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AmBev patrocinará o #cervejadeverdade 2013

A ação #cervejadeverdade, promovida pelo BBC – Blogueiros Brasileiros de Cerveja que acontece desde 2011 no início de maio, tem como objetivo mostrar ao público das redes sociais a diversidade das cervejas produzidas no mundo e sua extensa gama de aromas e sabores. Sucesso absoluto desde a sua primeira edição, a ação contará com um reforço de peso na sua versão 2013.

A AmBev, maior fabricante de cervejas do mundo, fechou um acordo com o coletivo de blogueiros de cerveja para ser o patrocinador exclusivo do #cervejadeverdade 2013. Numa reunião ocorrida em pleno domingo de Páscoa na ilha particular do principal acionista da empresa, Jorge Paulo Lemann – com a presença do próprio e da diretoria do BBC – a diretoria da empresa mostrou seu entusiasmo em participar de uma ação tão importante para o desenvolvimento da cultura cervejeira no Brasil. A iniciativa de apoiar o #cervejadeverdade faz parte de uma campanha de aproximação da empresa com o segmento de cervejas especiais, já demonstrada durante o Festival Brasileiro de Cerveja, em que os stands da Stella Artois e da Antarctica Sub Zero foram alguns dos mais visitados do evento.

“Eu sou fã dos blogs brasileiros de cerveja. Não passo um dia sem ler o Bernardo (Homini Lúpulo), o Nicholas (Goronah) e o Raphael (All Beers). Eles sempre me mantém informado sobre o que está acontecendo e, indiretamente, acabam por influenciar nas decisões empresariais que tomo todos os dias”, disse Lemann.

Sabendo que os blogueiros de cerveja não são lá muito fãs das cervejas da empresa, Lemann anunciou na reunião um incentivo financeiro para todos que aderirem à campanha. Além de um patrocínio de R$ 5.000 para cada um dos integrantes do BBC, a cada tweet usando a hashtag #cervejadeverdade, acompanhado do nome de uma cerveja da AmBev, o blogueiro ganhará R$ 10,00 e uma garrafa do novo lançamento da Skol que será anunciado durante a ação.

O Bebendo Bem comemora a notícia e agradece à AmBev por apoiar essa ação que muito faz pela cultura cervejeira no Brasil. Não poderíamos esperar nada diferente de uma empresa tão comprometida com a qualidade e com a divulgação da boa cerveja, marcas registradas da atuação da corporação em todos seus mercados. Bem-vinda, AmBev!

Uma visita ao Centro de Experiência Cervejeira da Bohemia

O prédio da Cervejaria Bohemia, em Petrópolis/RJ data de 1853 e é um dos mais antigos patrimônios cervejeiros do Brasil. A unidade de 7 mil metros quadrados recebeu um investimento de R$ 65 milhões da AmBev, juntamente com o Governo do Estado do RJ e com a Prefeitura de Petrópolis, e foi transformado num complexo de entretenimento que comporta um museu, uma cervejaria e um centro de pesquisa e desenvolvimento. A reforma transformou a histórica unidade fabril no Centro de Experiência Cervejeira da Bohemia.

Na última sexta-feira, 17 de agosto, viajei à Petrópolis a convite da AmBev, controladora da marca Bohemia, para conhecer o empreendimento. Confesso que fiquei receoso em aceitar o convite, já que as cervejas produzidas pela empresa aqui no Brasil não são bem o foco desse site – e são execradas por muitos dos leitores do Bebendo Bem, assim como as suas práticas comerciais. Entretanto, despido de preconceitos, resolvi aceitar conhecer esse empreendimento.

Devo dizer que fiz bem. O complexo é uma atração que deve fazer parte do roteiro turístico de todo amante das cervejas. Tecnologia, informação e interatividade são as palavras que melhor descrevem o que é a experiência interessantíssima de fazer esse passeio. Nota-se os mais de 20 ambientes foram pensados nos mínimos detalhes a fim de fazer com que o visitante, leigo ou já iniciado nos conhecimentos cervejeiros, não fique entediado como poderia acontecer em algum museu comum. A cada etapa do roteiro, surpresas vão ocorrendo, fazendo com que o tempo passe mais rápido.

A aventura começa na Saga da Cerveja, uma timeline que conta como a bebida foi descoberta e sua evolução através dos tempos, desde os seus primórdios até os dias de hoje. Com a ajuda de videos e telas interativas, o visitante começa um passeio por todas as épocas e aprende como a cerveja foi mudando e se aperfeiçoando. O ápice dessa fase do passeio são as telas que citam exemplares de cerveja do mundo inteiro, estilos de cervejas e que contam a história da bebida no Brasil, onde saltam aos olhos menções à varias cervejarias concorrentes da AmBev, como Eisenbahn, Colorado, Bamberg, Baden Baden, entre outras. Cabe aqui dizer que isso me surpreendeu positivamente, numa atitude simpática de uma empresa que se notabilizou por, historicamente, enxergar os concorrentes como inimigos.

Depois de uma pequena pausa na Praça Koblenz – uma homenagem da Bohemia à sua cidade-natal – seguimos o passeio para a parte mais técnica da jornada, adentrando a Sala do Mestre. Aqui, a história da Bohemia é contada de uma forma mais específica, com fotos e objetos de época e a projeção de um video contando o surgimento da empresa em 1853 até os dias atuais. Na sequência, o visitante tem contato com os Ingredientes básicos da cerveja – água, malte, lúpulo e fermento – para desembocar na linda sala de brassagem, com suas antigas panelas de cobre.

Saíndo da fase da Alquimia, chegamos ao entretenimento propriamente dito, o Ritual. Entre algumas degustações da Bohemia Pilsen e da Confraria, passamos por um cineminha 4D bastante divertido e uma sala que mais parece um “fliperama cervejeiro”, com diversos jogos e ferramentas de interatividade que você pode compartilhar por e-mail e nas suas redes sociais usando uma pulseirinha fornecida no início do passeio. Na saída, podemos ver a cervejaria de verdade, onde são produzidas as cervejas da linha especial da Bohemia, como a Escura, a Confraria e a Weiss. Para descansar, o complexo ainda conta com um bar e uma lojinha, onde você pode adquirir alguns souvenirs e tomar uma cerveja repercutindo a experiência num agradável happy-hour.

Enfim, um passeio interessantíssimo que, além de divertido, é uma fonte de conhecimento a todos os que gostam da cerveja e de tudo que a cerca. Gostando ou não da Bohemia ou da AmBev, a visita vale a pena. Deixe o preconceito de lado, reserve uma tarde e aproveite essa overdose de cultura cervejeira!

Veja o nosso álbum de fotos da visita e confira os depoimentos de Arno Jung Junior, Gerente da Cervejaria Bohemia, e Ricardo Amorim, Gerente de Comunicação da AmBev.

Sorteio

O Bebendo Bem ajuda você a conhecer o Centro de Experiência Cervejeira da Bohemia. Basta participar da nossa promoção e torcer para ganhar 2 ingressos para a visitação. Para concorrer, é só deixar um comentário nesse post, com seu nome completo e e-mail. Participe!

Regras

  • Os concorrentes serão numerados por ordem de postagem e com a ajuda da ferramenta de sorteio do Random.org, serão sorteados os dois ganhadores.
  • Será contabilizado apenas um comentário por participante.
  • Só entrarão no sorteio os comentários que constarem o nome completo e o e-mail. É com base nessas informações que o contato posterior com os vencedores será feito.
  • O sorteio será realizado na próxima segunda-feira, 27 de agosto, às 15h, e os vencedores serão divulgados no Twitter e no Facebook do Bebendo Bem. Aconselhamos a curtir a nossa fanpage e nos seguir no Twitter para ficar melhor informado sobre o resultado.
  • O prêmio individual inclui apenas 1 (um) ingresso para o Centro de Experiência Cervejeira da Bohemia, não incluindo a viagem.
[com informações do iG]

Cervejarias brasileiras se unem contra os altos impostos

Ao mesmo tempo em que falamos muito sobre os altos impostos incidentes na cerveja brasileira, também pedimos que as cervejarias se organizem para ter força política para reverter essa situação. Pois foi isso que, enfim, elas fizeram. Em maio foi criada a CervBrasil – Associação Nacional da Indústria da Cerveja, órgão que pretende lutar por melhores condições de mercado para as indústrias cervejeiras. O CervBrasil reúne as quatro maiores fabricantes da bebida no Brasil – AmBev, Schincariol, Heineken e Petrópolis – gigantes que até então eram ferrenhas inimigas.

“Quando há uma necessidade de se desonerar algum setor, é uma decisão imediata (do governo) de se imputar a diferença no que (a União) considera não-essencial. O grande problema identificado é que a culpa é nossa, pois, ao longo dos últimos 100 anos, nunca tivemos um discurso unificado. Estávamos preocupados em nos combater, uns aos outros, na guerra da cerveja”, disse Paulo Macedo, diretor da CervBrasil, em reportagem do Estado de Minas. A intenção da CervBrasil é se tornar uma entidade forte como a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), que tem conseguido grandes incentivos para aumentar as vendas do setor, como as duas reduções de IPI dos carros zero quilômetro que houveram desde 2009. Se levarmos em consideração o tamanho da contribuição dessas empresas para a economia nacional, é bem provável que esse objetivo seja alcançado. A matéria da IstoÉ Dinheiro dá conta de que a AmBev já é a empresa privada de maior valor de mercado na Bovespa, superando inclusive a Vale.

Mas… e as microcervejarias? Ainda que sejam as maiores prejudicadas com a carga tributária – que pode chegar a 60% do preço final, em alguns casos – não se vislumbra uma união dessas empresas num horizonte tão próximo. Com exceção de algumas cartas-manifesto de pouca expressão, associações regionalizadas e iniciativas quixotescas de meia-dúzia na tentativa de sensibilizar alguns parlamentares, pouco se vê nesse sentido, demonstrando que a “união cervejeira” está longe de ser uma realidade e que, infelizmente, os donos das microcervejarias ainda veem os pares como concorrentes, por mais que digam o contrário.

Analisando a situação apresentada, podemos fazer alguns exercícios de futurologia.

O poderio econômico das grandes empresas faz com que a iniciativa da CervBrasil tenha grandes chances de dar certo. Todavia, os eventuais incentivos que elas consigam ter, muito provavelmente, não será estendido às microcervejarias que, por consequência, ficarão ainda mais embretadas na faixa mais alta de preço ao consumidor. O futuro das micros fica ainda mais negro com a constante chegada de novos rótulos importados ao mercado, por preços iguais ou até menores que os similares nacionais. Não é difícil deduzir que muitas microcervejarias não aguentarão tamanhas dificuldades para vender seus produtos e, com isso, não terão outra alternativa a não ser fechar suas portas ou serem vendidas para alguma macro.

Apesar de tudo, quem vai ganhar com isso são os consumidores. O aumento na demanda por cervejas de maior qualidade já é uma realidade e as grandes empresas já estão vendo isso. Nos Estados Unidos, a SABMiller e a AB-InBev, por exemplo, estão lançando alguns rótulos mais elaborados visando o público crescente das craft beers. Pela pressão do público, não é de se duvidar que isso comece a acontecer logo por aqui. Equipamentos e know-how essas empresas tem de sobra para fazer cervejas de altíssima qualidade, o que falta é vontade mesmo. Por mais que alguns puristas arranquem os cabelos só de pensar em beber uma cerveja fabricada por uma macro, recomendo ler o excelente texto do Pivni Filosof sobre o assunto (com destaque para o sensacional último parágrafo…).

Além disso, o espaço das importadas cresceria ainda mais sem a concorrência das micros nacionais. Imaginando um duelo nas prateleiras entre as importadas e as cervejas mais elaboradas fabricadas pelas macros, pode se projetar uma baixa considerável na média de preços.

Pensando no crescimento do mercado cervejeiro nacional, no potencial turístico e na criação de empregos que as microcervejarias tem, essa projeção é triste. Porém, o mercado é leonino e requer cada vez mais competência e profissionalismo para quem quiser sobreviver. Apelar para o ufanismo não vai manter as microcervejarias nacionais de pé. A única alternativa é ter força política através da UNIÃO. Mas isso elas já sabem, faz tempo. Falta apenas transformar o discurso em realidade antes que ele se esvazie pela falta de atitudes que o validem.

E se as cervejarias brasileiras fossem bandas de rock?

Hoje, 13 de junho, é comemorado o Dia Mundial do Rock. (O dia certo é 13 de JULHO! Obrigado, PJ, por corrigir esse pangaré aqui, hehehehe). E o que isso tem a ver com cerveja? Tudo, ora! O rock’n'roll é a trilha oficial dos amantes da cerveja e quem discordar disso tem um problema crônico de mau gosto #prontofalei. Como o Bebendo Bem é fã inconteste de rock e cerveja, vamos fazer mais um post comemorativo juntando essas duas paixões.

No ano passado, listamos 10 cervejas produzidas em homenagem à bandas e clássicos do rock. Para não repetir a mesma fórmula tão copiada (com ou sem créditos, mas enfim…), vamos fazer uma brincadeira diferente usando a seguinte pergunta: e se as cervejarias brasileiras fossem bandas de rock?

A EISENBAHN seria o IRON MAIDEN

Essa é uma comparação feita a partir de experiências pessoais. Comecei a escutar rock aos 12 anos por causa de uma fita K7 gravada por uns amigos que já eram iniciados no assunto (e que, anos mais tarde, formariam a banda Krisiun). Nessa fitinha, os destaques eram algumas músicas do Iron Maiden, como The Number Of The Beast e Run To The Hills. Desde então, a Donzela de Ferro é parte importante na minha história musical. Estabelecendo o paralelo, foi a Eisenbahn Pale Ale que me apresentou o “caminho sem volta” das cervejas especiais. Foi ela o catalisador que me incentivou a conhecer mais do mundo cervejeiro, o que acabou resultando na criação desse blog. Posso não escutar mais tanto o Iron como em anos anteriores, bem como posso não beber mais Eisenbahns como antes, mas ainda tenho o mais profundo respeito e admiração por eles pelo trabalho de qualidade realizado ao longo dos anos e por fazerem parte da minha história pessoal.


A COLORADO seria o RAIMUNDOS

A cervejaria de Ribeirão Preto tem como filosofia sempre introduzir ingredientes tipicamente brasileiros nas suas receitas. O Raimundos também se notabilizou por misturar o punk com ritmos brasileiros. Como aconteceu com a Colorado, a mistura foi sucesso de crítica e de público. A conversão do vocalista Rodolfo à religião fez com que a banda acabasse (ou você considera o tempo em que o Tico Santa Cruz esteve na banda?). Torçamos para que ninguém lá na Colorado siga o mesmo destino cristão…


A CORUJA seria a GRAFORRÉIA XILARMÔNICA

A comparação entre a cervejaria e a banda fica mais clara para quem mora em Porto Alegre. A Coruja foi uma das primeiras cervejas artesanais a fazer sucesso nos bares boêmios da Cidade Baixa e do Bonfim. Além disso, está intimamente ligada à cena cultural da capital gaúcha, sempre incentivando as produções artísticas da cidade. Tudo isso me faz pensar em uma música apenas: Amigo Punk, o clássico da banda gaúcha, o hino de 11 entre 10 portoalegrenses. E ainda tem gente que tem o peito de dizer que a Coruja é catarinense…


A BODEBROWN seria o PRIMUS

O ar de Chapeleiro Louco combina tanto com o Samuel Cavalcanti quanto pro Les Claypool. O baluarte da revolucion cervejeira no Brasil carrega nas suas cervejas a ousadia de quem quer ver algo diferente sendo feito. Tal qual a banda de San Francisco, essa ousadia gera originalidade. O grande público pode até torcer o nariz para as cervejas da Bodebrown e para o som do Primus, mas os especialistas do assunto atestam a qualidade da banda e da cervejaria.


A ABADESSA seria o RAMMSTEIN

Quem conhece o mestre Herbert Schumacher e as cervejas da Abadessa sabe que eles estão impregnados da cultura alemã. Schumacher e suas cervejas são representantes diretos da tradição cervejeira alemã no Brasil e se orgulham disso. Com toda essa aura germânica no ar, difícil não se lembrar do Rammstein, banda de Berlim que faz sucesso no mundo inteiro sem deixar de lado o orgulho de cantar no seu próprio idioma. Tá bem que as cervejas da Abadessa, na proporção, são bem mais leves que o som do Rammstein, mas até que dá pra imaginar uma harmonizasom (a/c Clubier) de Du Hast com um mass de Abadessa Helles na mão, nao dá?


A WÄLS seria o ARCADE FIRE

A banda canadense vem deleitando os ouvidos de quem gosta de rock de qualidade, com inovação e competência musical. Tanto é assim que nomes como David Bowie e Bruce Springsteen já fizeram elogios rasgados ao Arcade Fire, uma das boas revelações musicais dos últimos anos. Assim como eles, a Wäls também está abrindo caminho no cenário cervejeiro nacional com a qualidade de suas cervejas. A similaridade entre a os canadenses e os mineiros também pode ser vista nos prêmios de Cervejaria do Ano na South Beer Cup de 2012 e no Grammy de Álbum do Ano de 2011, pelo disco The Suburbs. Para muitos, os prêmios podem até serem considerados uma surpresa, mas quem acompanha a história da banda e da cervejaria sabe que eles foram mais que merecidos.


A SEASONS seria o SOUNDGARDEN

A cabeça por trás da Green Cow é um fã confesso do movimento grunge. O cabelo comprido, o goatee e as indefectíveis camisas xadrez são marcas registradas de Leonardo Sewald. Além disso, o próprio nome da cervejaria também é uma homenagem ao movimento de Seattle: Seasons é o nome de uma música da carreira solo de Chris Cornell, vocalista do Soundgarden. Mas não é só isso que motivou a referência à banda. Por mais óbvio que pudesse ser a comparação com o Pearl Jam – principalmente por Sewald se notabilizar por ser um ótimo emulador de Eddie Vedder nas performances da Banda dos Cervejeiros – as cervejas da Seasons são conhecidas pela alta lupulagem, o que remete ao som do Soundgarden, talvez a banda mais pesada do movimento grunge.


A WAY seria o THE KILLERS

A cervejaria paranaense é conhecida pela modernidade na sua apresentação visual e pela qualidade de suas cervejas. No entanto, pode se dizer que elas são reinvenções de estilos já bem conhecidos, com um toque de originalidade. Assim como o The Killers, que faz bastante sucesso com um pop rock com inspirações oitentistas que não traz nada de novo, mas que, paradoxalmente, tem uma cara própria e com muita qualidade. Assim como quem provou as cervejas da Way, quem escutou Mr. Brightside do Killers pela primeira vez pensou: “esses caras vão ser grandes”.


A BAMBERG seria o AC/DC

A cervejaria de Votorantim tem várias semelhanças com a banda australiana. A primeira é a consistência de seu portfolio que, se não prima pela ousadia, é certeza de qualidade e correção. Tal como os discos do AC/DC, que são sempre “mais do mesmo”, mas com muita competência. Outra similaridade são os fãs pra lá de fiéis. A qualquer novo lançamento, seja da banda, seja da cervejaria, o sucesso de público é garantido. Por fim, a fidelidade à proposta inicial. A Bamberg, desde o seu início, declarou-se seguidora da Lei da Pureza alemã e se propôs a reproduzir estilos da escola germânica, bem como o AC/DC, que faz rock puro e genuíno, sem desvios e sem firulas.


A BIERLAND seria o BLACK KEYS

Assim como a banda, a Bierland já era bem conceituada. Mas, nos últimos anos, os dois tiveram um salto tremendo de qualidade e de popularidade. O Black Keys conheceu o sucesso de público com os discos Brothers (2010) e El Camino (2011), o 6º e o 7º da carreira, respectivamente. Já a cervejaria de Blumenau começou a ter o reconhecimento da crítica com os lançamentos da Vienna, da Imperial Stout e da Strong Golden Ale, em 2011. Os novos rótulos já ganharam vários prêmios internacionais, algo inédito na história da cervejaria até então, enquanto El Camino chegou ao 2º lugar na parada da Billboard.


A FALKE seria o QUEEN

A cervejaria mineira é, sem dúvida, uma das mais importantes e respeitadas do Brasil. Muito disso se deve à figura de Marco Falcone, um dos líderes do movimento cervejeiro que desponta no país. A paixão de Falcone pela cerveja, bem como o seu companheirismo e sua humildade, fazem com que ele seja uma das raras unanimidades do meio cervejeiro. O Queen tem várias semelhanças com a Falke. A banda também tinha um frontman carismático e foi importantíssima no rock mundial na sua época. A versatilidade estílística é outro aspecto em comum. Enquanto a Falke tem em seu portfolio representantes de todas as grandes escolas cervejeiras mundiais, o Queen também circulou entre vários estilos musicais como o funk, o techno, o rockabilly, o heavy metal e o pop. Pode até ter alguém que não goste das cervejas da Falke ou das canções do Queen, mas ninguém duvida do talento e do carisma de Freddie e Falcone.


A BADEN BADEN seria o U2

A Baden Baden se apresenta no mercado como sendo uma cerveja gourmet. O próprio nome já dá uma aura de qualidade aos seus produtos. Todavia, apesar de ter ótimas cervejas no portfolio, o mesmo é inconsistente, com alguns rótulos nem tão bons assim. Algo como o U2, que por mais que seja considerada uma das grandes bandas da história do rock, ao longo da carreira alternou bons e maus discos. Mesmo assim, o saldo da Baden e da banda irlandesa é positivo, merecendo o respeito e a admiração de seus fãs.


A AMBEV seria o COLDPLAY

É inegável o apelo comercial do Coldplay. As canções pop da banda de Chris Martin caem facilmente no agrado do grande público. Com melodias simples feitas na medida para atingir o sucesso certeiro, os ingleses tem fãs no mundo inteiro, de todos os tipos. As cervejas da Ambev também tem esse talento. Por mais que a crítica especializada torça o nariz para elas, a massa não está nem aí e enche os cofres da empresa garantindo vendas astronômicas. Há quem diga que as cervejas da Ambev estão para as cervejas assim como o rock do Coldplay está para o rock, mas a verdade é que, tanto a gigante cervejeira, quanto a banda do marido da Gwyneth, não estão nem aí para seus detratores…


Gostou da lista? Faltou alguém? Deixe suas sugestões e críticas nos comentários.

 

Stella Artois lança edição especial de fim de ano

A Stella Artois traz ao Brasil uma novidade: uma garrafa para celebrar as festas de fim de ano. O produto, importado da Bélgica pela Ambev, será comercializado em edição especial apenas em pontos selecionados de São Paulo. Em formato similar ao de uma garrafa de champagne, rotulada com sleeve e fechada com rolha, gabieta e capuz, pode ser encontrada em embalagens individuais de 750 ml e em caixa com seis garrafas. A edição comemorativa celebra a história da marca, criada em 1366, em Leuven (Bélgica), especialmente para brindar as festas natalinas.

A embalagem especial faz parte de uma ação global e está sendo lançada em vários países como Estados Unidos, Reino Unido, Bélgica, Argentina, Rússia, Canadá, entre outros.  Para o fim de ano, também foi desenvolvida uma ação no site www.stellaartois.com, onde o consumidor pode enviar um cartão musical customizado para família e amigos.

As grandes cervejarias são mesmo o diabo?

A grande maioria dos apreciadores das cervejas especiais tende a execrar qualquer coisa que venha chancelada por uma grande cervejaria. Ambev, Femsa, Grupo Schincariol, são nomes que, comumente, são associados à cervejas de baixíssima qualidade. Também são questionadas as estratégias agressivas de mercado dessas empresas, que dificultam o crescimento da concorrência. Eu mesmo, aqui no Bebendo Bem, já falei mal dessas empresas.

No entanto, olhando para os vários exemplares de Eisenbahn, Leffe, Heineken e Kaiser Gold presentes na minha geladeira, pensei que essa postura é meio hipócrita, não é mesmo? Será que as grandes empresas cervejeiras são mesmo o diabo?

OK, não vamos também dizer que a Skol e a Nova Schin são grandes cervejas. Uma coisa que as grandes cervejarias tem em comum é a sua linha popular, de altíssima vendagem, cheia de adjuntos e cujo controle da produção é mais responsabilidade do departamento de marketing que do mestre-cervejeiro. Mas alguém já parou pra pensar porque a qualidade dessas cervejas é tão baixa?

Um fator importante, certamente, é o custo baixo de produção, já que essas cervejas levam muito menos malte e lúpulo que uma cerveja especial. No entanto, quem já tentou beerevangelizar algum bebedor comum de cerveja, sabe que qualquer coisa diferente do normal assusta. Uns acham muito amarga, outros acham muito “forte”, e se a breja não estiver trincando de gelada, já viu. A cerveja gelada e sem gosto virou um padrão completamente arraigado no paladar do brasileiro médio. Ah, mas alguns podem dizer que isso aconteceu por culpa das cervejarias, que mal-educaram o gosto da população. Em parte, sim. Mas isso é dizer que o consumidor é burro, por ter aceitado passivamente a queda da qualidade das cervejas.

Só que a tendência está mudando. Nos últimos anos, o setor de cervejas especiais tem crescido exponencialmente. O consumidor, aproveitando o maior poder de compra e o aumento da oferta, está buscando conhecer novos rótulos, novos estilos. E é aí que eu digo que as grandes cervejarias tem feito um ótimo trabalho.

Anos atrás, quando o Grupo Schincariol comprou a Eisenbahn, a Baden Baden e a Devassa, muitos ficaram receosos de que a qualidade dessas cervejarias iria cair. Não foi o que aconteceu. Com o incremento em publicidade e na logística, hoje em dia é muito mais fácil encontrar essas cervejas nos bares e restaurantes. Aqui em Porto Alegre, por exemplo, já é possível beber uma Eisenbahn Pale Ale até mesmo numa loja de conveniência, no meio da madrugada. O que antes era um produto altamente segmentado e difícil de achar, agora é fácil de ser encontrado, com um preço justo e com a mesma qualidade de antes. Se isso não é beerevangelização em larga escala, não sei o que é.

Outro bom exemplo de atuação das grandes cervejarias é a importação de novos rótulos. As prateleiras dos supermercados brasileiros foram invadidas por cervejas como as belgas Hoegaarden e Leffe, a alemã Franzsiskaner e as irlandesas Murphy’s, todas ótimas cervejas e com preços acessíveis. Isso só foi possível por causa da multinacionalidade das grandes cervejarias, que por produzirem esses rótulos no exterior, conseguem importar para o Brasil com preços competitivos. Quem costuma comprar cervejas importadas sabe a diferença de preços entre uma cerveja importada da Ambev, por exemplo, e uma cerveja que vem para o Brasil via importação normal. Sem entrar nos meandros tributários e alfandegários, o que importa é que o consumidor só tem a ganhar quando boas cervejas chegam ao mercado por preços convidativos.

Esse texto não tem a intenção de ser definitivo, nem de defender as Skols e Brahmas que embrulham nosso estômago. Só achei que devia fazer um pouco de justiça, já que nem tudo que vem dos grandes grupos cervejeiros é ruim. O que não presta, deve ser criticado, não é mesmo? Então, por que não elogiar o que deve ser elogiado?

O Golias cambaleante: Ambev não consegue abastecer o mercado

Esse verão, se considerarmos suas primeiras manifestações, vai ser de rachar o coco. Por isso, nada melhor que uma boa cerveja para rebater o calor, não?

Pois saiba você, brahmeiro, skolzeiro, antarctiqueiro, que a sua “gelada” vai estar mais cara nesse verão. Isso se você achá-la nos bares. Segundo o diretor da Ambev, Nelson Jamel, deverá haver falta de produto nos próximos meses. “É normal ter algum problema porque não basta ter cerveja na fábrica, é preciso ter caminhão para distribuir para todos os nossos 1 milhão de pontos de venda”, disse Jamel. “Mas estamos nos preparando mais do que nunca para esse verão”.

De acordo com a empresa – maior cervejaria do Brasil, detentora de dois terços do mercado -  investimentos serão feitos em logística e capacidade de fabricação. No entanto, os problemas com entrega de produtos já estão ocorrendo. Conforme o presidente-executivo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Paulo Solmucci Júnior, o fornecimento já tem sido comprometido. “Se não fosse o friozinho que fez no último mês, a situação teria sido mais grave”, disse Solmucci.

Pontualmente, no Rio Grande do Sul, os bares e restaurantes já sofrem há um bom tempo com a falta de produtos e com as entregas com atraso. Segundo José de Jesus Santos, presidente do Sindicato da Hotelaria e Gastronomia de Porto Alegre (Sindpoa), a empresa já melhorou nesse sentido e promete regularizar a situação em até duas semanas. No entanto, existe a preocupação de que o problema volte a ocorrer a partir do dia 15, quando as vendas tendem a aumentar 20% a 30%.

Além de todos esses problemas, a Ambev ainda pretende reajustar seus produtos de 5% a 7%, para compensar o impacto da alta do açúcar, da importação de latas e dos custos de logística.

O que se pode dizer de tudo isso? AGORA É A HORA! As microcervejarias estão com a faca e o queijo na mão para abastecer essa demanda. Não é sempre que o Golias esmorece. As micros tem a proximidade com o público e a qualidade de seus produtos ao seu favor para tomar conta dessa fatia de mercado. Só precisam ser profissionais e ter o senso de negócio que as vezes falta ao setor. Como disse a Fabiana Arreguy no seu twitter, agora é “a hora e a vez”. Aproveitem!

(fonte: Valor Econômico)

Com investimentos em alta, cresce busca por mestre-cervejeiro

Com investimentos de R$ 3 bilhões em 2010, grandes empresas buscam profissionais para a área industrial

Fernando Scheller, de O Estado de S. Paulo

A expansão do consumo de cerveja no Brasil, que se reflete em investimentos de pelo menos R$ 3 bilhões em novas fábricas pelas duas principais cervejarias do País, faz grandes empresas correrem atrás de profissionais que atuam na área industrial do setor, como gerentes de produção e mestres-cervejeiros. Pela primeira vez neste ano, a Ambev criou um trainee específico para o setor fabril. Já a Schincariol incluiu em sua folha de pagamento uma sommelier de cervejas.

Segundo dados do Instituto Nielsen, o mercado de cervejas movimentou mais de R$ 31 bilhões no ano passado, alta de quase 11% sobre 2008. Neste ano, o avanço promete ser maior: o consumo da bebida atingiu 2,42 bilhões de litros no primeiro trimestre, crescimento de 15,9% sobre igual período de 2009.

A demanda se refletirá em novas fábricas. A líder Ambev investirá R$ 2 bilhões no País em 2010 para aumentar a capacidade produtiva em até 15%. Já a vice Schincariol informa que deverá investir R$ 1 bilhão neste ano na expansão de três unidades do grupo na Região Nordeste.

Para atrair profissionais, a Ambev realizou pela primeira vez, no primeiro semestre, um programa de trainee direcionado para a área industrial. O processo de seleção “extra” começou em abril e os selecionados iniciaram na empresa em agosto. O trainee regular do grupo, que aceita inscrições até o dia 7, terá novas vagas para gerentes de produção e mestres-cervejeiros, de acordo com Rodrigo Pacca, especialista em recrutamento da empresa. “Após 20 anos de trainee, fizemos esse processo especial pela primeira vez para fazer frente à expansão da produção.”

Na Schincariol, as inscrições para o programa de trainee foram abertas na segunda-feira – o salário oferecido é de R$ 3,4 mil. São 20 vagas para os diversos setores da companhia, sendo que 5 serão reservadas para a área industrial, informa Américo Garbuio Junior, diretor de desenvolvimento humano da companhia. “Desde 1998, incluímos os mestres-cervejeiros no programa de trainee. Dos 25 que temos hoje em atividade, 17 foram formados internamente”, afirma.

A Schincariol criou também uma nova função: a sommelier de cervejas. Após um curso na Alemanha, a ex-trainee Káthia Zanatta assumiu a função de promover marcas especiais da companhia, como Eisenbahn e Baden Baden, pelo País. Hoje, ela mostra a bares e restaurantes como harmonizar o cardápio, “casando” a oferta de pratos e petisco com o tipo certo de cerveja.

‘Privilégio’

A engenheira de alimentos Mariana Lopez, de 23 anos, foi contratada pela Ambev para o trainee da área industrial no mês passado. “Terminei a graduação em julho e tinha certeza de que queria atuar na área industrial, seja como mestre-cervejeira, na área de envase, de qualidade ou de projetos”, diz.

A trainee afirma que a carreira de mestre é vista como um “privilégio” na Ambev, pois os escolhidos para a função fazem um curso de seis meses no exterior, bancado pela empresa. Bianca Franzini, de 26 anos, que está na Ambev desde 2007, foi selecionada para um curso de pós-graduação nos EUA. Depois de passar por outras fábricas da empresa no País, atualmente ela é responsável pelo controle da produção da unidade de Curitiba.

(Fonte: O Estado de São Paulo)

Beer Wars – Agora no Brasil

A Ambev começou a tomar uma atitude contra a expansão da cultura cervejeira no Brasil. Pelo que se pôde apurar via twitter e pela repercussão posterior no Cerveja Só e na Confraria do Beiçola, a multinacional comprou o tradicional Bar Anhanguera, na capital paulista. O bar em questão era um dos redutos cervejeiros na cidade e uma das primeiras coisas que os novos donos fizeram após a compra foi retirar da carta de cervejas as marcas Colorado, Falke e Bamberg. Segundo consta, as aquisições não irão parar por aí e outros bares serão comprados.

Na minha opinião, esse limão pode virar uma limonada. O setor de microcervejarias e das cervejas artesanais está em crescimento no Brasil. Mais e mais gente tem melhorado seu paladar e sendo beerevangelizada, caminho que sabemos que não tem volta. Os protagonistas da cena cervejeira brasileira – homebrewers e microcervejeiros, blogueiros, degustadores – estão conectados via internet, pelo twitter ou pelas listas de discussões, demonstrando uma integração sem precedentes. Esse cenário se fortalece a cada dia e, tal como acontece nos EUA, só tende a crescer.

Por tudo isso, digo com certeza que apesar da investida da Ambev, o gosto do brasileiro pelas boas cervejas não deixará a cena morrer. Quem resistir à investida das multinacionais, terá o retorno de um público que aumenta a cada dia. Como vimos no filme Beer Wars, os americanos estão nos dando uma aula de união e criatividade para sobreviver nessa guerra. Façamos o mesmo que eles então. Sejamos unidos, criativos e resistentes.

Sabemos que o fator econômico pesa, e muito, para quem tem um bar ou uma micro. Sabemos também que, apesar do amor pela cerveja, ninguém é forte o suficiente para não balançar frente a uma proposta irrecusável de uma gigante como a Ambev. No entanto, para a “Ambev-Golias” ganhar essa briga, somente exterminando completamente o “Davi”. Enquanto sobrar um bar e uma microcervejaria fazendo bons produtos, estaremos lá, prestigiando. Quem resistir, terá sua recompensa.



Hoegaarden e Leffe de monte nas prateleiras do Zaffari. Valeu, Ambev!

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