novidades não param por aí. A cervejaria irá produzir uma Belgian Blond Ale, lançada em edição limitada. A receita da cerveja foi criada pelo cervejeiro de Florianópolis Ronaldo Dutra Ferreira e venceu o I Concurso Cervejeiro Caseiro Bierland, realizado em agosto de 2012. A nova cerveja será lançada durante o Festival Brasileiro da Cerveja, que será realizado em Blumenau/SC, no mês de março.

[Fonte: Presse]

Cervejarias brasileiras consagram-se no World Beer Awards 2012

Dessa vez foi pra arrebentar! Depois de um desempenho apenas razoável na edição do ano passado do World Beer Awards, neste ano as cervejarias brasileiras se saíram bem demais! O resultado divulgado hoje do concurso que é um dos mais importantes do cenário cervejeiro mundial, colocou duas cervejas nacionais entre as melhores do mundo.

A Bierland Vienna e a Bamberg Schwarzbier levaram os prêmios de World’s Best Amber/Vienna Lager e World’s Best Dark Lager, respectivamente! As duas também foram, automaticamente, escolhidas como as melhores das Américas em suas respectivas categorias. A Bierland também levou o prêmio de Melhor Bavarian Hefeweiss das Américas, com a sua Weizen. A Baden Baden também fez bonito na premiação, levando os prêmios de Melhor Fruit Beer das Américas com a Golden Ale e Melhor Bock das Américas com a sua Bock.

A cerveja considerada a melhor do mundo foi a americana Deschutes Red Chair NWPA. A cervejaria também levou o prêmio de World’s Best Stout & Porter com a The Abyss, além de vários outros prêmios em outras sub-categorias. A Weihenstephaner Vitus, a grande vencedora do ano passado, levou o prêmio de World’s Best Wheat Beer em 2012.

Palmas e louvores à Bierland, à Baden Baden e à Bamberg pelos prêmios recebidos. Nós, brasileiros, ficamos orgulhosos e agradecidos por mais essa conquista que prova que as cervejas especiais nacionais estão numa crescente de qualidade.

Bierland aumenta capacidade de produção

De alguns anos pra cá, a Cervejaria Bierland, de Blumenau/SC, vem galgando uma posição de destaque no cenário cervejeiro nacional. Com o incremento do seu portfolio com as cervejas Vienna, Imperial Stout, Strong Golden Ale e a novíssima Blumenau, vieram os prêmios, com destaque para a prata no European Beer Star 2011 para a Vienna, as medalhas de bronze no International Beer Challenge 2012 para a Weizen, Pale Ale, Vienna e Strong Golden Ale e a recente premiação na Copa Cervezas de América 2012, com a Weizen e Vienna levando o bronze.

Tal sucesso motivou a cervejaria a aumentar sua capacidade de produção em 30%, a fim de satisfazer a demanda crescente. A Bierland acaba de adquirir três novos tanques, aumentando a produção mensal que era de 100 mil litros para 130 mil litros. Os novos tanques são de aço inox e a fábrica opera com total controle microbiológico e alto padrão de limpeza, requisitos fundamentais para garantir a qualidade final do produto.

“Sempre buscamos investir no que há de mais modernos em equipamentos para a produção de cerveja e chope”, comenta o sócio-proprietário da Bierland, Eduardo Krueger. Os novos tanques também atenderão a necessidade de maior capacidade para produzir novas cervejas. Será que teremos novos rótulos da Bierland chegando por aí?

Bierland e Bamberg ganham medalhas no International Beer Challenge 2012

As cervejas brasileiras continuam fazendo bonito nas competições internacionais. Dessa vez, foram a Bierland (Blumenau/SC) – que nos últimos anos vem arrebanhando vários prêmios que comprovam a evolução de suas cervejas – e a Bamberg (Votorantim/SP) – cervejaria que há tempos já figura entre as mais premiadas do Brasil – que trouxeram prêmios para o país.

A cervejaria de Blumenau (SC) voltou do International Beer Challenge 2012, realizado em Londres, com quatro medalhas de bronze. As cervejas premiadas foram Weizen, Pale Ale, Vienna e Strong Golden Ale. Já a Bamberg aumentou sua sala de troféus com mais 8 prêmios: prata com as cervejas Kölsch, Helles, Maibaum e Altbier e bronze com as cervejas Camila, Camila, Schwarzbier, Rauchbier e St. Michael.

No concurso foram avaliadas 430 cervejas, provenientes de 26 países. O júri, composto por 35 integrantes, entre cervejeiros, escritores, importadores e críticos de cerveja, foi presidido por Jeff Evans, premiado crítico internacional da área. Segundo Evans o padrão de cervejas inscritas deste ano foi muito alto, deixando o corpo de jurados impressionado.

Entre os países participantes, estiveram tradicionais produtores de cerveja, como Bélgica, República Checa, Alemanha e Estados Unidos. Houve também representantes de países que estão avançando na produção, como Itália, Austrália, Nova Zelândia, Rússia e o Brasil.

“A premiação neste concurso significa mais um reconhecimento internacional do nosso produto, que agora conta com linha inteira das cervejas Bierland premiada, um fato novo no Brasil”, comenta o sócio-proprietário da Cervejaria Bierland, Eduardo Krueger. Alexandre Bazzo, cervejeiro da Bamberg, divide o prêmio com os “torcedores” da cervejaria: “Este apoio é a nossa motivação e nosso compromisso em cada vez melhorar mais nossas cervejas”.

Parabéns à Bierland e à Bamberg pelos prêmios recebidos e por continuar representando tão bem as cervejas brasileiras mundo afora!

E se as cervejarias brasileiras fossem bandas de rock?

Hoje, 13 de junho, é comemorado o Dia Mundial do Rock. (O dia certo é 13 de JULHO! Obrigado, PJ, por corrigir esse pangaré aqui, hehehehe). E o que isso tem a ver com cerveja? Tudo, ora! O rock’n'roll é a trilha oficial dos amantes da cerveja e quem discordar disso tem um problema crônico de mau gosto #prontofalei. Como o Bebendo Bem é fã inconteste de rock e cerveja, vamos fazer mais um post comemorativo juntando essas duas paixões.

No ano passado, listamos 10 cervejas produzidas em homenagem à bandas e clássicos do rock. Para não repetir a mesma fórmula tão copiada (com ou sem créditos, mas enfim…), vamos fazer uma brincadeira diferente usando a seguinte pergunta: e se as cervejarias brasileiras fossem bandas de rock?

A EISENBAHN seria o IRON MAIDEN

Essa é uma comparação feita a partir de experiências pessoais. Comecei a escutar rock aos 12 anos por causa de uma fita K7 gravada por uns amigos que já eram iniciados no assunto (e que, anos mais tarde, formariam a banda Krisiun). Nessa fitinha, os destaques eram algumas músicas do Iron Maiden, como The Number Of The Beast e Run To The Hills. Desde então, a Donzela de Ferro é parte importante na minha história musical. Estabelecendo o paralelo, foi a Eisenbahn Pale Ale que me apresentou o “caminho sem volta” das cervejas especiais. Foi ela o catalisador que me incentivou a conhecer mais do mundo cervejeiro, o que acabou resultando na criação desse blog. Posso não escutar mais tanto o Iron como em anos anteriores, bem como posso não beber mais Eisenbahns como antes, mas ainda tenho o mais profundo respeito e admiração por eles pelo trabalho de qualidade realizado ao longo dos anos e por fazerem parte da minha história pessoal.


A COLORADO seria o RAIMUNDOS

A cervejaria de Ribeirão Preto tem como filosofia sempre introduzir ingredientes tipicamente brasileiros nas suas receitas. O Raimundos também se notabilizou por misturar o punk com ritmos brasileiros. Como aconteceu com a Colorado, a mistura foi sucesso de crítica e de público. A conversão do vocalista Rodolfo à religião fez com que a banda acabasse (ou você considera o tempo em que o Tico Santa Cruz esteve na banda?). Torçamos para que ninguém lá na Colorado siga o mesmo destino cristão…


A CORUJA seria a GRAFORRÉIA XILARMÔNICA

A comparação entre a cervejaria e a banda fica mais clara para quem mora em Porto Alegre. A Coruja foi uma das primeiras cervejas artesanais a fazer sucesso nos bares boêmios da Cidade Baixa e do Bonfim. Além disso, está intimamente ligada à cena cultural da capital gaúcha, sempre incentivando as produções artísticas da cidade. Tudo isso me faz pensar em uma música apenas: Amigo Punk, o clássico da banda gaúcha, o hino de 11 entre 10 portoalegrenses. E ainda tem gente que tem o peito de dizer que a Coruja é catarinense…


A BODEBROWN seria o PRIMUS

O ar de Chapeleiro Louco combina tanto com o Samuel Cavalcanti quanto pro Les Claypool. O baluarte da revolucion cervejeira no Brasil carrega nas suas cervejas a ousadia de quem quer ver algo diferente sendo feito. Tal qual a banda de San Francisco, essa ousadia gera originalidade. O grande público pode até torcer o nariz para as cervejas da Bodebrown e para o som do Primus, mas os especialistas do assunto atestam a qualidade da banda e da cervejaria.


A ABADESSA seria o RAMMSTEIN

Quem conhece o mestre Herbert Schumacher e as cervejas da Abadessa sabe que eles estão impregnados da cultura alemã. Schumacher e suas cervejas são representantes diretos da tradição cervejeira alemã no Brasil e se orgulham disso. Com toda essa aura germânica no ar, difícil não se lembrar do Rammstein, banda de Berlim que faz sucesso no mundo inteiro sem deixar de lado o orgulho de cantar no seu próprio idioma. Tá bem que as cervejas da Abadessa, na proporção, são bem mais leves que o som do Rammstein, mas até que dá pra imaginar uma harmonizasom (a/c Clubier) de Du Hast com um mass de Abadessa Helles na mão, nao dá?


A WÄLS seria o ARCADE FIRE

A banda canadense vem deleitando os ouvidos de quem gosta de rock de qualidade, com inovação e competência musical. Tanto é assim que nomes como David Bowie e Bruce Springsteen já fizeram elogios rasgados ao Arcade Fire, uma das boas revelações musicais dos últimos anos. Assim como eles, a Wäls também está abrindo caminho no cenário cervejeiro nacional com a qualidade de suas cervejas. A similaridade entre a os canadenses e os mineiros também pode ser vista nos prêmios de Cervejaria do Ano na South Beer Cup de 2012 e no Grammy de Álbum do Ano de 2011, pelo disco The Suburbs. Para muitos, os prêmios podem até serem considerados uma surpresa, mas quem acompanha a história da banda e da cervejaria sabe que eles foram mais que merecidos.


A SEASONS seria o SOUNDGARDEN

A cabeça por trás da Green Cow é um fã confesso do movimento grunge. O cabelo comprido, o goatee e as indefectíveis camisas xadrez são marcas registradas de Leonardo Sewald. Além disso, o próprio nome da cervejaria também é uma homenagem ao movimento de Seattle: Seasons é o nome de uma música da carreira solo de Chris Cornell, vocalista do Soundgarden. Mas não é só isso que motivou a referência à banda. Por mais óbvio que pudesse ser a comparação com o Pearl Jam – principalmente por Sewald se notabilizar por ser um ótimo emulador de Eddie Vedder nas performances da Banda dos Cervejeiros – as cervejas da Seasons são conhecidas pela alta lupulagem, o que remete ao som do Soundgarden, talvez a banda mais pesada do movimento grunge.


A WAY seria o THE KILLERS

A cervejaria paranaense é conhecida pela modernidade na sua apresentação visual e pela qualidade de suas cervejas. No entanto, pode se dizer que elas são reinvenções de estilos já bem conhecidos, com um toque de originalidade. Assim como o The Killers, que faz bastante sucesso com um pop rock com inspirações oitentistas que não traz nada de novo, mas que, paradoxalmente, tem uma cara própria e com muita qualidade. Assim como quem provou as cervejas da Way, quem escutou Mr. Brightside do Killers pela primeira vez pensou: “esses caras vão ser grandes”.


A BAMBERG seria o AC/DC

A cervejaria de Votorantim tem várias semelhanças com a banda australiana. A primeira é a consistência de seu portfolio que, se não prima pela ousadia, é certeza de qualidade e correção. Tal como os discos do AC/DC, que são sempre “mais do mesmo”, mas com muita competência. Outra similaridade são os fãs pra lá de fiéis. A qualquer novo lançamento, seja da banda, seja da cervejaria, o sucesso de público é garantido. Por fim, a fidelidade à proposta inicial. A Bamberg, desde o seu início, declarou-se seguidora da Lei da Pureza alemã e se propôs a reproduzir estilos da escola germânica, bem como o AC/DC, que faz rock puro e genuíno, sem desvios e sem firulas.


A BIERLAND seria o BLACK KEYS

Assim como a banda, a Bierland já era bem conceituada. Mas, nos últimos anos, os dois tiveram um salto tremendo de qualidade e de popularidade. O Black Keys conheceu o sucesso de público com os discos Brothers (2010) e El Camino (2011), o 6º e o 7º da carreira, respectivamente. Já a cervejaria de Blumenau começou a ter o reconhecimento da crítica com os lançamentos da Vienna, da Imperial Stout e da Strong Golden Ale, em 2011. Os novos rótulos já ganharam vários prêmios internacionais, algo inédito na história da cervejaria até então, enquanto El Camino chegou ao 2º lugar na parada da Billboard.


A FALKE seria o QUEEN

A cervejaria mineira é, sem dúvida, uma das mais importantes e respeitadas do Brasil. Muito disso se deve à figura de Marco Falcone, um dos líderes do movimento cervejeiro que desponta no país. A paixão de Falcone pela cerveja, bem como o seu companheirismo e sua humildade, fazem com que ele seja uma das raras unanimidades do meio cervejeiro. O Queen tem várias semelhanças com a Falke. A banda também tinha um frontman carismático e foi importantíssima no rock mundial na sua época. A versatilidade estílística é outro aspecto em comum. Enquanto a Falke tem em seu portfolio representantes de todas as grandes escolas cervejeiras mundiais, o Queen também circulou entre vários estilos musicais como o funk, o techno, o rockabilly, o heavy metal e o pop. Pode até ter alguém que não goste das cervejas da Falke ou das canções do Queen, mas ninguém duvida do talento e do carisma de Freddie e Falcone.


A BADEN BADEN seria o U2

A Baden Baden se apresenta no mercado como sendo uma cerveja gourmet. O próprio nome já dá uma aura de qualidade aos seus produtos. Todavia, apesar de ter ótimas cervejas no portfolio, o mesmo é inconsistente, com alguns rótulos nem tão bons assim. Algo como o U2, que por mais que seja considerada uma das grandes bandas da história do rock, ao longo da carreira alternou bons e maus discos. Mesmo assim, o saldo da Baden e da banda irlandesa é positivo, merecendo o respeito e a admiração de seus fãs.


A AMBEV seria o COLDPLAY

É inegável o apelo comercial do Coldplay. As canções pop da banda de Chris Martin caem facilmente no agrado do grande público. Com melodias simples feitas na medida para atingir o sucesso certeiro, os ingleses tem fãs no mundo inteiro, de todos os tipos. As cervejas da Ambev também tem esse talento. Por mais que a crítica especializada torça o nariz para elas, a massa não está nem aí e enche os cofres da empresa garantindo vendas astronômicas. Há quem diga que as cervejas da Ambev estão para as cervejas assim como o rock do Coldplay está para o rock, mas a verdade é que, tanto a gigante cervejeira, quanto a banda do marido da Gwyneth, não estão nem aí para seus detratores…


Gostou da lista? Faltou alguém? Deixe suas sugestões e críticas nos comentários.

 

Cervejarias brasileiras têm excelente desempenho no Australian International Beer Awards 2012

Depois do fraco desempenho na World Beer Cup 2012, as cervejarias brasileiras deram a volta por cima e fizeram bonito no Australian International Beer Awards 2012. As cervejarias Bamberg, Bierland, Devassa, Eisenbahn, Bodebrown e Baden Baden trouxeram 17 medalhas para o Brasil, concorrendo com mais de 1.300 cervejas de 41 países. Segue a lista detalhada das cervejas premiadas:

  • Baden Baden Stout (bronze na categoria Best Stout – Dry Packaged)
  • Baden Baden Weiss (bronze na categoria Best Wheat Beer – German Style Hefe Packaged)
  • Bamberg Altbier (bronze na categoria Best European Style Ale – Altbier Packaged)
  • Bamberg Munchen (bronze na categoria Other Best European Style Lager – Other European Lager Packaged)
  • Bamberg Pilsen (prata na categoria Best International Lager – American Style Lager Packaged)
  • Bamberg Rauchbier (prata na categoria Best Speciality Beer – Smoked Packaged)
  • Bamberg Schwarzbier (bronze na categoria Best Amber/Dark Lager – German Style Schwarzbier Packaged)
  • Bamberg St. Michael (prata na categoria Best Speciality Beer – Wood Aged Packaged)
  • Bierland Imperial Stout (prata na categoria Best Stout – Imperial Packaged)
  • Bierland Pilsen (prata na categoria Best International Lager – American Style Lager Packaged)
  • Bierland Pale Ale (prata na categoria Best International Pale Ale – British Style Packaged)
  • Bierland Vienna (bronze na categoria Best European Style Lager – Vienna Packaged)
  • Bodebrown Montfort Tripel (prata na categoria Best Belgian & French Style Ale – Abbey Tripel Packaged)
  • Bodebrown Wee Heavy (prata na categoria Best British Style Ale – Other Packaged)
  • Devassa Bem Loura (prata na categoria Best International Lager – American Style Lager Packaged)
  • Eisenbahn Dunkel (bronze na categoria Best Amber/Dark Lager – German Style Schwarzbier)
  • Eisenbahn Lust (prata na categoria Best Belgian & French Style Ale – Other Packaged)
(Veja todos os vencedores aqui)

O destaque vai para a Bodebrown, que além das medalhas recebidas, levou pra casa o troféu de Best New Exibitor. Também merece menção o ótimo desempenho da Bierland Imperial Stout numa das categorias mais disputadas da competição. A stout brasileira ficou à frente de cervejas incensadas como a Mikkeller Black, a Nøgne Ø Imperial Stout e a Rogue Russian Imperial Stout. Esse resultado, somado às outras medalhas recebidas, consolidam de vez a Bierland como uma das grandes cervejarias do Brasil, demonstrando que a parceria da cervejaria catarinense com o sommelier Paulo Bettiol está dando certo.

Parabéns a todas as cervejarias premiadas! Reconhecimentos como esse são grandes motivos para comemorarmos o crescimento da qualidade da produção nacional. Por isso, no dia 05 de junho, vamos celebrar o Dia da Cerveja Brasileira! Acesse a fanpage oficial do evento e saiba como participar.

Festival Brasileiro da Cerveja: eu fui!

O Festival Brasileiro da Cerveja que rolou em Blumenau na última semana, possivelmente seja o maior evento brasileiro de cervejas. O que já era grande nos últimos anos, ficou ainda maior em mais importante com a realização simultânea da South Beer Cup. Tive o prazer de prestigiar o último dia do Festival e contarei um pouco do que vi por lá pra vocês.

Maurício Beltramelli

O sábado começou pra mim com a palestra do Maurício Beltramelli falando sobre “A Força da Internet na divulgação das cervejas especiais”. Maurício contou um pouco da história do Brejas, mostrando números impressionantes da audiência do site. Também mostrou que o investimento numa boa comunicação na internet é a opção mais efetiva – senão a única, visto os valores que envolvem outros tipos de publicidade – para as pequenas cervejarias divulgarem seu produto. Com muito bom humor e simpatia, Maurício deu alguns exemplos interessantes de como as cervejarias podem engajar e arregimentar mais consumidores. Uma pena que apenas dois empresários do ramo estavam presentes na platéia, já que o assunto era de extrema importância para as cervejarias.

Mesa diretora da 1ª Convenção dos Blogueiros Brasileiros de Cerveja. Foto: Tarcísio Vascão

Depois de uma correria de volta para o hotel, banho e volta para a Vila Germânica, cheguei em cima da hora para participar da mesa diretora da 1ª Convenção Nacional dos Blogueiros de Cerveja. Pessoalmente, foi o momento mais importante do Festival. Além de poder conhecer ao vivo pessoas que eram até então amigos apenas virtuais, a Convenção deixou nos presentes uma sensação de que os blogueiros estão comprometidos com um projeto em comum, visando a nossa inserção definitiva como um player fundamental no mercado de cervejas no Brasil. Aguardem que o ano promete grandes novidades!

Acompanhado dos amigos Fabrício (Drinkability), Bernardo (Homini Lúpulo), Tiago e José Felipe (Wäls)

Depois de um rápido almoço com o Rafael, do Have a Nice Beer, adentramos o pavilhão que abrigava o Festival. Era uma grande festa, com um público gigantesco que quase lotava o enorme pavilhão. Stands de cervejarias, homebrewers e empresas do setor cervejeiro atendiam as pessoas ávidas por cerveja de qualidade e informação. Alguns, como os da Seasons, Bodebrown, Way, Wäls e, principalmente, o da Duff, estavam tão cheios que era difícil conseguir ser atendido. Outro destaque foi o stand da Tarantino, pela variedade de chopes importados, souvenirs e o desafio Faxe, que consistia em ver quem derrubava um mass da cerveja alemã num só gole. Como não poderia deixar de ser, houveram alguns problemas naturais para um evento desse tamanho, mas no geral, a organização deu um show. Foi a oportunidade de brindar e abraçar amigos que não via há muito tempo e conhecer outros tantos. Nessa hora, a Banda dos Cervejeiros animava a festa, botando todo mundo a beber e dançar ao ritmo do bom e velho rock’n'roll.

No intervalo do show, aconteceu a premiação dos vencedores da South Beer Cup. As cervejarias brasileiras fizeram bonito nessa edição. Opa (Göttlich Divina), Bierhoff, Way, Seasons, Bierland, Klein, Mistura Clássica, Falke, Zehn, Bamberg, Eisenbahn, Bierbaum, Karavelle, Das Bier, Colorado, Bodebrown, Backer e Wensky levaram medalhas e menções honrosas (confira todos os vencedores aqui), mas a maior vencedora da noite foi a Wäls, ganhadora do ouro nas categorias Pilsner (Wäls Pilsen), Imperial Stout (Wäls Petroleum) e Special PMC (Wäls Brut), além do prêmio de Cervejaria do Ano. Parabéns a todos os medalhistas e especialmente à Wäls, que tem feito um trabalho de muita qualidade nos últimos anos, sem se acomodar com o já grande sucesso.

Anúncio dos vencedores da South Beer Cup 2012

Em relação à cerimônia de premiação, o único problema foi a falta de um protocolo na apresentação. Apesar do entusiasmo do organizador Martin Boan em apresentar os vencedores, os presentes tiveram dificuldade de entender quem eram os vencedores e as categorias. Houve até uma confusão constrangedora na hora de premiar a Bierbaum na categoria Dunkel, que foi confundida com a Bierland na hora do anúncio. Um concurso que é considerado a “Copa América das Cervejas” deveria ter uma apresentação à altura de sua importância. Fica a dica para as próximas edições.

Outro fato constrangedor foi a premiação da Bierland na categoria Red Ale. É sabido que a cervejaria de Blumenau não possui nenhum exemplar do estilo em seu portfolio. Respondendo os questionamentos feitos no Twitter sobre o assunto, o sommelier da cervejaria, Paulo Bettiol, explicou que a Bierland Vienna foi inscrita na categoria Red/Amber Lager e por uma confusão do concurso, acabou sendo julgada como uma Red Ale. Apesar da inquestionável qualidade já comprovada da Bierland Vienna, a pergunta que não quer calar é como uma cerveja completamente fora do estilo é julgada e premiada? Os jurados não notaram a diferença? Estamos na espera de um comunicado oficial da organização do Concurso à respeito do assunto.

Enfim, foi um dia inesquescível que, como todos os dias assim, passou rápido demais. Só não foi perfeito devido à um incidente lamentável que aconteceu comigo no final da noite, envolvendo pessoas do mais baixo nível. Infelizmente este tipo de gente sempre existe em qualquer meio, mesmo no cervejeiro, cuja grande maioria é composto de gente legal, humilde e simpática. Porêm, o saldo foi extremamente positivo: grandes cervejas, grandes amigos e grande festa. Deixo um lembrete para mim mesmo e pra quem quiser ir à festa do ano que vem, que ocorrerá dos dias 20 a 23 de março: um dia é muito pouco!

2011: Um ano cervejeiro

bira2012 Seria clichê demais falar que 2011 passou voando. Da mesma forma, também seria lugar comum dizer que 2011 foi um grande ano para a cerveja brasileira. Todavia, as duas afirmações são a mais pura verdade. O ano que passou marcou a consolidação da popularização das cervejas especiais no Brasil. As sementes plantadas em 2009 e 2010 deram ótimos frutos, com grandes eventos cervejeiros, discussões acirradas em torno do mercado, levas de beer sommeliers formados e já trabalhando na área, diversos prêmios internacionais, a formação dos primeiros juízes BJCP do Brasil, cervejarias novas abrindo e as antigas aumentando consideravelmente seu portfolio, zilhões de e-commerces cervejeiros inaugurando, blogs de cerveja se fortalecendo… Para celebrar esse grande ano, vamos tentar relembrar um pouco do que aconteceu de mais marcante em 2011.

Os eventos cervejeiros tiveram destaque em 2011. Fica difícil dizer qual foi o principal, mas os mais importantes foram, sem dúvida, o VI Encontro Nacional das Cervejas Artesanais, em junho, a Brasil Brau 2011, em julho, o Beer Experience, em agosto, e o Festival Brasileiro da Cerveja, em novembro. Todos eles foram sucesso de público, com a participação maciça das cervejarias que abrilhantaram os eventos com novidades especiais. Cervejas como a Vivre Pour Vivre, da Falke, a Grâo-Pará (em breve, Bertho), da Colorado, a Strong Golden Ale, da Bierland e a 8S, colaborativa da Way/Bodebrown/Coruja/BrewDog/Wäls debutaram no mercado nesses eventos, tendo o retorno do seu público-alvo in loco. Todo esse sucesso já reflete em 2012, com a realização da South Beer Cup juntamente com a próxima edição do Festival Brasileiro da Cerveja, no próximo mês de março.

As cervejarias também fizeram bonito em 2011. Com a crescente demanda do público ávido por novidades, várias cervejarias aumentaram as opções de seus portfolios. A catarinense Bierland lançou 3 novos rótulos neste ano – Vienna, Imperial Stout e Strong Golden Ale – frutos da parceria com o beer sommelier Paulo “Feijão” Bettiol, e se consolidou como uma das empresas mais importantes do setor no Brasil. Tal iniciativa foi reconhecida com 5 prêmios internacionais recebidos neste ano. A mineira Falke também aumentou consideravelmente seu portfolio com o lançamento da weizen Estrada Real, da dry stout Villa Rica e da pilsen Diamantina, bem como a Vivre Pour Vivre, cerveja que deu muito o que falar em 2011, seja pelo altíssimo preço, seja pela ousadia em tentar recriar um estilo até então inédito no Brasil. A paulista Bamberg também agitou o mercado com o lançamento da bohemian pilsner Camila, Camila, da oktoberfest Die Wiesn e da ESB feita em parceria com o vencedor do I Concurso Paulista de Cerveja Caseira, Guilherme de Santi. Mas pelo que o Alexandre Bazzo tem dito no seu twitter, as novidades não vão parar em 2012. Estamos esperando!

E por falar na Bamberg, a cervejaria seguiu sua senda de prêmios internacionais. Em 2011 foram 13 medalhas, sendo que destes, um ouro para a Weizen na Copa Cervezas de America! A Eisenbahn veio logo atrás no número de prêmios, com 9, com destaque para os 3 prêmios recebidos no World Beer Awards 2011 pela Rauchbier, Pale Ale e Weizenbier, evento que também premiou a Baden Baden Bock como a melhor da sua categoria. Outros grandes destaques em se falando de prêmios internacionais foram o ouro conquistado pela Wee Heavy, da paranaense Bodebrown, no Mondial de La Bière, no Canadá e os já mencionados prêmios recebidos pela Bierland, com ênfase na prata recebida pela sua Vienna no European Beer Star. Esses prêmios atestam a qualidade e a evolução das cervejas brasileiras e devem servir de incentivo para as outras cervejarias aprimorarem ainda mais os seus produtos.

Se 2010 foi o ano em que os primeiros beer sommeliers brasileiros se formaram, o ano de 2011 ficou marcado pela formação dos primeiros juízes BJCP do Brasil. Apesar da discussão criada entre as duas funções, o fato é que os dois são extremamente importantes no contexto cervejeiro, cada um nas suas atribuições. Esperamos que em 2012 tanto os beer sommeliers, quanto os juízes BJCP, tenham bastante trabalho e nos passem o conhecimento intrínseco do título que ostentam, com profissionalismo e competência.

Não dá pra falar em 2011 sem lembrar da mobilização que ocorreu para a inclusão das cervejas brasileiras no projeto de lei do Supersimples. Blogueiros, empresários do ramo cervejeiro, beer sommeliers, integrantes das Acervas… todos se uniram em torno desse objetivo. O que começou com a Carta de Florianópolis, culminou com um jantar na residência do Presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), onde as cervejas artesanais e a cultura cervejeira em geral foram apresentadas aos parlamentares. Ficou claro que ainda falta uma união formal das microcervejarias para defender politicamente seus interesses, mas o saldo da mobilização foi positivo. Nada foi decidido ainda, mas os dados foram lançados. Ficamos na torcida para que em 2012, os nossos congressistas reduzam a aviltante carga tributária incidente nas cervejas brasileiras.

As redes sociais também foram invadidas pelas cervejas em 2011. Um fato marcante foi a iniciativa da #cervejadeverdade. Capitaneada pelos Blogueiros Brasileiros de Cerveja, a mobilização que ocorreu no dia 6 de maio agitou o twitter e alçou a hashtag ao topo dos trending topics nacional, fazendo com que muitos internautas que não conheciam outro tipo de cerveja senão as mais conhecidas abrissem seus horizontes para o vasto mundo de opções cervejeiras que existem no mercado. Como toda iniciativa de destaque, ela não agradou gregos e troianos, mas serviu para “marcar território” e mostrou a força que os blogs cervejeiros tem no contexto das cervejas especiais. Por falar em blogs, 2011 marcou também o crescimento da blogosfera cervejeira, tanto em número (atualmente, somos mais de 190), quanto no crescimento de alguns, como o Homini Lúpulo – que se tornou um portal – e do Goronah – que recebeu uma repaginada, ficando mais profissional – , por exemplo. O Bebendo Bem também registrou um crescimento em relação à 2010, com a audiência aumentando em 60% e com o fechamento da primeira parceria comercial da sua história. O Brejas também foi destaque em 2011, pelas informações em primeira mão e, principalmente, por suscitar discussões pertinentes ao cenário cervejeiro. Entretanto, mesmo que pontualmente alguns blogs tenham tido maior visibilidade, a nuvem de conhecimento e informação gerada por todos os blogueiros contribui para o crescimento da cultura cervejeira no Brasil, algo necessário se quisermos que a cerveja especial seja uma realidade no nosso país.

Certamente muita coisa ficou de fora dessa retrospectiva, mas acredito que esses foram os fatos mais emblemáticos do ano que termina (e os que eu consegui salvar na minha memória recente :D ). Os comentários estão abertos a quem quiser complementar o post. Para 2012 fica o meu desejo de união, fortalecimento, harmonia, crítica construtiva e aumento constante da qualidade de tudo que se relaciona com as cervejas no Brasil. O caminho está trilhado, só basta segui-lo sem se perder.

Feliz 2012!!!

Nova cerveja no mercado: Bierland Strong Golden Ale

O terceiro lançamento da Cervejaria Bierland em 2011 está chegando às prateleiras de supermercados, lojas especializadas, bares e restaurantes do Sul e Sudeste do Brasil. Trata-se da Strong Golden Ale, uma cerveja rica e complexa. “Além da primeira  fermentação nos tanques da cervejaria, ela passa por uma segunda fermentação na garrafa. Para tanto, deixamos a bebida repousar por alguns meses antes de chegar ao mercado”, explica o sommelier de cerveja da Bierland, Paulo Bettiol.

Além da Strong Golden Ale, a Bierland lançou neste ano outros dois estilos de cervejas premium: Vienna e Imperial Stout. Também tem se destacado na participação em feiras importantes como a Super Rio Expofood e a Exposuper e recebido premiações internacionais, a exemplo do Australian International Beer Awards 2011.

Inaugurada em 2003, a Bierland produz os chopes artesanais: Pale Ale, Bock, Pilsen e Weizen. Também produz cervejas em garrafa nestes quatro estilos, mais as recém-lançadas Vienna, Imperial Stout e Strong Golden Ale. Um dos diferenciais é que as cervejas da Bierland não contêm componentes químicos como estabilizantes, antioxidantes ou corantes, ao contrário de outras cervejas, que utilizam esses ingredientes para aumentar o prazo de validade. “Nosso sabor é preservado ao máximo e de forma natural”, observa um dos sócios da cervejaria, Eduardo Krueger.

Sobre a Bierland Strong Golden Ale

Cerveja com coloração cobre avermelhada, ao servir pode-se perceber boa formação de espuma. Possui aroma levemente adocicado proveniente dos maltes, frutado, nuances condimentadas e notas do álcool. No palato traz médio a alto corpo, apresenta boa presença de malte, apresentando agradável dulçor. O lúpulo aparece equilibrando e agregando notas condimentadas ao paladar. Frutas vermelhas se destacam – cereja e amora – acompanhadas de breve aquecimento alcoólico.  A harmonização pode ser feita com frutos do mar, risotos e queijos como gorgonzola e roquefort.

Tive a oportunidade de provar a Strong Golden Ale da Bierland na Brasil Brau e confirmo: trata-se de uma ótima cerveja, certamente a melhor do portfolio da cervejaria catarinense. Além da qualidade do líquido, ela vem acondicionada em uma das melhores apresentações nacionais, em garrafa rolhada cujo rótulo classudo dá um charme a mais na cerveja. Ficamos no aguardo dessa belezinha nas prateleiras.

(fonte: Presse Comunicação)

Como foi a Brasil Brau 2011

A Brasil Brau, maior feira do setor cervejeiro da América Latina, foi um evento realmente ímpar! Não bastasse todas as oportunidades de negócios, as novidades da tecnologia cervejeira, as palestras de altíssimo nível sobre os assuntos que permeiam o cenário cervejeiro e, é claro, as excelentes cervejas servidas em profusão no Transamerica Expo Center, a Brasil Brau 2011 ficou marcada pelas PESSOAS.

Quando cheguei no evento, na terça-feira, dia 05 de julho, não tinha a menor noção do que iria encontrar. Aliás, a cidade de São Paulo sempre tinha me dado essa sensação que, confesso, não me agrada. Antes mesmo de chegar na feira, São Paulo já me pregou uma peça. Segundo me disse o cobrador do ônibus Terminal Santo Amaro, se eu descesse em uma determinada parada, eu estaria perto do Transamerica. Só que o “perto” do camarada era quase 1,5km!

Depois de uma bela caminhada, cheguei esbaforido no lugar. Já de cara fui recebido com um crachá e um copo. Os estandes localizados na entrada me mostravam que a coisa era profissional! Maltarias, empresas exportadoras de lúpulo, engarrafadoras, metalúrgicas, gente falando em outros idiomas… Tudo parecia sério demais naquela área do tapete vermelho.

Eis que depois de algumas voltas, chego ao fundo do salão, no indefectível tapete azul da área das cervejarias. Começara então, definitivamente, a Brasil Brau. Além das ótimas cervejas servidas nos estandes (algumas nem tão ótimas assim, mas faz parte), era um prazer ir encontrando aos poucos aqueles amigos “digitais” que nunca tinha visto em carne e osso. A gauchada de fé também estava lá, para mostrar que não estávamos tão longe de casa assim. Daí em diante, foram três dias de muitos papos, muitas risadas e algumas situações engraçadíssimas, como a carona que eu e o Patrick Stephanou pegamos com o paulista mais maluco da história.

Sobre as cervejas, tive gratas surpresas. Tive a oportunidade de provar a Colorado Grão-Pará, que mesmo sendo uma ótima cerveja, tem potencial pra ficar ainda melhor. As novas cervejas da Falke Bier também me deixaram com uma boa impressão, principalmente a Diamantina, uma pilsen deliciosa, mas não consegui provar a Vivre Pour Vivre, infelizmente. Estavam presentes também as cervejas da Amazon Beer, de Belém do Pará. Provei a Forest e a Bacuri, duas cervejas extremamente leves, refrescantes e com um sabor peculiar. Experimentei também a Strong Golden Ale, da Bierland, mais um ótimo rótulo da cervejaria catarinense. Mas a cerveja que mais me marcou, sem dúvida nenhuma, foi a já aclamada Petroleum, da Dum Cervejaria, de Curitiba. Um equilíbrio impressionante com uma intensidade surpreendente!

Mas como eu disse antes, o melhor da feira mesmo foram as pessoas. Mais uma vez, comprovei que o povo que forma o cenário cervejeiro do Brasil se caracteriza pela simpatia e pela simplicidade. A impressão que dava era que todo mundo se conhecia há anos, mesmo que fosse o primeiro encontro. Foi muito bacana ter meu trabalho reconhecido por tanta gente que eu nem imaginava que conhecia o Bebendo Bem. Entre tantos elogios, um deles me marcou bastante: “você tem c* pra falar as coisas”. Valeu, Rafael! :D

Além da feira propriamente dita, a Brasil Brau tinha sua prorrogação nos ótimos bares cervejeiros da capital paulista. Ciceroneado pelos amigos paulistas, eu visitei o Melograno, o Empório Alto dos Pinheiros e o Bierboxx. Cada um com um appeal diferente, mas todos excelentes nas suas respectivas propostas. Infelizmente, os muito elogiados Frangó e Cervejaria Nacional tiveram que ficar pra próxima viagem.

Enfim, foram três dias tão incríveis que fica quase impossível tentar descrever em detalhes tudo o que rolou. Mais impossível ainda deixar um abraço apertado em todos os amigos feitos por lá. Queria citar todo mundo nesse texto, mas tenho medo de injustamente esquecer alguém. Por isso, então, considerem-se todos abraçados. Vocês sabem quem são… Um cumprimento especial à Fagga Eventos e a Cobracem, pela organização e pelo sucesso do evento. Aproveitando a oportunidade, me junto ao apelo do Brejas: Brasil Brau 2012!!!

Pra ter mais uma ideia do que foi a Brasil Brau 2011, veja o nosso álbum de fotos no Facebook e a ótima matéria da TV UOL sobre a feira.

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