Camila: uma história de amor em três atos
1º Ato
O ano não lembro exatamente. Lembro apenas que era um adolescente do final da década de 80, vivendo na remota cidade de Ijuí, interior do Rio Grande do Sul. Naqueles tempos, ser um fã de rock não era fácil. Nem se sonhava com algo como a internet e a difusão da informação como se conhece hoje em dia. Por isso, programas como o Globo de Ouro eram uma das poucas oportunidades de estar a par dos lançamentos nacionais.
Na época, eu escutava muito, mas muito, rock gaúcho. Engenheiros do Hawaii, Garotos da Rua, Replicantes, TNT… Qual foi a minha surpresa ao ver, no Globo de Ouro, uma banda gaúcha que eu nunca tinha ouvido falar até então. De cara, o que me chamou a atenção foi o visual do vocalista, um magrelo com um topete e um óculos de aro grosso, claramente inspirado em Buddy Holly. Eis que o guitarrista começa um dedilhado interessante na guitarra e a câmera corta para o baterista. Aquele alemão gordinho DEBULHAVA A BATERIA (aliás, bateristas com sobrepeso, via de regra, são sempre excelentes músicos)! A banda era o Nenhum de Nós e a música era Camila, Camila.
Adolescente imberbe, recém descobrindo o amor, já fiquei prestando atenção na letra, imaginando que poderia usar alguns versos em cartas de amor. Mas foi em vão, pois logo notei que a letra não era tão romântica assim. Mesmo assim, até hoje aquela noite na frente da TV está nas minhas lembranças.
Depois disso, confesso que não escuto mais o Nenhum de Nós como escutava antigamente. Entretanto, Camila, Camila ainda é uma das preferidas da casa, por fazer parte de grandes lembranças de uma época que não volta mais.
2º Ato
A segunda vez que uma Camila entrou na minha vida foi em 2004. Tinha terminado um longo namoro e estava voltando ao convívio social. Ainda completamente “sem ritmo de jogo”, não notei que aquela loira linda e charmosa estava interessada em mim, nem mesmo quando ela, sem mais nem menos, pediu para tirar uma foto minha.
Eram os primórdios do Orkut e ainda se usava mais ICQ que MSN. E foram estas ferramentas, hoje quase pré-históricas, que fizeram o meio de campo e nos aproximaram. Em tempo recorde começamos a namorar e logo, logo eu, que achava que iria casar com uns 75 anos de idade, me vi dividindo o mesmo teto com ela.
Camila rapidinho se tornou a rainha do meu coração, a mulher da minha vida e hoje, além de tudo isso, é a mãe da Pietra, nossa filha linda e alegria da casa. O futuro ninguém conhece, mas uma coisa é certa: estaremos ligados até o fim dos nossos dias.
3º ato
De uns tempos pra cá, entrei de cabeça no que se chama de “cultura cervejeira”. Deixei de ser um bebedor de rótulo para ser um explorador de novos sabores e aromas das cervejas especiais. Descobri que existe um universo de informações que envolve essa bebida que, até há pouco tempo atrás, acreditava ser algo simplório. Estudei, experimentei, conheci.
E nesse cenário, era impossível ficar sem conhecer as cervejas da Bamberg. Representante do que há de melhor em termos de cerveja nacional, a cervejaria de Votorantim sempre primou pela qualidade e correção de seus produtos. Tal competência lhe valeu vários prêmios internacionais.
No entanto, seu cervejeiro, Alexandre Bazzo, nunca se acomodou com os louros do sucesso. Pelo contrário! Sempre tentando oferecer algo a mais para os seus consumidores, a Bamberg agora traz a notícia de que seu já amplo portfolio será acrescido de uma bohemian pilsner.
Qual foi a minha surpresa e a minha satisfação em ver que essa cerveja seria batizada de Camila, Camila!
Ela chega ao mercado a partir de 8 de setembro, envolvida por um dos rótulos mais bonitos dentre os produtos nacionais. Sua qualidade, levando em consideração o histórico da Bamberg, é garantida. Contudo, uma cerveja que homenageia uma música que eu adoro e que compartilha o mesmo nome da dona do meu amor, não poderia deixar de ser, particularmente, especial.
Um ciclo se fecha. Obrigado, Bazzo!




Olá! Adorei a forma como descreveu seu amor em 3 atos por Camila, Camila. O Post está bem bacana!