Uma viagem cervejeira pela Europa

Sepp (Josef) Köpf, um alemão que vive no Brasil, nos enviou o relato de um tour pela Bélgica, Alemanha e Republica Checa, visitando cervejarias e explorando o que há de melhor na cultura destes países. Abra uma cerveja e boa leitura.

Rota de Cerveja – Bélgica – Alemanha – Republica Checa

Por Sepp (Josef) Köpf

Foram quinze dias passeando pela Bélgica, Alemanha e Republica Checa, países cervejeiros, passando por plantações de lúpulo, biergartens, provando cervejas premiadas, comendo as típicas comidas e se divertindo muito.

A viagem teve início em Frankfurt (tem voos diretos da Condor, TAM, TAP e Lufthansa) Transferimos no mesmo dia para D’Achouffe na Bélgica. Logo provamos uma especialidade na cervejaria, um Houblon Chouffe com 9%.

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Na manhã do dia seguinte, visitei a cervejaria e participei de uma degustação. Depois fui para Rochefort (60 km), onde visitei o mosteiro Saint Remy para experimentar um original Trappister, uma das seis autênticas trapistas da Bélgica.

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No final de tarde, cheguei na cidade de Namur, onde fiquei hospedado nas próximas duas noites. A cidade é famosa para comer e beber bem.

No terceiro dia, fui visitar vários lugares cervejeiros nos arredores e participei de uma degustação na cervejaria Bocq, que produz 8 tipos de cerveja, de 3,1% a 9,7%. Na cervejaria do mosteiro Maredsous tem o blonde de 6,2%, a brune 8,0% e a tripel de 10%. Ao fim, cheguei no mosteiro Floreffe, que tem 7 tipos, de 6% a 8,3%.

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No outro dia, saí depois do café de manha em direção à Alemanha, para a cidade de Köln (Colônia).

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Primeiro destino foi a cervejaria Früh, uma das varias cervejarias que produzem o típico Kölsch, uma cerveja de fermentação alta, 4,8% muito fino de sabor, servido em copos pequenos de 200 ml, sempre fresco, uma delicia!

As cervejarias são sempre muito bem frequentadas, também por causa dos pratos famosos.

Na manhã do quinto dia, fui visitar a catedral antes de continuar a viagem para Bamberg (400 km).

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O “Rauchbier”, a cerveja de sabor defumado, é o típico de Bamberg. A Schlenkerla já experimentei no Brasil, mas aqui direto do barril faz diferença.

Fiquei na cidade mais um dia, visitei a parte histórica e as cervejarias. Tem nove no centro da cidade.

No outro dia, fui a Kulmbach, apenas 70 km, para aprender no maior museu de cerveja do mundo sobre nossa bebida preferida.

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Numa área de exposição de mais de 3.000 metros quadrados, pude experimentar em primeira mão a história e a arte de produção da cerveja. Desde os antigos egípcios, aos romanos e os celtas, o caminho da cerveja segue para os monges medievais. Soube como a industrialização revolucionou e racionalizou a cultura cervejeira, e que a produção da cerveja ainda é – apesar de toda a tecnologia – uma arte.

Passei na cidade de Bayreuth, para chegar em mais 60 km em Windischeschenbach. Nome dificil…

Estava na “Deutsche Bierstrasse”, a Rota da Cerveja da Alemanha, com umas 200 cervejarias produzindo mais de 1000 tipos de cervejas.

Em Windischeschenbach, encontrei a “Zoiglbier” . Este tipo da cerveja é feita de acordo com a tradição germânica medieval, totalmente artesanal, de baixa fermentação. A cerveja tambem não é filtrada, por isso a apârencia é “nublada”. É bom acompanhar com uma “Brotzeit”, (prato de frios da região).

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No oitavo dia, continuei minha viagem até Pilsen, na República Checa. Chegando lá, fui logo para a cervejaria Pilsner Urquell. Participei do tour pela cervejaria e tomei uma na Bierstube.

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Na manhã do outro dia, fiz um passeio pela cidade histórica antes de continuar a viagem a Budweis.

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Desfrutei a cervejaria Budweis com o tradicional restaurante, a “Bierstube”.

No décimo dia da viagem, pela manhã, passei ainda pelo lindo centro da cidade histórica de Budweis e depois continuei a volta para a Alemanha, mais exatamente para a cidade de Regensburg, na beira do rio Danúbio. Cheguei no final da tarde.

Me indicaram a cervejaria Kneitinger, para experimentar a “Edelpils”… Valeu.

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Fiquei mais um dia em Regensburg, uma das cidades mais antigas e belas da Alemanha. Fiz um passeio pela parte histórica, comi deliciosas salsichas na Wurstkuchl, depois saí para um passeio de barco, até chegar ao mosteiro Weltenburg.

A Cerveja Weltenburger Kloster Barock Dunkel foi vencedora em 2004, 2008 e 2012 do World Beer Awards sendo a melhor cerveja Dunkel do mundo.

Tivemos um tempo para aproveitar o esplêndido local, experimentamos a Dunkel e visitamos a bela igreja do mosteiro, além de degustar as deliciosas especialidades bávaras.

Foram apenas 70 km para chegar em Holledau no próximo dia. É a maior área de cultivo de lúpulo do mundo (17.800 hectares) e produz 35% do lúpulo mundial. Mas no caminho, na Rota do Lúpulo, passei ainda no Hundertwasserturm, uma homenagem à cerveja, criado pelo famoso artista moderno Friedensreich Hundertwasser.

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O museu de Lúpulo oferece vários seminários onde podemos aprender e entender de lúpulo.

  • Cervejas da Bavária premiadas no mundo
  • O Mundo da Cerveja
  • Lúpulo – Alma da Cerveja
  • Cerveja e Queijo
  • Cerveja e chocolate
  • Cervejas históricas
  • Cervejas da Bélgica
  • Cervejas da Inglaterra
  • Cervejas especiais da Região
  • Cerveja orgânica
  • Cervejas nobres

Fiquei hospedado em Wolnzach, ao lado do museu.

Agora faltou somente uma pequena distância no dia seguinte para chegar em Munique, cidade mais que ligada que qualquer outra à cerveja.

Comecei no famoso Augustinerkeller, com um tour pelos jardins de cerveja.

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Uma Frisch Mass, uma caneca de um litro, bem fresquinho do barril da lenha, uma brezel e uma Schweinshaxe (joelho de porco), este é a alimentação típica nos biergartens.

No último dia da viagem, aproveitei para fazer um passeio espetacular nos castelos do rei Ludovico II e claro que também passei numas cervejarias.

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