Brewers Association em Porto Alegre
Depois de edições em São Paulo e Rio de Janeiro, eis que chega em Porto Alegre a missão da Brewers Association. Numa iniciativa da Drinkability e com o apoio do Bier Markt, os gaúchos puderam ter uma pequena amostra da produção cervejeira americana e conhecer mais sobre a Brewers Association.
O evento aconteceu na última segunda-feira e teve a apresentação do Leonardo Sewald, da Cervejaria Seasons e membro da BA. Sewald falou um pouco da história e da atuação da organização americana e conduziu a degustação de seis excelentes cervejas ainda indisponíveis no Brasil. Fabrício Estácio, da Drinkability, também falou da situação atual das importações das cervejas americanas para o Brasil, citando as dificuldades e revelando algumas grandes novidades que estão pintando por aqui no segundo semestre.
Mas enfim, vamos às cervejas da noite, pela ordem:
- Lagunitas Pils: uma bohemian pilsener com aquele maltado lembrando pão e aroma de saaz característico, trazendo um amargor delicioso e elegante. Ela é um pouco mais encorpada e mais alcoólica que o normal, mas nada que comprometa, pelo contrário.
- Epic Intermountain Wheat: uma variação americana das cervejas de trigo, que se situa entre as weissbiers alemãs e as witbiers belgas. Muito cítrica no aroma e no sabor, tem altíssima drinkability.
- Ballast Point Yellowtail Pale Ale: a mais fraquinha da noite mas que rendeu uma certa discussão sobre estilos, já que se apresenta como uma pale ale, mas é na verdade uma kölsch. Baixa intensidade de aroma e sabor, é uma session beer honestinha, nada mais.
- Shipyard XXXX IPA: Aqui começa a brincadeira de adultos! Uma IPA intensamente maltada e lupulada, onde se sente o amargor brigando de faca com o dulçor, embebidos por 9,25% de álcool. O melhor de tudo? Ela é extremamente equilibrada e refrescante.
- Dogfish Head Midas Touch: a mais esperada da noite. A maioria dos presentes estava curioso para provar uma das crias mais conhecidas do popstar Sam Calagione. E ela não decepcionou. Com um aroma floral peculiar e uma doçura confortável, a Midas Touch é uma cerveja muito original, mas que dificilmente desagrada. Ótima cerveja! Expectativa confirmada!
- Labyrinth Black Ale: Apesar da presença da Midas Touch, não foi à toa que os organizadores deixaram essa pouco conhecida cerveja de Utah para o final da degustação. A Labyrinth já começa impressionando pela aparência, com seu líquido completamente preto e seu creme marrom de ótima formação e duração. Na boca, MUITO café e MUITO cacau e uma textura deliciosamente aveludada, algo como uma “imperial Old Engine Oil”. Apesar dos absurdos 13,2% ABV, o álcool é completamente absorvido por todos os outros sabores dessa imperial stout. A melhor da noite e uma das melhores da vida, certamente.
Após a degustação, rolou uma pequena confraternização regada às últimas Gonzo Imperial Porter e Raging Bitch, as deliciosas cervejas da Flying Dog que dificilmente serão encontradas tão cedo no Brasil. Foi nessa hora que eu soube de uma notícia que abalará a cena cervejeira brasileira. Infelizmente, ainda não posso divulgar, mas preparem-se que a coisa vai ser de cair o queixo!
Finalizando, deixo os parabéns aos organizadores e apoiadores do evento e um abraço a todos os que tiveram a oportunidade de participar dessa ótima noite.




